O que Deus diz sobre o namoro

Primeiro, reconhecer o seu pecado. A Bíblia diz em Salmos 51:2-4 “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.” Segundo, pedir que o seu pecado seja perdoado. Deus diz que pode começar uma vida nova. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:3-5 “Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus.” Deus não diz nada sobre 'namoro' na Bíblia, mas fala muito sobre relacionamentos e como as pessoas devem se comportar antes do casamento.. A Bíblia não fala nada sobre namoro por uma razão muito simples: o 'namoro' é um conceito muito recente, e não existia na forma como conhecemos hoje quando a Bíblia foi escrita. Na Bíblia vemos que as pessoas entram em uma dessas categorias: amigos ... Deus não diz nada sobre “namoro” na Bíblia, mas fala muito sobre relacionamentos e como as pessoas devem se comportar antes do casamento.. A Bíblia não fala nada sobre namoro por uma razão muito simples: o “namoro” é um conceito muito recente, e não existia na forma como conhecemos hoje quando a Bíblia foi escrita.Na Bíblia vemos que as pessoas entram em uma dessas categorias ... O que Deus diz sobre o namoro? Deus não diz nada sobre 'namoro' na Bíblia, mas fala muito sobre relacionamentos e como as pessoas devem se comportar antes do casamento. A primeira coisa que devemos compreender é que devemos nos distanciar da visão corrente no mundo sobre o namoro, pois as diretrizes de Deus contradizem as do mundo (II Pedro 2:20). A sociedade nos diz que devemos namorar o quanto quisermos, indo de pessoa em pessoa, o mais que pudermos. Deus não diz nada sobre 'namoro' na Bíblia, mas fala muito sobre relacionamentos e como as pessoas devem se comportar antes do casamento. A Bíblia não fala nada sobre namoro por uma razão muito simples: o 'namoro' é um conceito muito recente, e não existia na forma como conhecemos hoje quando a Bíblia foi escrita. O propósito das nossas vidas é refletir, reproduzir e representar a Deus (Gn 1.26), e foi para esta finalidade que Deus criou a humanidade, criou o homem e a mulher para governarem sua criação e esta união aconteceu no casamento e o namoro é o processo que conduz, duas pessoas do sexo oposto a esta finalidade. Perceba que nosso Senhor diz que primeiramente devemos amar a Deus, e depois, consequentemente, amar o próximo. Isso significa que o nosso relacionamento com Deus deve ser a base para o sucesso de qualquer outro relacionamento, seja ele a amizade, o namoro, o noivado ou casamento.

Fui babaca por humilhar minha mãe depois dela ter contado o noivado surpresa que meu namorado preparou?

2020.09.09 22:37 TiaSayu Fui babaca por humilhar minha mãe depois dela ter contado o noivado surpresa que meu namorado preparou?

Yo Mina, Daijobu deska? ♥
Hoje vou contar mais uma desgraça da minha vida e tentar rir com ela pq realmente, tá complicado...
Vim aqui desabafar uma coisa que anda me machucando a cada minuto que passa. Minha mãe sempre foi uma pessoa difícil de lidar... O temperamento dela nunca se deu bem com o meu, e isso já causou muitas brigas e discussões entre nós duas. Uma vez já postei aqui uma outra situação entre nós duas (Acho improvável que alguém se lembre, estava em outra conta na época, mas tentarei repostar para quem queira ler.)
Enfim, sem mais delongas, vamos direto ao desabafo... Semana que vem será meu aniversario de namoro (12/09) vamos completar dois anos de namoro e tudo corria bem. Estávamos preparando nossos presentes e eu estava ansiosa por mais um Level up na relação. Lutamos muito para seguir com esse relacionamento fantástico, e dou graças a Deus por tudo ter dado certo. Somos felizes e tratamos um ao outro com muito respeito e carinho, e não deixamos de ser melhores amigos mesmo na relação de namorados (Não acredito nesse lance de ''há diferença entre amigos e namorados'' é muito melhor ser os dois em vez de escolher apenas um) Enfim, vamos direto ao ponto.
Minha mãe hoje (09/09/2020) veio até mim e me pergunta ''Você e o Carls (Não vou expor) Vão ser noivos?'' A reação que eu tive foi de choque e surpresa, meu pai e minha irmã tiveram a mesma reação e tudo ficou em um silêncio desconfortável.
Logo eu perguntei, incrédula: ''Ele vai pedir minha mão?..''
Depois disso minha mãe arregalou os olhos assustada, vendo que eu não sabia de nada sobre os planos dele. Eu, logicamente, me emocionei e desabei a chorar. Minha mãe, doce como sempre, disse: ''Pare de chorar e controle-se. Larga de ser tonta e pare de chorar'' Além de outros comentários calorosos para o consolo de minha pessoa. Nisto, meu pai interveio e falou: ''Você tinha que abrir a boca? Você achou mesmo que ela soubesse disso?'' e foi assim que tudo explodiu... Minha mãe estava sendo fria como sempre, ela nunca se importou com coisas que feriam meu emocional e psicológico, tudo na visão dela era ''banal'' e ''frescura'' e eu me cansei disso. Minha reação foi imediata e refutei ela de varias maneiras e isso se tornou uma briga feia. Ainda mantive minha educação, mas fui bem sincera e ela não gostou disso (Por que né, a verdade dói) e ela começou a envolver minha sogra e meu namorado, humilhando os dois para ver se conseguia ganhar nos argumentos que eu lançava. (Um detalhe importante... Quando eu estou prestes a discutir com alguém, sou bem linguaruda e irônica demais, isso de certo irrita qualquer um. Mas em nenhum momento a ofendi e nem disse nenhum palavrão, apenas disse algumas verdades que ela não gostou. Obviamente)
Como sempre ela apelou na presença do meu pai e se fez de coitada, saindo da discussão como vitima de uma filha má. Meu pai pediu educadamente para eu pedir desculpas, já que ''peguei pesado com ela''. Me neguei até o momento e não estou disposta a mudar de ideia só por que ela é minha mãe.
Não foi a primeira vez que ela estraga um prazer meu com sua frieza. Ela já errou comigo varias vezes e fui compreensiva em perdoar. Já eu, quando erro, só falta ser exposta para meio mundo e ser humilhada na frente de quem for; O que ela diz e faz, não é exagero na visão das outras pessoas (O que eu acho doentio de certa forma, por que não deixa de ser uma atitude toxica)... Ela pode destruir minha auto-estima e isso não costuma ser exagero por que né, ela é minha mãe e tals.
Na minha opinião não acho isso. Só por que é mãe ou pai não significa que eles tem o Direito total de fazerem exatamente o que querem ou falar o que querem e quando querem, e a criança/adolescente tem que aceitar e pronto. Eu posso ter sido errada em ser grossa e etc, mas eu realmente fiquei chateada pelo o que aconteceu e creio que toda menina (Pelo menos quase todas) teriam essa reação diante de uma resposta tão fria em um momento considerado especial na vida de uma mulhecasal. Meu namorado confiou nela para não contar e ela me faz isso? Além de ter sido um erro grave e um desrespeito com a nossa relação, ela ainda quis se justificar com frieza e grosseria? Eu realmente não deixaria isso barato e foi o que eu fiz.
Então... Fui babaca em fazer isso com ela?
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2020.09.06 20:36 lvdovic Percebi que não entendo a ideia de amor romântico e nem o sentido de se ter um relacionamento.

Hoje eu vi um vídeo no YouTube de um criador de conteúdo e sua agora ex namorada falando como terminaram seu relacionamento da melhor maneira possível, super de boa e sem treta. Vi eles falando sobre alguns aspectos de um relacionamento daora, sobre companheirismo, sobre planos, romance, etc. Assim, eu percebi que eu simplesmente não consigo entender nada disso.
Fiz 21 ainda esse ano. Nunca namorei. Só não sou virgem porque no meu grupo de amigos todo mundo se pega e graças a deus eu não fiquei de fora. Desde a adolescência eu tenho muito problema com minha autoestima baixíssima, timidez enorme, e minha vida pessoal tá bem ruinzinha também (acho que faz uns anos isso).
Acho nunca me apaixonei de verdade. Só cheguei a gostar de umas pessoas, mas nunca nem falei o que eu sentia pra elas. Nunca nem cheguei perto de um relacionamento. Lembro que quando eu tinha uns 15/16 anos tudo o que eu queria era um namoro (sair com a pessoa, passar tempo juntos, além da vida sexual e etc), mas quanto mais o tempo passa, menos eu compreendo essas coisas. Hoje em dia não entra na minha cabeça do porquê das pessoas namorarem, de como elas conseguem passar tanto tempo juntas, de como funcionam esses sentimentos de amor romântico e companheirismo.
Sei muito bem que atualmente a última coisa que eu quero é um relacionamento, já que tenho muitos problemas internos pra resolver e não quero projetar nada em ninguém, mas mesmo sabendo que um dia eu ainda posso consertar esses traços ruins, eu não consigo conceber uma realidade onde eu não vou estar sozinho. Eu sei que boa parte desse pensamento só existe por causa da minha autoestima afundada (eu sei que é objetivamente possível achar alguém que goste de mim, mas as vezes fica difícil de acreditar em mim mesmo e que eu mereço ter alguém do meu lado), mas, como eu disse antes, conforme o tempo passa eu assimilo cada vez menos o significado de se ter um um relacionamento, de conseguir amar de maneira romântica uma pessoa (porque vejam bem, eu, por exemplo, amo meus amigos, mas sei e imagino que amar alguém de maneira romântica é completamente diferente), de ter alguém ao seu lado todos os dias, de fazer planos juntos.
Espero que um dia eu consiga passar por cima desses pensamentos. Mesmo que tudo isso seja extremamente abstrato pra mim hoje, eu imagino que deve ser muito bom esse negócio de amor. Todo mundo diz que é incrível. Es mesmo tendo a parte ruim de sofrer caso não dê certo, eu queria muito viver e entender tudo isso um dia.
(criei uma conta nova só pra desabafar isso sem correr o risco de alguém que eu conheça reconhecer meu outro username e espero do fundo do meu coração que nenhum conhecido reconheça toda essa minha descrição aí ahduabduhshdbdud)
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2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.08.18 20:20 jujubadejurubeba Quais são as marcas e tipos de chocolate favoritos de vocês?

Estava conversando com meu noivo e me gabando sobre não ter vícios. No mesmo instante, ele me diz que desde o nosso primeiro encontro há 6 anos atrás, ele me comprou barras de Kinder Bueno ao invés de flores, pois deixei claro nas nossas conversas que são meus chocolates favoritos e o seguiu fazendo em todos os aniversários de namoro. Quando me pediu em casamento também! Mas eu não consigo comprar e não comê-las todas de uma vez.
Não importam se são ao leite, meio amargas ou brancas. Barras de chocolate Kinder Bueno, para mim, são as melhores. Por serem mais caras, contudo, não é sempre que compro. Por isso, encontrei refúgio nas barras da Neugebauer, que são deliciosas e muito mais baratas! A de chocolate ao leite com cereais de arroz é minha favorita.
Minha mãe gosta bastante de Alpino e daquelas Talento pequeninas, de preferência com castanhas de caju.
E vocês? Quais são as marcas e tipos de chocolate favoritos de vocês?
Edição: Por que diabos estão downvoting uma postagem sobre chocolate? Quando se posta de política, reclamam. Quando são imagens de capivaras, comida ou flores, reclamam. Não podemos mais falar nem mesmo de chocolate nesse subreddit sem termos nossas postagens e comentários negativados? Meu Deus..
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2020.08.05 00:45 DiegoROCCO Erros gramaticais comuns 1

Olá, estudantes da língua portuguesa! Neste artigo, falarei sobre alguns erros gramaticais bem comuns, cometidos, inclusive, por falantes nativos. Então, vamos lá!
1° erro: vocativo
Vocativo é um termo que diz com quem o emissor (a pessoa que fala ou escreve) está se comunicando. Suponha que você tenha um amigo chamado Marcelo, e deseja saber se ele vai à festa que acontecerá hoje à noite. Pode perguntar a ele ''Marcelo, você vai à festa hoje à noite?''. Repare que a palavra Marcelo diz com quem o emissor (no caso, você) se comunica, por isso ''Marcelo'' é um vocativo. Repare também que os vocativos sempre aparecem isolados por vírgula, uma vez que, sintaticamente falando, eles não se relacionam com os demais termos da oração.
Observação: o vocativo não precisa aparecer necessariamente no começo da frase, podendo ser deslocado: ''Você, Marcelo, vai à festa hoje à noite?'', ''Você vai à festa hoje à noite, Marcelo?''.
2°erro: sujeito, verbo e vírgula
É comum ver as pessoas separando um sujeito de seu verbo (ou locução verbal) por vírgulas. Isso constitui erro: ''Todos os alunos daquele professor, entenderam a explicação (errado)'', ''Todos os alunos daquele professor entenderam a explicação (certo)''.
Observação: muitos empregam a vírgula considerando-a como uma mera pausa. Aqui vai um fato, talvez chocante: a colocação da vírgula só será feita de maneira correta, se seu usuário souber bem análise sintática, pois ela está relacionada à sintaxe. Por isso nunca a empregue buscando dar uma pausa no seu discurso onde o leitor possa ''respirar''. Claro que às vezes ela é facultativa, e seu uso, de fato, concede ao leitor um momento onde ele possa ''recuperar o fôlego''. No entanto, se quer saber usá-la bem, estude sintaxe, estude sujeito, verbo, adjuntos adverbiais, orações, pois assim possuirá uma boa base para saber usar a vírgula corretamente.
3° erro: fazer, haver, chover e ser
Esses três podem atuar como verbos impessoais, que são verbos sem sujeito. Pense assim: para encontrar o sujeito de um verbo ou locução verbal, basta lhe perguntar ''O quê?'' ou ''Quem?''. Veja:
Eu comprei dois livros novos. (Quem comprou dois livros novos? Resposta: eu. Logo ''eu'' é o sujeito)
Maria e Catarina se amam muito. (Quem se ama muito? Resposta: Maria e Catarina. Logo ''Maria e Catarina'' é o sujeito)
Bem simples, não? Repare que nestas frases, a pergunta fica sem resposta:
Chove muito em lugares úmidos. (O que/Quem chove muito? O tempo? O clima? O céu? Deus? Sem resposta, logo sem sujeito)
Faz dez anos que não a vejo. (mesma coisa)
É uma hora e meia. (mesma coisa)
Há pessoas boas no mundo. (mesma coisa)
Observação: nessa oração, considera-se ''pessoas boas'' objeto direto do verbo haver; ''no mundo'' é adjunto adverbial de lugar.
Observação: por serem verbos impessoais, não possuem sujeito com o qual poderiam concordar, logo ficam na terceira pessoa do singular.
Observação: alguns verbos, originalmente impessoais, podem adquirir sujeito (ocorre principalmente em sentido conotativo). Nesses casos, como têm sujeito, devem concordar com ele em número e pessoa:
Choveram, na prova do professor Xavier, questões difíceis. (O que choveu na prova do professor Xavier? Resposta: questões difíceis. Logo ''questões difíceis'' é o sujeito) Repare que, como o sujeito está no plural, o verbo também está, concordando com ele.
Outro exemplo muito bom:
Fazem dez anos de casamento João e Maria. (vou deixar a análise desse com você)
Observação: cuidado com o verbo ser! Quando ele é um verbo impessoal, geralmente expressa as seguintes ideias: tempo, distância, hora ou data. Tais ideias se encontram no predicativo do sujeito, com o qual o verbo ser concorda:
É uma hora. (predicativo no singular, verbo no singular)
São nove horas (predicativo no plural, verbo no plural)
Hoje é um de maio (predicativo no singular, verbo no singular)
Hoje são dois de maio (predicativo no plural, verbo no plural)
Daqui à Cidade são dez quilômetros. (idem)
É frio aqui. (predicativo no singular, verbo no singular)
Observação: quando estiver acompanhado da palavra dia, indicando data, ficará no singular:
Hoje é dia 2 de maio.
Isso acontece porque agora o núcleo do predicativo é ''dia'', palavra que determina a concordância e está no singular. ''2 de maio'' é apenas um aposto especificativo.
Observação: eu disse anteriormente que o verbo ser concorda com o predicativo do sujeito. Se ele é impessoal, não tem sujeito, logo não deveria existir predicativo do sujeito. Também acho, mas é assim que a gramática tradicional manda classificar.
4°erro: verbo assistir
Trata-se de um verbo que, com o seu sentido mais comum (=ver, presenciar), é VTI (Verbo Transitivo Indireto), pedindo a preposição a. Veja:
Eu assisti o filme. (errado)
Eu assisti ao filme. (correto)
5°erro: namorar com
Trata-se de registro coloquial. A forma aceita pela gramática tradicional é VTD (Verbo Transitivo Direto). Repare:
Eu namoro com a garota mais linda da escola. (errado)
Eu namoro a garota mais linda da escola. (certo)
Ficarei por aqui. Até a próxima!
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2020.07.30 21:44 UnknowPerson95 Problemas na relação

Olá. Já namoro há um ano. A relação ao início era perfeita, eu era tratado quase como um Deus e tratei-a de igual forma. Ao fim de 3 meses de amizade, iniciamos a nossa relação. Contudo logo ao início aconteceu uma coisa que me deixou com o pé atrás. Ela dizia que me amava, mas falava constantemente com o ex dela, apesar de me dizer que não queria nada com ele nem o suportava. Mentia sobre isso e quando confrontada pediu desculpa e deixou de falar com ele. A relação prosseguiu, mas a minha mãe nunca viu essa história com bons olhos. Continuamos juntos, pela primeira vez passei a passagem de ano num hotel com alguém, estava tudo a ir bem. Até que 7 meses depois soube que ela andava outra vez a falar com o ex, inclusive chegaram a encontrarem-se e as mensagens já eram um pouco íntimas, ele disse lhe, no próximo fim de semana animo-te. Outra vez uma grande discussão por causa disso, mas lá se resolveu. Em março perdi o meu emprego na TAP por causa do vírus, e ela a partir daí começou a tratar me de forma diferente. Nada do que eu fizesse era suficiente, e a mínima coisa que eu dissesse era motivo para zanga e discussão da parte dela. Começei a ter que lhe pedir por favor para falarmos. Como estava em casa e ela estuda, ia fazendo lhe os trabalhos e os testes finais dela. Contudo, após isto tudo, após terminar o ano dela, começou a dizer que estava farta e que queria acabar. Ela quer acabar mas ao mesmo tempo diz me que gosta de mim e quem sabe se no futuro vamos voltar. Sinto me mal com isto, sinto que só andou comigo enquanto precisou de ajuda e agora trata me com indiferença. Tenho de lhe pedir por favor para falarmos. Reconheço que ela faz de mim o que quer. Não sei se foi por causa do emprego, pois sempre lhe dei prendas e paguei tudo, ou se simplesmente me está a manter como uma reserva. Ela tem noção que eu gosto mesmo dela, daí tratar me como quer.
Rapazes e raparigas, o que pensam? O que devo fazer?
Eu tenho 24 anos.
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2020.07.28 05:48 leepz2019 Um "amor" que eu não entendi

Olá me chamo L. (H.28) e venho buscar opiniões pra poder entender oque está acontecendo. Há 4 anos atrás conheci uma moça denominada D. Moça bonita e jovem 15 anos, só queria curtir e zoar a vida, quando eu a conheci foi em casa, naquela época consumimos maconha e vivíamos chapados, ninguém queria nada com nada, eu recém terminado e ela também. Nos envolvemos e aconteceu, a gente ficou e deixamos claro que não queríamos nós apegar tanto, porém não foi isso que aconteceu. Porém eu vinha passando por problemas devido ao meu término recente e vi que estava ali só por estar mesmo. Comecei a pensar e fui me afundando numa depressão profunda e amarga, porém não quis demonstrar isso, eu gostava muito dela e sabia que na idade dela não tinha porque envolver-la em algo desse tipo, afinal queríamos curtir. Passando um tempo minha mãe sabendo da minha situação me chamou pra ir morar com ela no nordeste, sem chão e sem nada resolvi ir sem hesitar. Expliquei para a D. que teria que ir embora pois não tinha mesmo condições de me manter nas condições emocionais que eu estava. Ela entendeu e compreendeu, sempre fomos muito sinceros um com o outro. Fui embora de coração partido por deixar a cidade e pessoas muito importantes pra mim pra trás. Chegando lá não consegui me adaptar e cai em depressão profunda, o único motivo pra eu sair da cama era comer e fumar cannabis. Passado um tempo comecei a me sentir mais disposto, saia pra passear beira mar, dar uns pegas bem assim dizer, uma euforia total. Cheguei a mandar mensagem pra D. Já que tinha me afastado por conta da depressão, porém ela tinha voltado com o ex, segui em frente afinal oque mais me importava era se ela estava feliz ou não. Passado uns 2 meses entrei em uma crise psicótica devido ao uso de cannabis. Passei por avaliação psicológica e fui encaminhado pra uma clínica. Foram os piores dias da minha vida, porém aprendi muita coisa ali. Eu já não queria mais morar lá no nordeste então saindo da internação resolvi fazer uso de drogas denovo sabendo que assim minha mãe me mandaria de volta pra minha cidade aqui no sudeste. Voltei e continuei a usar contrariando todo o tratamento da doença (esquizofrenia) uma simples tendência nada que me tornasse incapacitado de lidar com a sociedade. Certas vezes cheguei a sair e esbarrar com ela pelas ruas, cruzamos olhares mais ela ainda estava com ele e eu pensava que ela estava feliz e não queria estragar isso. Passado um tempo me atacou outra crise e resumindo segui pra uma internação mais severa agora aqui no sudeste e parei com o uso de drogas pra não atacar crise de novo. Fiquei um ano focado em trabalhar e cuidar de mim se manter relação amorosa com ninguém, isso foi ano passado. Um amigo em comum que namora uma amiga dela me disse que esses dias elas estavam conversando sobre mim, que ela aparentemente estava tendo um mal relacionamento com o namorado dela e disse que ela nunca me esqueceu e que gostava de mim depois de todo aquele tempo. O amigo me disse pra mandar mensagem pra ela, passado alguns dias eu criei coragem e mandei um oi pra ela no wpp. Sem resposta eu pensei, ela deve estar se acertando com ele, melhor eu deixar quieto. Passado mais alguns dias respondi um storie do instagram, não passou muito ela me respondeu com um emoji, logo voltamos a nos falar cada vez mais e mais. Perguntei se ela tinha terminado e ela disse que sim, antes de agente voltar a se falar ainda. Numa sexta feira tomando uma cerveja ela me disse que ia dar com o irmão, eu sem muito o que fazer chamei ela pra tomar uma em casa onde nos conhecemos, e ela aceitou e veio pra minha casa, já com a intenção de ficarmos, pois havíamos conversado por mensagem. O reencontro foi algo muito especial pra mim, algo que eu não consigo explicar. Ela passava quase a semana em casa, e quando ia pra casa dela trocava-mos mensagem do amanhecer ao anoitecer, eu achava me sentia muito pressionado mas sentia que ela precisava disso pois ela havia mencionado que também tinha parado de usar drogas que ocasionaram em crises de Pânico ou ansiedade não sabemos ao certo pois ela não quis ir ao médico saber sobre. Ela vinha tendo crises com certa frequência e eu sempre ajudei como pude, quando estava longe eu tentava distrair-la, quando perto abraçava, conversava, contava algo engraçado até passar tudo. Com um mês pedi ela em namoro durante uma festa que fazíamos em casa, ela aceitou, ficou emocionada ao meu ver, pois havia relatado que ninguém nunca tinha feito aquilo com ela, pusemos as alianças e comemoramos aquele dia. Ela passava muito tempo em casa e eu e meu irmão estávamos desempregados no momento, logo conversamos que ela vinha um dia da semana pra casa e nos fins de semana pra não pesar pra ninguém como havia combinado com meu irmão, conversei com ela e foi sem problema mas sempre ela inventava algo como está tarde ou vai chover ou que se sentia bem em casa comigo, pois o pessoal de casa sempre gostou dela e tratou ela super bem, entao eu ficava sem jeito de pedir pra ela ir pra casa dela. Mas sempre expliquei pra ela que quando eu pudesse eu traria ela pra morar comigo aqui, ela sempre ajudou como podia, não tinha dinheiro pois não trabalhava e eu ainda estava sem serviço pois nosso negócio estava parado por conta da troca de estação. Passando algum tempo realizamos a venda de um imóvel rural, recebi um bom valor da minha parte e sempre combinamos que quando o negócio voltasse a rodar iríamos trabalhar pra fazer esse dinheiro render então decidi pegar o resto das coisas dela , até isso acontecer aproveitamos muito, bebemos muito e curtimos muito, sempre comprei coisas pra comer sem necessidade, porém comprei muita coisa necessária também como roupas pra nós dois, comprei maquiagem pra ela, escova progressiva pro cabelo, trocamos de celular, comemoramos aniversário fomos em festas antes dessa pandemia é claro, aos pouco vi ela ficar cada vez mais linda de que quando a conheci. No caminho dessa curtição sempre reparei nas atitudes dela comigo, principalmente quando bebia ela me desagradava com certas atitudes, eu ficava extremamente magoado com aquilo e sempre me abri com ela e expliquei que aquilo me magoava muito. Coisas como, você tá parecendo meu ex, amigos que dava em cima dela eram melhores que eu, ou em certa conversa expliquei pra ela que ela me devia respeito, pois sempre respeitei ela e fiz o que ela queria, ela nunca teve quem fizesse essas coisas por ela, então eu fiz tudo na melhor intenção e felicidade por fazer ela feliz, ela me disse que não tinha por que me respeitar. Nós não éramos mais namorado, ela já estava morando comigo há mais de 4 meses, éramos praticamente marido e mulher, claro que tinha que ter respeito um pelo outro poxa. Sempre tivemos biometria do celular um do outro como sinal de confiança mas nunca olhei seu celular, uma vez ou outra só quando queria saber oque tanto fazia ali, e ela fazia também quando eu dormia eu acho, pois não via ela mexendo, até aí normal, apesar dos apesares sempre nos demos muito bem e eu achava que éramos felizes. Mas de nesses últimos 2 meses, reparei que ela já não se divertia muito diretamente comigo, só quando não tinha mais ninguém mesmo, se tivesse algum parente dela ou meu bebendo com a gente ela era totalmente radiante e feliz. Se eu for parar pra contar tudo que eu reparei com certeza vai ficar muito maior esse texto.. Continuando, mais precisamente a umas 3 semanas fomos a um aniversário do cunhado dela que eu sempre vou considerar como se fosse da minha família, inclusive sou muito grato a ela por ter conhecido ele e também a minha cunhada que é namorada dele e irmã da D. Enfim fomos a festa e chegando lá estava a família do aniversariante a mãe e os irmãos que eu conhecia aliás, tem um deles especificamente denominado J. Que ela sempre me falou mal, dizia que quando ele estava com a namorada ele era c..são e dava ânsia cada vez que ouvia o nome dele, porem recentemente a parceira dele largou dele e foi embora do estado. Até aí tudo bem, ele foi super simpático comigo, porém notei ela muito simpática com ele. Naquela noite fiquei assando carne na garagem em baixo onde se encontrava a maioria do pessoal, e ela distante de mim, direto lá em cima conversando com os irmãos do cunhado e nada de me dar atenção, percebi mas nem falei nada pra não ficar um clima chato na festa e nem começar uma briga com ela. Festa acabando chamei ela pra ir embora que a irmã dela ia levar a gente, ela estava jogando futebol no game com os irmãos do cunhado dela, e não me deu ouvidos direito, disse que estava vendo alguém jogar, eu falei vamo que o carro tá ligado já, ela disse que já ia, desci e falei pra irmã dela chamar que ela não queria vir, a irmã subiu, logo ela desceu, ao sair do portão torceu o pé, estava bem embriagada, todos estávamos, durante o caminho veio dormindo e chegou em casa subiu as escada deitou na nossa cama e logo adormeceu. No domingo ela acordou com o pé super inchado me chamou e eu perguntei se ela queria ir ao hospital ela disse que não, depois disso no meio do dia meu sogro liga pra ela perguntando se não queria ir na casa dele, disse que era melhor não ir por casa do pé, ela não gostou então fomos mesmo assim, bebemos rimos muito aquele dia, tudo normal, chegando em casa cuidei dela devido a pé e ficamos de boa, estava tudo normal aparentemente, na segunda ela ficou o dia inteiro no quarto devido ao pé inchado, na terça disse que iria na irmã dela e que a mãe ia lá e queria passar o dia lá, normal pra mim, antes de sair meu irmão havia pedido pra ela separar algumas peças que foram vendidas, ela disse que faria assim que chegasse. Na sexta feira antes disso meu avô havia sofrido uma queda e bateu a cabeça forte, no sábado do aniversário ele havia passado mal da pressão e ido ao hospital, desde então eu já estava aflito com essa situação e ela nem pra perceber, foi mesmo assim pra casa da irmã, no meio do dia me manda uma mensagem dizendo que o pé inchou, perguntei pra onde tinha andado ela disse que tinha ido ao mercado de apé, já fiquei meio irritado, pois há algum tempo ela já não ajudava nas tarefas de casa direito, coisa que sempre fiz independente de estar trabalhando ou não, paras as obrigações fazia corpo mole, pra se divertir era a primeira a agitar, blz. Me mandou uma foto do pé inchado, logo em seguida falei "quero ver essa disposição aqui em casa" e mandei uma palminha sobre a foto. Meu avô havia ido ao médico e eu estava extremamente preocupado. Não conversamos o resto do dia, mais ao anoitecer ela chega em casa me dizendo que tinha que voltar lá na irmã pra cortar a franja, só olhei e não respondi, por tamanha indignação com as preocupações minhas comparadas com as dela, que já não se importava muito com o que eu sentia e afins. Depois daquele dia ela se fechou e não saia do quarto nem pra comer, e direto eu vinha ver como ela estava, quando ela não estava vendo algo no celular estava jogando com o J. quem ela sempre falou mal, e estava rindo com o cara, toda hora conversando, e comigo nada de conversa, ia dormir tarde conversando no wpp e jogando, rindo com os outros e eu nada, fui ficando extremamente magoado e nervoso com isso tudo, cheguei a ter batedeira e tremedeira de nervoso, sensação de desmaio, fraqueza, decidi então ocupar a cabeça com serviço, enquanto ela ficava no quarto isolada falando só com quem ela queria eu me distraia com outras coisas. Na sexta feira resolvi puxar assunto com ela no wpp, já que ela não saia de lá, logo ela me respondeu e conversamos, disse a ela que não dava pra continuar desse jeito e ela concordou, eu também disse que desconfiava que havia algo errado ( mais uma coisa de intuição ou pressentimento não sei explicar) , ela me disse que eu tava viajando já, um pouco também é pelo fato de ela colocar o celular debaixo do travesseiro antes de dormir, coisa que nunca aconteceu e eu achei estranho mas nem falei sobre isso, durante a conversa me disse que tinha uma bagunça dentro dela que a vida dela era um caos e não queria me envolver nisso tudo, que cansou de fingir que tava bem e precisava pensar na vida, que tinha que ficar um tempo sozinha pra ver oque ela tava fazendo da vida dela????? Como assim? Depois de tudo que passamos que "conquistamos" , tudo que curtiu , dizia que me amava e eu também dizia, aliás ainda amo, cadê aquele amor todo que tinha me dito que tinha? Que nunca me esqueceu? Que eu era a melhor coisa que tinha acontecido na vida dela? Que eu era o homem que ela pediu pra Deus? Que eu ninguém tratou ela como eu tratei? Passou mais um dia, enfim logo ela mudou de assunto e desceu ajudar minha cunhada com umas coisas de casa, foi até mim, disse que me amava, me deu um beijo, e disse que havia melhorado um pouco, mais a tarde eu ainda trabalhando perguntei a ela, e aí tá de boa? Ela me respondeu.. Sinceramente não tô não.. Disse a ela que a hora que eu subisse conversaria Ela perguntou se podia chorar, pois estava com uma vontade gritante fazia tempo Disse que sim, que as vezes tudo que precisa é desabafar e fazer isso mesmo Eu subi, cheguei no quarto e liguei a TV e coloquei algo pra tocar num volume mais ou menos, abracei ela bem forte deitado na cama, e senti ela chorando bem baixinho pra não perceber, ali eu me senti muito mal mas muito mesmo, porém a gente havia conversado e ela me disse que não foi nada que eu tivesse feito ou falado pra ela, do contrário, era coisa dela e ela não queria me envolver, enfim ela terminou de chorar veio até mim e nos beijamos intensamente, sentou no meu colo e continuou me beijando, cheguei a pensar que transariamos. Ela saiu de cima e estávamos conversando sobre nada específico que envolvesse nossos sentimentos, ela me perguntou se eu tinha entrado no jogo que sempre jogamos juntos pra coletar recompensas eu disse que não e pedi pra ela pegar meu celular pra eu poder fazer isso, entrei lá e logo o J. estava online e me chamou pra jogar, joguei com ele na boa pq já tinha combinado, e perguntei a ela se ela queria jogar, sem hesitar ela entrou com a gente, jogamos até altas horas e foi bem divertido. No dia seguinte estávamos conversando normal e tudo até que um amigo em comum avisou que teria um churrasco de aniversário na casa dele a noite e teria chamado também a irmã dela e o cunhado, logo encaminhei pra ela e ela disse que tinha combinado almoço na casa da mãe do cunhado dela onde reside o J., falei mais eu nem sabia que se tinha combinado isso, e outra dava pra ficar pra outro dia, já percebi que ela não gostou e parou de falar comigo, subi no quarto pra trazer comida pra ela pois ela não havia saído do quarto, cheguei ainda amoroso e disse comprei algo pra você comer, ela disse que não tava com fome e não olhou na minha cara, pensei poxa denovo isso..algum tempo depois entrei no quarto ela rindo e jogando denovo com o mesmo cara, enquanto eu resolvia as coisas pro aniversário e trabalhava. Pouco antes de me arrumar entrei no quarto a mesma situação, não me senti mal exatamente por ela estar jogando e rindo com ele, fiquei meio chateado por que ela me ignorava. Enfim varou a tarde jogando e tive que pedir pra ela se arrumar se não nós atrasariamos, fez cara e se arrumou, e seguiu seca e meio calada igual a semana inteira, fomos para a festa.. Chegando lá se divertiu e tirou foto com todo mundo menos comigo..depois de um tempo ela me disse que estava passando mal e queria ir embora, trouxe ela em casa que é perto e pedi pra ela comer algo quando chegasse pra não acordar passando mal com dor de cabeça Ali eu tomei a decisão de fazer como se fosse um dia em que eu pudesse extravasar, Bebi como se não houvesse o amanhã, fui até 10 horas da manhã bebendo.. chorei muito desabafei muito com a minha cunhada que sempre foi parceira e amiga em tudo, inclusive da D. Subi e descansei, não vi ela acordar e quando acordei ela estava no banheiro, desci e continuei bebendo e pensando em tudo. Fiquei o dia sem inteiro sem entrar no quarto..quando entro me deparo com ela mais uma vez jogando e rindo com o cara, depois disso comecei a tremer e sentir batedeira denovo. Conversei com alguém e fui tomar um banho pra acalmar. Funcionou, entrei no quarto e acho quel ela percebeu que eu saí nervoso logo ela saiu do jogo. Na segunda feira ela ia repetir o mesmo esquema da semana passada e ia me ignorar..passei o dia inteiro pensado sobre o que fazer e como fazer e decidi subir pra conversar. Cheguei no quarto ela estava com a toalha ao lado..perguntei se ela iria se banhar ela seca me disse "vou"... Disse que a hora que ela voltasse precisaríamos conversar.. Ela voltou do banho e sentou na cama e disse.. Vai solta a letra.. Já rebati..é assim mesmo que você fala? Tem certeza que quer começar uma conversa assim? Ela disse não,, foi mal diz aí oque se quer Perguntei eai? As coisas vai ficar assim mesmo? Se não quer falar comigo, só ri e conversa normal com os outros? Ela disse eu não tô falando com ninguém 🙄 Já parei a conversa e falei ... Ó assim não dá nao...faz um favor e só arruma outro lugar pra você ficar e pode ir embora.. Sem hesitar ela disse hoje mesmo eu faço isso! Me doeu muito ter que dizer aquilo.. Mas para ela foi como se já tivesse esperando.. Então me dirigi a porta e disse, me faz um último favor? Ela disse hum? Falei.. Isso que você fez comigo, não faz com o próximo não.. é feio e é muito errado... Ela balançou a cabeça e disse... Tá bom Desci e fiquei inquieto lá em baixo, minha vontade era subir e falar tudo que estava e estou sentindo agora.. Ela me pediu pra ajudar a encontrar as chaves da sua casa, subi e quando abri a porta ela estava sentada chorando muito...aquilo me partiu o coração, mesmo assim encontrei as chaves e entreguei a ela.. Sentei ao lado dela quieto e esperei pela carona dela.. Pouco antes de ir me pediu um abraço. Nós abraçamos e nos beijamos uma última vez e enfim ela foi embora.. No dia seguinte atualizou seu status pra solteira nas redes sociais e posta indiretas como coisas do tipo a dar entender que já está em outra e isso tem me magoado profundamente.. Eu tenho tanto ainda pra falar..mas estou digitando faz horas.. Fica aqui um desabafo +
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2020.07.27 03:57 cadelinha_auau sou babaca por não confiar em meus pais?

olá luba, gatos, papelões, editores, gatas e turma que estar a veleouvir, hoje vim contar uma história que ta acontecendo atualmente na minha vida (quando tiver atualizações vou contar aqui) e vocês vão julgar se fui babaca ou não. vamos lá.
bom, vou primeiro apresentar os personagens principais dessa história:
eu, 13 anos; meu irmão, 19 anos; minha irmã, 17 anos; meu pai, 41 anos; minha mãe, 37 anos.
outra coisa: tenho depressão e ansiedade, além de crises existênciais frequentes e a constante sensação de estar sendo observada, também tenho paranóias e visões de sombras e pessoas que nunca estão lá.
um pouco de contexto, para vocês não se perderem:
meu irmão é fruto de um outro relacionamento da minha mãe de antes do namoro e casamento dela com meu pai, já minha irmã é a mesma coisa, só que ela é filha do meu pai, e eu sou a única filha que tem o sangue dos dois. Minha irmã cresceu com a avó dela, separada da gente e tendo uma vida boa e mais calma, mas sempre se preocupando com o meu irmão e comigo. Meu pai é padrasto do meu irmão, e por causa disso, meu irmão sempre foi tratado como LIXO pelo meu pai por não ser filho dele, já comigo é um pouco diferente mas ainda assim sou também tratada como um NADA por ele. Meu irmão é abertamente gay e eu sou assexual, mas sou assumida apenas para meus irmãos e para a minha mãe (explicarei em breve), e minha irmã é a única hétero entre nós, mas ela é quem mais nos apoia e quem mais nos ajuda com tudo.
a história começa agora.
bom, eu nasci numa cidade pequena e ano passado fui obrigada a sair da melhor escola que tem por lá (que ia me mandar já preparada para o enem e a faculdade), mas meu irmão ficou por lá por mais 3 meses por conta dos estudos, já que ele não podia sair do colégio dele aquela altura (ele estudava em colégio federal). Meu irmão reprovou de período e foi ai que a merda toda estorou, meus pais obrigaram ele a ir morar com a gente e culpavam meu irmão pela reprovação já que na mente deles o meu irmão levou o colégio com a barriga. Até ai nada tava tão ruim assim, até que outra merda aconteceu: a mãe do melhor amigo do meu irmão descobriu que ele é gay e espalhou para TODO MUNDO (minhas tias, pessoal da igreja e para os clientes do salão dela), por conta desse descuido ele teve que assumir forçadamente para a minha mãe por whatsapp, pedindo para ela não contar pro meu pai já que o meu pai é crente, bolsominion e conservador. Sabe o que ela fez? Isso mesmo, ELA CONTOU! Meu pai disse que aceitava ele dizendo que "era o filho dele", o que já me pareceu suspeito desde o começo, até que descubro o seguinte: minha mãe disse que se meu pai não o aceitasse, ela iria embora. Sim, ele só disse aquilo pq não queria que ela fosse embora de casa. Alguns meses se passaram, a pandemia começou e nós adotamos um cachorro, ele atualmente tem 9 meses e vai fazer 10 em breve, mas nós nos mudamos para outra casa faz uns 3 meses e ele tinha 5 meses na época. O cachorro é filhote e a casa era nova, então ele acabou fazendo xixi dentro de casa, o que fez meu pai descontar TODO O ESTRESSE DELE EM UM CACHORRO, fazendo um mega estalo ao bater nele com o chinelo que fez o cachorro chorar e até eu que estava de fone e vendo vídeo conseguir ouvir. Meu pai ia bater no cachorro de novo, mas meu irmão pegou o cachorro no colo e defendeu ele, o que fez meu pai ficar muito puto e querer por meu irmão pra fora de casa (sim, ele assumiu 3 meses depois disso que queria por meu irmão para fora de casa). Os meses passaram, meu irmão teve uma discussão com minha avó que chegou nos ouvidos da melhor amiga da minha avó, o que fez quando meu irmão lá na casa dessa melhor amiga (a filha dela e meu irmão são praticamente irmãos) ser EXPULSO da casa dela apenas por ele ser gay. Vou pular mais um pouco no tempo e agora vamos à umas semanas atrás, quando adotamos a nossa nova cachorrinha (que enquanto escrevo, está dormindo em cima da mim), e estava tudo indo bem. Estava tendo um almoço aqui no quintal junto dos vizinhos (só para explicar, nós moramos de aluguel na casa de cima desses vizinhos, o que faz nós compartilharmos o quintal e o que fez meus pais criarem uma amizade com eles e o meu irmão uma relação de mãe e filho com a vizinha.) e eu estava em casa, já que eu não estava me sentindo bem e, por não estar me sentindo bem, acabei dormindo para ver se a dor passava, mas eu não sabia o que tinha acontecido naquela manhã, já que eu estava dormindo também (se não me engano eu acordei lá pelas 11hrs e fui dormir por causa da dor lá pelas 15hrs). Meu pai chamou meu irmão para conversar, o que deixou meu irmão surpreso e desconfiado. Eles começaram a conversar e meu pai começou a jogar muitas coisas na cara dele, o que fez meu irmão falar coisas que meus pais não queriam ouvir, deixando meu pai mais puto e minha mãe chorosa, a discussão continou e eles só pararam pq minha mãe já estava chorando e pediu para eles pararem, se não eles já teriam se batido e meu pai teria expulsado meu irmão de casa. Meu pai e meu irmão nem se falam mais desde que isso aconteceu. Chegando no final de junho/começo de julho, eu desabafei com a minha irmã sobre tudo o que tinha acontecido e contei que eles estavam falando muito mal dela e da avó dela para os vizinhos, contando mentiras e fazendo a avó da minha irmã ser a vilã. O que eles falaram e o pq? Vou explicar agora:
meus pais tinham pego meu celular e me deixado de castigo após eu não ter feito o hamburguer do meu pai (eu tinha feito dois para mim e dois para meu irmão, além de que eu estava quase caindo de sono na hora), e por isso tudo o que eu sentia eu escrevia em meu caderninho particular, e não sei se foi a vizinha ou se eles leram esse caderno, mas chegou no ouvido deles de que eu não confiava mais neles e que meus pais eram meus irmãos (o que eles são, já que eles cuidam mais de mim e me tratam melhor do que meus próprios pais), e por causa disso eles disseram que a culpa de minha irmã ser tão "mal-educada, arrogante e desviada da igreja" é culpa da avó dela, pq meu pai lutou pela guarda da minha irmã (graças a deus não conseguiu) e por causa da avó dela a minha irmã não foi criada com a gente, já que na fanfic que eles criaram na mente deles a avó dela """fez a mente""" da minha irmã, sendo que por conta do meu pai a minha irmã quando criança teve crises de ansiedade por causa da presença dele e por ser forçada a ir pra casa dele todo fim de semana. Antes de eu contar tudo para a minha irmã, vem a outra parte da história.
lembra que eu disse que estava sem celular? Meus pais disseram que eu só teria de novo se eu tirasse a senha ou se eu falasse a senha para eles e se eu desinstalasse TODAS as minhas redes sociais (fazendo uma tremenda invasão de privacidade apenas para poder me controlar da forma que eles quiserem), e por conta disso eu tive que assumi para a minha mãe a minha sexualidade e o meu namoro de 2 meses com a minha atual namorada (a gente vai fazer 3 meses agora em agosto 😇💕), o que fez ela me prometer confiar nela e contar tudo pra ela (oq eu obviamente n to fazendo), além de me proibir de assistir o SEU canal e do maicon (n assisto o orochi pq tenho preguiça e óbvio q eu n parei, eu ein, é a única forma q eu tenho de rir). Dei a senha e coloquei senha na conversa dos meus irmãos já q eu tenho o whatsapp mod. Falei absolutamente tudo o que aconteceu para a minha irmã, o que fez ela chamar meu pai para conversar e a minha mãe vir descontar a raiva dela em mim por eu ter falado que falaram mal dela e da avó dela para ela.
desde então, meus pais estão numa enorme briga contra eu e meus irmãos enquanto os vizinhos passam pano pra eles e dizem que "eLeS sÃo PaIs E sAbEm O mElHoR" e que "mEu PaI eRa AsSiM e Eu AmAvA eLe MeSmO aSsIm", querendo passar pano e comparar duas situações totalmente diferentes. Um adendo: os vizinhos são crentes. Minha mãe diz que é tudo um plano meu e dos meus irmãos para acabar com o casamento dela (um tapa no quengo dessa crente fanfiqueira) e meu pai vive me tratando mal.
vou contar o que aconteceu desde quinta-feira (23/07) até o momento atual (domingo, 26/07).
dia 23 foi aniversário do meu pai e nós fomos no centro comprar coisas para a festinha que aconteceu aqui no quintal de casa. Meu irmão acordou cedo e deu parabéns para o meu pai, que retribui com uma cara de nojo e nem um obrigado disse. Já eu, dei o parabéns a noite, já que quando acordei meu pai tinha ido trabalhar e quando voltei do centro eu dormi pq tava mt cansada (a gente andou o centro todo), e só vi meu pai a noite quando ele chegou do mercado. Ele me retribuiu com um "achei que não fosse acordar nunca" e minha mãe mandou a seguinte pérola: "você não era assim".
aliás, pulei uma parte que vai deixar você muito puto: o dia em que a minha mãe virou atriz.
meus pais estavam na casa da minha avó (que mora longe) à trabalho e eu fiquei em casa com o meu irmão (que foi muito bom). Era de madrugada, quase duas da manhã, meu irmão tinha dormido e eu tava acordada lendo, até que recebo mensagem da minha mãe dizendo que não consegue dormir. O motivo? Pq eu disse que não confio nela. nós duas tivemos uma conversa bem longa e eu disse que não confiava nela pq ela não confiava em mim, mas ela disse que confiava sim. Se lembra de quando eu estava sem celular? Eu perguntei no dia q eles pegaram meu celular o pq e ela disse exatamente assim: eu não confio em você. Sim, ela mentiu pra mim.
atualmente a história não tem desfecho, mas meu irmão deve sair de casa até o ano que vem e eu devo ir morar com a minha irmã até o ano que vem também. Me respondam, eu sou babaca por não confiar em meus pais?
me desculpem pelo textão gente.
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2020.07.12 08:34 littleant9 A aposta

Olá Luba, possível convidado, papelões, gatas e turma que está a ler isto.
(A história é grande mas vale a pena... eu acho)
Está história ocorreu em meados de 2019 e nos primeiros meses de 2020.
Um pouco de contexto: Em 2019 eu havia entrado em uma nova turma, eu não conhecia ninguém na época por isso eu sempre ficava no final da sala. O primeiro dia foi muito divertido, as pessoas foram super simpáticas comigo já que eu sou MUITO tímida e não consigo puxar muito assunto, umas das meninas (Vou chama-lá de Ana) foi super incrível comigo, ela era extrovertida e engraçada (as vezes), conheci várias pessoas através dela que eu considero meus melhores amigos. Nas primeiras semanas eu já estava fazendo amizade com todo mundo da sala (do meu jeito tímido de sempre, mas tava indo), e foi desse jeito que eu fiz amizade com uma garota que era uma das mais inteligente das turmas (Vou chama-lá de Ester) eu realmente ficava horas e horas conversando com ela sendo pessoalmente ou por Whatsapp, ela é incrível e muito legal.
Em Julho desse mesmo ano a nossa escola estava recebendo muitos alunos novos e um deles foi parar na minha sala (Vou chama-ló de Kaio) o primeiro dia foi "incrível" já que todo mundo decidiu zoar o menino por nenhum motivo, mas depois de algumas semanas ele já estava fazendo amizade com o pessoal da sala. E foi assim que toda a merda começou.
Nesse mesmo período, nós estávamos fazendo um trabalho de História era basicamente um filme sobre a 2° Carls Mundial e cada grupo ficaria com um acontecimento sobre. O meu grupo está todo incompleto e era obrigatório ter mais de 5 pessoas e foi ai que eu pensei: "Hum... porque não chamar o Kaio para o nosso grupo vai ser incrível". Eu e a minha amiga Ester sempre ficávamos na biblioteca lendo alguma coisa ou conversando e nesse dia o Kaio estava lá assistindo algum anime aleatório, eu estava um pouco receosa em chegar nele e pergunta se ele gostaria de entrar no nosso grupo por causa da minha timidez e ele também parecia alguém muito fechado que não gostava muito de conversar. Mas Graças a Deus ele já estava em outro grupo e não poderia participar, mas tirando isso nós três (Kaio, Ester e eu) ficamos bastante tempo conversando sobre coisas aleatórias e animes, e foi assim que começando a ficar bem próximos. Depois daquele dia sempre ficávamos conversando sobre algo aleatório, eu me divertia bastante com eles, uma vez quase levamos advertência por chegar atrasados na sala pois a conversa tava tão engraçada que nem ouvimos o sinal tocar.
Meses se passaram e já éramos bem próximos, durante este período o Kaio disse para uma das minhas amigas que ele estava gostando da Ester e queria namorar com ela, não demorou muito para Ester descobrir, mas mesmo assim ela sempre me dizia que não queria nada com ele que era apenas amizade, mas adivinha ela sempre se encontrava com ele fora da escola ou no curso que eles faziam juntos e não demorou muito para que os dois começassem a namorar. (É uma coisa que até hoje eu não entendo). Minhas amigas ficaram com um pé a trás dizendo que isso não ia durar nem um mês direito que uma hora ou outra isso ia dá muito ruim para a Ester já que os pais dela são bem reservados e não queriam que ela começasse a namorar tão cedo assim.
Mesmo com esse namoro entre o Kaio e a Ester nós nunca deixamos de nós falar, muitas vezes ela me disse que prefiria passar um tempo comigo do que com o Kaio. Em um lindo dia eu chego em casa e começo a fazer minhas coisas quando do nada eu recebo uma ligação da Ana dizendo que o Kaio e outras amigas minhas fizeram uma aposta para descobrir se eu era lésbica já que eu passava muito tempo com a namorada dele (Sim foi exatamente isso que ele falou em um áudio para uma dessas amigas), eu fiquei em choque e muito puta com ele e com uma das minhas amigas (Eles apostaram até dinheiro nisso) acho que ninguém em hipótese alguma deveria fazer esse tipo de coisa com alguém e neste período eu estava me descobrindo (Só consegui me assumir esse ano assexual/arromantica, pra facilitar não gosto de homem e nem de mulher). Depois de alguns dias eu contei isso para a Ester já que ela estava preocupada por que eu tinha me afastado de todo mundo, ela ficou muito brava com o Kaio por causa disso e de outras coisas que ele estava fazendo com ela, ela me disse que queria terminar com ele o quanto antes (Mas eles só terminaram mesmo em Janeiro de 2020 e isso aconteceu em Outubro de 2019, e eles só terminaram por que ele disse que não gostava mais dela). Eu disse a ela que mesmo eles sendo namorando eu não queria ter nenhum tipo de vínculo com ele.
Depois de tudo isso minhas amigas pediram desculpas para mim, mas o real motivo é que eu não fiquei nem um pouco brava por acharem que eu vou lésbica ou bi, mas por terem apostado dinheiro em cima disso.
E nesse ano aconteceu de novo mas dessa vez foi a última pessoa que eu esperava isso, nós passamos de ano e agora estamos no ensino médio e a Ana decidiu espalhar pra todo mundo da sala dela sobre esse boato que eu era lésbica. E sim pessoal minha mãe conversou com a mãe dela e foi a maior surra que a Ana já levou na vida dela, ela ligou pra todo mundo chorando e pedindo desculpas sobre algumas coisas que ela já falou (Ela é aquele tipo de pessoa que gosta de força casalzinho esse tipo de coisa até virar um negócio insuportável, ninguém da nossa antiga turma gostava dela). Dias depois ela me pediu desculpas pessoalmente, mas eu nunca mais falei com ela depois daquele dia.
Ps: E eu infelizmente fiquei na mesma sala que o Kaio este ano e ele nem olha na minha cara e ele sempre diz para os outros que eu destruí o namoro dele com a Ester e blá blá blá e nem a decência de pedir desculpas para mim ele teve. Mas tirando tudo isso conheci várias pessoas legais e com certeza eu vou levar elas pra vida inteira.
Fico triste em saber que amizades que eu considerava importante acabaram me magoando bastante... mas enfim é isso um beijo <3.
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2020.06.09 11:23 InezinhaDirectioner O Menino... Estranho ;-; (não tenho um bom título)

Oioii Lubisco e todos os seres vivos presentes (sem paciência pra escrever tudo sksk). Essa história é sobre um menino que supostamente "gostava" de mim e muita merda que aconteceu há 2 anos atrás e este ano. Por incrível que pareça TUDO oq vou dizer é 100% real. (bjs de Portugal sou uma grande fã 😗)
Então, há 2 anos atrás uma vez tava com a minha bff do momento num canto do recreio, daí ela precisou de ir ao WC.
De boas, eu fiquei esperando no cantinho e do nada veio um grupo de 2 meninas e 1 menino. Esse menino é dos populares por ser considerado "gato" (não tanto, mas tá). Eles começaram a ser simpáticos e tal, só q eu tava meio desconfortável pq eles tavam a falar cmg como se eu fosse uma bebézinha sem amigos. Do nada esse menino disse: "Olha, eu até namoraria com uma menina bonita como tu". Eu fiquei meio confusa e tal mas apenas ignorei. Entretanto eles foram embora e eu fui procurar a minha bff.
Alguns dias depois tava nas bancadas do colégio que ficam na frente do campo de futebol com umas amigas, e ao nosso lado tinha 3 meninas da turma desse menino (como não quero mostrar o nome dele vou apenas chamar ele de.... Macaco).
Menina 1: Ei, menina Eu: oq foi? Menina 2: Sabes o Macaco? Eu: quem? Menina 1: aquele ali (ela apontou pra ele) ele gosta de ti
Eu depois de ouvir isso fiquei meio tipo "quê" mas fingi q não ouvi nada Do nada esse menino GRITOU SE EU QUERIA NAMORAR COM ELE EM FRENTE DE TODA A GENTE LÁ (a maioria cagou mas mesmo assim)
Eu, como a boa pessoa que sou, gritei N-Ã-O e daí fugi de lá com uma das amigas.
No recreio a seguir a turma dele PENSAVA QUE EU TINHA DITO SIM e tavam todos tipo "oi namorada do Macaco" Eu sempre respondia que não namorava com ele mas elas sempre diziam algo tipo: "gostas sim" "mas ele gosta de ti" "mas ele é tão simpático"
Uma vez tava com a minha turma à espera da professora de Matemática entrar na sala e o Macaco chegou perto de mim e começou a dizer repetidamente: "Inês beija-me, Inês beija-me, Inês beija-me". Eu tentei me afastar mas ele continuava a tentar me convencer a beijar aquela boca nojenta.. Daí uma colega minha reparou na situação e gritou pra eu correr pra dentro da sala pq a stora já tava lá. Eu fui, a correr mais rápido q o Flash, e me sentei no lugar..Eu já tava me sentido salva mas não..
Prof: INÊS NÃO É ASSIM QUE SE ENTRA NUMA SALA!! SAI IMEDIATAMENTE!!!
Eu saí... E ele ainda tava lá ;-; com um sorriso creepy acenando pra mim ;-; eu fiquei batendo na porta até me chamarem e finalmente entrei.
Esse tipo de coisa foi acontecendo de vez em quando (mas não era tão estranho como essa) e chegou um dia que tava à espera de uma amiga minha pq ela tava à procura da lancheira dela e daí esse menino reparou na minha existência e abriu a boca.
Ele: ó Inês, tão todos a dizer que não gostas de mim. Explica-te!!!! Eu não aguentei e comecei a rir muito Eu: mano, eu nunca gostei de ti Ele: ISSO NÃO TEM PIADA!! Eu: tem! ainda rindo Ele: TA BEM! ACABAMOS!! Eu: ALELUIA-
Eu continuei a minha vida e o Macaco já n me chateava. (ele me pediu em namoro denovo e eu rejeitei mais uma vez)
1 ano depois.. Ele ficava constantemente a olhar pra mim (ele não é da minha turma se tiveres confuso, ele é da turma mais velha) mas ele quase nunca dizia nada
Outro ano depois (este ano) ele se tocou que "gostava" de mim denovo
Eu sempre chego muito antes das aulas começarem, tal como ele e o amigo dele. No colégio tem tipo um mini corredor que vai dar ao campo de futebol (pra educação física) e a meio desse caminho no lado esquerdo tinha uma sala onde os alunos podiam relaxar, conversar, etc.
Eu nunca tuve coragem pra entrar nessa sala pq o Macaco e o amigo dele tavam sempre lá. Um dia (detalhe importante: um dia antes do dia dos namorados) o desgraçado do menino chegou perto de mim e disse: "Olha não é preciso teres medo de mim. Podes ir pra sala". Eu apenas disse um ok e fiz um sorrisinho do tipo "saiii da minhaa vidaa~" No dia a seguir eu fui lá de boas, abri a porta e disse "bom dia". Olhei pra eles e eles ficaram mt chocados pq eu era mt tímida. Eu me sentei numa mesa longe deles e eles ficaram de boas. Eu também fiquei de boas e comecei a ver fotos do Harry Styles (cada um com os seus gostos). Esse cantor tem uma música chamada falling e tal e no refrão ele diz "im falling again, im falling again.. FAAAALING" (tradução: falling pode significar ou cair do tipo tropeçar oy tmb pode ser de se apaixonar do tipo "eu tou caindo de amores"). Eu tava vendo as fotos e tal equanto ouvia essa música e no refrão começaram a aparecer gifs dele a cair em palco. Eu não aguentei, eu comecei a rir muito
O Macaco olhou logo pra mim. Ele: Oq é q é tão engraçado? Eu: nada.. Ele: oq é q tás a ver? Eu: fotos de um cantor.. Ele: Quem? Eu: Harry Styles.. Ele: Hm.. Ok.
Uns minutinhos depois ele olhou para mim e me chamou Eu: oque foi? Ele: queres me acompanhar neste dia de S. Valentim? numa voz fofa e simpática Eu: Não Amigo: Ela namora com o amiguinho gay dela Eu: Não namoro não Amigo: Namoras sim Eu: Nós somos amigos Amigo: ta bem vou fingir que acredito.
Ficou um silêncio meio constrangedor. Mas não durou muito
Macaco: Bora jogar à bola aqui? Amigo: Bora
Eles queriam jogar ao jogo dos passes DENTRO DE UMA SALA ESTREITA (é tipo um jogo em que vão chutando a bola pro colega e ele chuta de volta)
Eles foram um pra cada ponta da sala e como óbvio o Macaco ficou perto de mim (CHATOOOO SE AFASTAA AIN) Eles começaram a jogar, de boas, e do nada o amigo dele chuta a bola um pouco alto. Eu me encolhi com medo de levar com uma bola dura de futebol na fussa e o chato abriu novamente a boca
Macaco : não é preciso teres medo, eu não sou q nem o teu amiguinho q n te defende Os dois começaram a rir e eu fiquei calada e séria e eles continuaram.
(Aconteceram outras coisas mas n é nada demais.)
Outros dias depois reparei que essa sala tava em obras. E a duplinha dos animais tavam sentados num banco à frente da sala.
Eu: Ei algum de vocês sabe oq se passa com a sala? Macaco: sim, linda Eu dei um sorriso do tipo "cala a boca" Amigo: ela namora com o outro (ele tava a falar do mesmo amigo "gay") Eu: Eu não namoro com ele, ele é meu amigo Eles ficaram em silêncio e dps o Macaco continuou Macaco: ent, aqui vai ser a sala dos professores e (bla bla bla q não ouvi). Eu: ah obrigada! Ele: denada fofa. Eu: ok tchau começo a andar pro corredor Ele: queres q eu te acompanhe? Eu: haha, não! Tou ótima!
Entretanto outro amigo deles chegou e eles começaram a falar. Do nada chegaram os 3 perto de mim e o chato tentou cantar "Story of my Life" (uma música dos one direcyion) Mas como óbvio ele não podia ser uma pessoa normal a cantar, não. Ele não sabia quase nada da letra por isso ele tava tipo "nanana my life nananana"
Eu me senti mt constragida e comecei a me afastar deles. Graças a Deus uma amiga minha já tinha chegado e eu fui atrás dela. Eles não me perseguiram (ainda bem) O dia continuou normal.
Daí, numa semana tava um clima meio estranho na escola por causa do Covid. Não sabiam se as escolas iam fechar ou não.. E daí na sexta feira decidiram.
Sim, as escolas iriam fechar oficialmente.
Quase ninguém foi à escola nesse dia e meio q não teve aula. Tivemos apenas a recolher os cadernos e materiais que precisávamos e alguns professores fizeram umas atividades simples.
Ao fim do dia tava eu e 3 amigas num canto. Esse canto é literalmente entre uma sala e a sala desse menino irritante. Uma das meninas precisava de guardar uma coisa na mochila, e ela n queria ir sozinha. Elas:..... Eu: eu posso ir Uma amiga: eu tmb Outra: não me vão deixar sozinha pois não?! Eu: Ok vamos todas
Eu já tava em pé e já tava preparada pra sair de lá. Dei uns passos e me deparei logo com esta cena: o Macaco de joelhos em cima de um skate a tentar andar nele. Eu recuei e comecei a rir e eu acho q uma das amigas tmb viu pq ela tmb tava a rir ksks. Esperámos a última amiga se levantar e fomos.
Quando começámos a passar por ele ele tava sentado no skate e essa amiga q viu começou a rir e a dar sinal pra eu olhar pra ele. Continuámos a rir um pouco e fomos esperar a amiga guardar a tal coisa. Entretanto uma auxiliar chamou essa menina pq a mãe dela já tava no portão pra levar pra casa. Ela foi e vi a minha nova bff a entrar na escola. Ela foi lá pta levar os livros que ela não levou. Eu fui com ela e mais uma amiga dela de boas levar os livros dela e passámos pelo Macaco Detalhe: essa amiga dela me shipa muito com ele ;-; Ela: OLHA O AMOR DA TUA VIDA ALI A OLHAR PRA TI E eu, como a lerda q sou, olhei LOGO pra ELE. (alguém me mata)
Uns minutos depois voltei pras duas amigas q tava a falar antes e fomos pra uma mesa em frente da sala dele.
Ele: Inês Eu: sim? Ele: tens bateria infinita nesse telemóvel (celular)? Eu: quê? Ele: ficaste o dia todo com ele e ele ainda tem bateria Eu: ok?.. Ele: quanto é q tens? Eu: 60% Ele: mds
Eu continuei o meu caminho e ele perguntou outra coisa mas eu ignorei. Fui pra mesa com as 2 migas e começámos a ver uns vídeos. Do nada o ar olhou pra mim e disse: vou me tornar em vento Começou a ficar mt vento e o meu cabelo tava a voar pra minha cara ;-; eu tava a tentar afastar e fiquri tipo : PORRA SAI DA MINHA CARA, CABELO!! Daí olhei pro lado e ele tava a olhar pra mim ;-; o pior é q ele não desviou o olhar. Ele continuou a olhar pra mim como se fosse animal do zoo. Eu fingi q n aconteceu nada e continuei a ver o vídeo com as meninas.
Bom Aconteceram muitas outras coisas, mas tou sem paciência pra contar todas. Resumozinho: Até q nos damos bem, ele me diz bom dia, eu digo bom dia de volta.. Mas é aquele tipo de amigos q só se falam numa hora determinada do dia, porém não tão próximos. Ele já me tentou pedir o whats e o insta mas eu não dei pq eu não tenho (ok agr tenho insta mas fds). E por causa da quarentena não nos podemos falar. Eu já entrei na videochamada da turma dele sem querer e foi isso ;-;
Obrigada por gastar o seu tempo a ler esta história bizarra e longa que eu gostava que fosse fake ;-;, bjs tenha um bom dia.
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2020.06.04 21:31 lysguil Preciso de conselhos e analisem a situação pra mim por favor

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda. Eu estou abrindo minha alma e coração nesse texto, direi toda a verdade
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.06.04 19:02 lysguil Preciso de um conselho ou dois

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda.
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.05.27 18:14 rafitaaraujoo História

Olá Luba, turma que está a ler e gatas
Título: “namoro” de TikTok (Se quiser fazer algum sotaque pra ler, eu sou carioca kkkkk)
Vou dar um contexto antes: eu sou tiktoker, e a galera do tiktok é tipo Youtuber tbm, meio que todo mundo se conhece, a maioria é amigo e tal. Em setembro eu entrei uma live de um garoto que eu gostava dos vídeos mas ele não me conhecia, mas junto com ele tava um amg meu (tbm tiktoker), que na hora que eu entrei na live e falei no chat ele me reconheceu e me deu oi e tal e o menino falou tipo: “quem é essa?”, aí o amg dele respondeu: “ela é uma tiktoker lá do RJ” (no caso o menino da live é do interior de Minas e o amg é de SP - vou chamar o de Minas de A e o de SP de B). Aí quando o A clicou no meu perfil pra ver se ele reconhecia pela foto, ele gritou: “MEU DEUS ELA É MUITO GATA, VOU SEGUIR”, aí eu ri, e falei tipo: “me beija então po”, aí ele falou que no encontrinho do RJ fazia isso (Dando contexto de novo: nós sempre organizamos encontrinho de tiktokers pelo Brasil, pra gente encontrar os fãs e os nossos amgs do tiktok tbm. E no caso o encontrinho aqui do RJ foi em dezembro). Aí nesse dia não deu mais nada. Só que outro dia eu que estava fazendo live e o A entrou na minha live e começou a mandar presente, aí eu comecei a falar que ele era perfeito e tal e tal. Aí do nada ele falou: “quer namorar cmg?” Aí todo mundo nos comentários ficou tipo: “aceitaaa” aí eu aceitei de brincadeira. Logo depois que terminou a live, eu mandei uma mensagem pra ele tipo: “oi namorado, quer ficar em ligação?” Aí nesse dia ficamos a madrugada toda em ligação, e começamos a fazer isso todos os dias por 1 mês mais ou menos, até que 1 dia eu tava indo dormir e ele realmente pediu de namoro pela ligação, e como a gente ia se ver logo eu aceitei porque eu meio que tava gostando dele. Continuamos a conversar todos os dias, comecei a usar um anel que parecia uma aliança e ele tbm porque ele falou que quando ele tivesse aq a gente ia comprar uma aliança descente...
Aí tá, sabe aqueles vídeos de casal do TikTok que antigamente o pessoal do YouTube, inclusive você, reagiam? Então, eu fazia alguns desses vídeos mas juro que menos ridículo kkkk e a gente tentava dar um ar mais polêmico sempre colocando beijo no vídeo. E eu e mesmo amigos aqui do RJ sempre saímos pra gravar juntos, e nesse dia eu gravei um vídeo com o meu amigo que ele me dava um selinho no final, e antes do meu amigo postar o vídeo contei pro A pra caso ele visse não fosse uma surpresa. Ele brigou muito comigo, entendo ele até porque eu tbm ficaria bolada, MAS, na hora que gravei achei de boa porque sabia que ia ser um vídeo polêmico (inclusive o vídeo pegou mais de 1M de views) e era só um selinho pra uma cena e não um beijão. Aí tá, chegou à época do encontrinho e pessoal costuma chegar 1/2 dias antes do encontro pra a gente poder encontrar todo mundo antes e tal, e no caso o encontro era no domingo e ele chegou na quinta porque ele queria ficar pelo menos 1 dia sozinho comigo porque na sexta o B chegaria e eles tinham alugado um apt junto com outros 5 ou 6 (não lembro exatamente) tiktokers. Aí tá na quinta fui lá na rodoviária buscar ele e uma outra amg me mandou mensagem avisando que tbm ia chegar na quinta pra eu esperar ela tbm. E eu como uma amiga ótima, diz-se trouxa, que sou esperei tbm. Mas como estava chovendo muito e estava tarde, ia ser difícil ela ir pra casa de um amigo nosso que ela ia se hospedar que é muito longe da rodoviária, então falei pra ela ir pra minha casa com a gente e de lá pegar um uber. Quando chegamos na minha casa resolvemos comer alguma coisa e ela foi ficando e fiquei sem coragem de pedir pra ela ir embora, começamos a beber, do nada ela falou que tava enjoada e que ia parar e ele falou o mesmo, e eu continuei bebendo. E eles começaram a conversar entre eles e me excluíram da conversa (os dois estavam sentados na minha cama e eu na cadeira mexendo no computador), aí eu fiquei puta com aquilo e coloquei um filme pra ver, e deitei na cama do chão que eu tinha colocado pra ela e acabei dormindo porque né, estava bebada. Quando eu acordei os dois estavam na minha cama dormindo abraçados. Acordei MUITO puta e comecei a mandar mensagem pra uns amigos meus que estavam vindo pra perguntar se eles já estavam chegando, quando chegaram deram uma aliviada no clima que tava. Chamei ela pra conversar e perguntei se eles tinha ficado e pedi pra ela evitar de ficar tão perto dele porque tava me incomodando aquela situação e ela disse que nunca faria algo do tipo mas ele tava dando a entender que queria. Aí ela contou pro A isso que eu tinha falado e ele começou a falar que eu não tinha que controlar a vida dele e que achou que tinha mostrado que não queria mais nada comigo, sendo que ele não tinha falado NADA sobre, e a gente tinha ficado assim que ele chegou, no uber e aqui em casa. Aí comecei a chorar que nem louca, tive algumas crises e tal e falei que ia levar ele logo pro apt que ele ia ficar e falei pra ela ir embora tbm. Quando chegamos no apt eu fiquei muito aliviada porque vi meus amigos lá (inclusive o B, que começou a falar que o A era muito infantil), contei o que tinha acontecido pro pessoal que estava lá e todo mundo ficou muito bolado com o que tinha acontecido e não queria a garota lá até porque o A não perguntou pra ninguém se podia levá-la pra lá (mas acabaram não expulsando ela, mas claramente estavam incomodados com ela) Aí tá, eles ficaram lá no quarto fazendo live e eu tava no andar de baixo ajudando a fazer comida pra todo mundo, do nada meus amigos começaram a me mostrar fotos e vídeos de eles se beijando no quarto sendo que ela tinha falado que nunca faria isso cmg, Depois que eles souberam que eu sabia os dois ficaram me provocando a noite toda.
É isso, se quiser ver os vídeos que eu mencionei é só falar 😂 Bjs <30
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2020.05.15 20:46 YoRHa-IT-guy “Você só tá apegado demais no filme”

Bom pessoal, eu confesso que mesmo anonimamente, ainda pra mim é difícil escrever esse texto. Criei forças de onde não tenho, mas eu preciso aliviar um pouco da minha carga (ainda mais nesse tempo onde não se sabe se será um vírus ou um governo que irá te matar).
Aos meus 7 anos de idade, fui diagnosticado com depressão. Sofri um bullying danado nesse tempo e não sabia como reagir. Descobri o que era um psicólogo cedo, e mal sabia eu que precisaria de um pro resto da vida mais que qualquer coisa. Bom, os anos foram passando. A depressão nunca saiu do meu pé, houveram umas folgas dela sim, mas ela permanece até hoje (aos meus 20 anos). Eu escrevo isso não por causa dela, mas sim por causa do que veio com ela.
Na adolescência eu tive inúmeras decepções. Com amigos, com namoro, com família. Algumas coisas mais pesadas que outras. A conclusão foi que aos meus 18, eu já tinha sido diagnosticado com alguns transtornos, como ansiedade, bipolaridade e psicose (além da depressão). Pra minha infelicidade são mais, mas não tô afim mesmo de exaltar doenças e transtornos. Acontece que, de janeiro de 2019 pra cá, desenvolvi o que os médicos chamam de “transtorno da expressão emocional involuntária” ou, como vocês devem conhecer ultimamente, “a risada do Coringa”. Além do que já tenho, isso é o que mais me atinge. Começou com umas risadinhas de instantes de coisas totalmente aleatórias, uma ou duas vezes na semana. Hoje, eu chego do trabalho todos os dias, mega estressado, sento na cadeira do meu computador e antes de ligá-lo, eu gargalho como se tivesse ouvido a melhor piada da minha vida. Porém, com lágrimas de tristeza mesmo nos olhos. E vale ressaltar que, muitas vezes corro pro banheiro no trabalho ou na faculdade simplesmente pra rir. É assim uma boa parte do dia.
Isso não só me incomoda, como me constrange e oprime a minha alma. É como se eu não fosse dono da minha própria vontade, não posso agir como uma “pessoa normal” mais (como minha mãe costuma dizer, já que ela sempre diz pros outros que o filho dela é um estranho), atrapalhando e muito meus relacionamentos, em todas as áreas. E o foda disso é que isso se soma a ansiedade, depressão, estresse e se torna um gigante, e não tem um que me entenda. Ouvi de um dos meus melhores e mais próximos amigos: “Você só tá apegado demais no filme” e sim, partiu meu coração. E ainda quando acontece, eles ficam lá, olhando, como se vissem a coisa mais bizarra do mundo. Eu tenho vergonha de buscar ajuda e não quero falar com os meus pais sobre. Eles sempre acham que é “falta de Deus” e me julgam, por mais que digam que não. Quem de fato sabe do problema age como se eu não tivesse e não me levam a sério, então fico nesse limbo. Talvez seja mesmo só um “apego no Coringa”, talvez eu seja só mais um cara estranho. Talvez hoje eu sente mais um dia no meu quarto e gargalhe como um doido, mas não do nada e sim de, sei lá, algum meme ou piada que lembrei. Talvez eu esteja mesmo só apegado.
“Lembra que você dizia que meu riso era uma doença? Que tinha algo de errado em mim? Não tem. Eu sou assim.”
Pra quem quiser saber mais sobre isso, existe um artigo bem explicativo:
https://www.scielo.bpdf/rpc/v35n1/v35n1a04.pdf
Obrigado pelo espaço, pessoal.
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2020.04.17 04:11 thebluecoala Eu to definhando.

Eu não sei direito por onde começar, porque é tanta coisa, mas vou tentar manter uma ordem.
Como ta acontecendo com muita gente, a quarentena ta acabando comigo. Eu realmente não to conseguindo lidar com ficar sozinha (ainda que não more sozinha). E essa quarentena apareceu no meio de um monte de problema da minha vida. De certa forma, ela foi um "para tudo que você ta fazendo. você tem tempo de sobra pra pensar", mas eu sinto que pensar nisso não ta resolvendo muito.
Eu namoro a alguns anos já, e apesar de todas as qualidades, meu namorado sempre foi meio acomodado. Não é aquele tipo de pessoa disposta a mudar, a vida ta boa do jeito que ta, se algo ruim acontece, ele não é de se abalar muito, e vida que segue. Acontece que eu sou o extremo oposto, e as vezes os comportamentos dele me chateiam. Não honrar muito com compromissos, não lembrar das coisas, demorar horas pra responder (o que pode parecer algo besta, mas eu não consigo ter uma conversa daora com ele, porque ele responde as mensagens quando ele lembra, o que leva horas). E de um tempo pra cá, parece que esses tropeços vêm me incomodando mais e mais. Tentei conversar com ele sobre várias vezes, explicar que me magoavam, que me chateavam, e ele se mantinha na defensiva. Acabamos brigando também (eu particularmente que puxei a briga) porque eu fiquei doente (nao, não foi covid-19), fiquei internada, e ele só foi me ver no fim de semana (que é quando normalmente a gente se vê). Eu me sinto meio "dormente" e vazia perto dele desde então. É como se ele fosse um estranho. E ao contrário das outras vezes, em que normalmente eu pedia por atenção, pedia pra fazermos algo juntos (jogar ou algo do tipo), eu só não quero mais. Não sinto vontade mais. Quando ele me chama pra conversar, fala algo, comenta e tal, eu converso de boa. Mas quando não... Eu só não tenho energia mais pra correr atrás.
Eu sempre me senti muito sozinha. E sempre tive muito pânico de ficar sozinha. Eu tive várias amizades que passaram pela minha vida e foram embora, e isso sempre doeu muito, e chegou num momento da vida que quando eu fazia um amigo novo, já ficava esperando o que eu ia fazer que ia espantar a pessoa. Bom, chegou num momento em que eu fiz amigos. Amigos de verdade. Amigos que eu me sentia de fato pertencente a um grupo, sabe? (porque os poucos amigos que eu tenho são "isolados", então nunca fui de um grupo). A gente conversa todos os dias, ri, tem piadas internas, e eu não consigo descrever, de verdade, o quanto isso me fez bem. Me ajudou a não ser tão dependente emocionalmente do meu namorado, a poder conhecer pontos de vista, coisas diferentes. E eu me sinto amada por eles, que é o mais importante. Só que as vezes, eu sinto que to perto do momento em que vou espantar esses amigos também. Especialmente um deles, que é meu melhor amigo. Que ele sempre ta ali, sempre ri, me zoa, brinca comigo, e me ouve também. Eu me sinto muito, mas muito amparada sob a presença dele. Eu sinto que quando ele se dispõe a me ouvir, e a me ajudar, tudo vai dar certo. Ele é uma das poucas pessoas que não passa a mão na minha cabeça (assunto pra outro post, talvez?), e me diz a verdade, mesmo que doa. Ele é um anjo. Mas sinto que tudo isso vai desmoronar.
Assim como eu, meus amigos também não estão bem. E nisso eu me sinto mal de não poder ajudar eles, e não saber o que falar, porque sinceramente, eu sinto que to na pior crise depressiva da minha vida. Eu não durmo a noite, morro de sono de dia, meu cabelo ta caindo, minha pele ta descamando, eu to tendo crise de pânico quase toda semana, e pensamentos suicidas quase todo dia. Ás vezes eu só queria sumir, me isolar de vez, e sair da vida dos meus amigos. Eu sinto que sou um fardo, porque sempre tenho essa necessidade absurda de alguém conversar comigo, de alguém me ouvir, de me sentir amparada pelo amor de Deus. De sentir que eu não to "errada", que não tem nada errado comigo, que "ta tudo bem" sofrer pelas coisas, e que logo vai passar. Mas não vai. Nos ultimos 15 dias eu tive uns "surtos" fortes, aonde eu chorei, xinguei e desabei de madrugada. Minha melhor amiga, minha prima e um amigo meu estavam lá por mim, conversaram muito, deram suas opiniões, tentaram me acalmar, mas só funcionou no momento. Coisa de dois dias depois eu tava me sentindo uma otária por despejar tudo que eu sinto neles. Eu decidi que ia me isolar. Mas não consegui. Meu melhor amigo pareceu estar melhor (porque ele ta mal também) e andou me chamando bastante pra conversar. Hoje por exemplo conversamos o dia todo, praticamente. E nisso eu fico na dualidade de "eu gosto tanto de conversar com você" e "eu preciso sumir da sua vida, porque eu sou um fardo e sou a pior coisa que podia ter te acontecido". Queria poder fazer mais por ele, mas como fazer algo quando você só consegue concluir que a solução pros seus problemas é a morte?
Minha irmã (que é a pessoa que eu mais amo na vida), me disse no meu aniversário, que não me sentia feliz. Que quando ela olhava pra mim, principalmente na presença do meu namorado, eu parecia infeliz, triste. Isso pesou muito, sabe? Saber que, mesmo eu tentando esconder tudo isso dentro de mim, ainda ta dando pra ver pelo meu olhar, dói. E eu só não sei mais como fazer. Amo meu namorado, mas sinto ele afastado de mim, e eu dele, e enquanto eu morro por dentro por isso, ele parece não achar que tem algo errado. Amo meus amigos, mas não quero me sentir um estorvo na vida deles. Não quero ser a chorona depressiva que só os procura porque ta sozinha. Não quero mais amar tanto meu melhor amigo a ponto de assustá-lo, a ponto dele achar que sou só uma idiota que gosta da atenção que ele me dá. Não quero mais ver meu corpo definhar, deteriorar porque eu não tenho vontade de sequer estar viva. Eu não tenho motivação pra nada. Pra mais nada.
Desculpem-me pelo texto enorme, eu precisava tirar isso do meu peito de alguma forma. Eu não quero que essa seja mais uma noite em que eu vou dormir chorando. Me desculpem pelo drama todo, e pelo texto não ter um foco só. Eu só sei que eu to infeliz. Que eu to triste e com raiva de mim mesma.
Obrigada se você leu até aqui...
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2020.02.14 16:42 movergonha Ciúmes

4 meses de namoro, e hoje é a 2° vez que me sinto inseguro sobre meu relacionamento... Poderiam opinar sobre?
Seguinte, a um tempo atrás (mais ou menos 2 meses de namoro), minha namorada aceitou participar de uma brincadeira na escola, o famoso "verdade ou desafio", já sabendo que tinham homens participando da brincadeira, isso já foi um erro dela, correto? Ok, mas relevaria tranquilamente se fosse somente isso, o problema é que ela escolheu desafio ao invés de verdade, e escolheram um desafio besta - mas que pra mim tem peso - o desafio era deixar um dos meninos beijar o pescoço dela, como se fosse um chupão, mas leve... (Essa é a versão que ela conta, não sei se realmente foi só isso, ou se houve mais coisas, porém ainda confio nela), mas mano, ela aceitou e isso me deixou tão pra baixo, por que ela simplesmente poderia recusar e não fazer nada, ninguém iria obrigar ela já que seria assédio.
Velho, eu não sei se é exagero meu em sentir ciúmes por causa disso, ou ficar tão pra baixo... Enfim, perdoei ela, mas ainda me sinto inseguro em relação ao convívio dela com outros homens, é tanto que fico diferente sempre que ela fala sobre alguma coisa relacionada a amigos homens (principalmente as amizades mais recentes), eu desconfio e ao mesmo tempo me questiono se isso é válido, ou se tô sendo muito ciumento e paranóico.
Ela seleciona bem as pessoas com quem quer falar, até mesmo antes de conhecer, tipo, a primeira vista ela já define se a pessoa é alguém com quem ela criaria vínculos, ela mesmo assumiu isso. Pelo meu raciocínio, a questão da aparência vale muito pra ela, se baseando nesse hábito aí que ela tem. E ontem ela me disse que não gostou de muita gente na sua sala nova (principalmente mulheres) e já tá quase arrumando intriga kkkk enfim, mas ela fez amizade com um cara, disse que era legal e tudo mais, e pensando em todo o histórico q já contei, sinto medo de acontecer algo parecido novamente, ou pior... As aulas começaram antes de ontem, e hoje ela já saiu com alguns amigos pra comer, saíram mais cedo da escola e tudo mais, dizendo ela que só foi por que pagaram, mas quem é o homem em sã consciência que pagaria comida pra uma mulher que conheceu não faz nem 1 semana, sem intenções nenhuma? meu Deus, me sinto tão inseguro, não sei mais o que fazer, já conversei com ela, e pelo que ela diz, não pretende repetir aquele ocorrido do verdade ou desafio, nem coisa parecida...
Mas queria saber, eu estou sendo inseguro sem motivos? Tô sendo muito paranóico e ciumento? Eu até tento melhorar, mas não consigo me tranquilizar... Ao mesmo tempo que sinto essa angústia, prefiro não falar que tô sentindo ciúmes pra não incomodá-la, mas quando tô pensativo de mais, ela acaba percebendo e eu desabafo, nós conversamos, e no final nos abraçamos e sai tudo "bem", porém minha confiança não volta ao estado de 100%, eu sou um lixo por tá assim?
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2020.01.24 13:39 drdova Ainda gosto da minha ex

Olá pessoal, estou tentando já há algum tempo escrever esse post, finalmente chegou a hora certa... provavelmente vem textão, então pega uma água e senta aí, tentarei deixar o texto bem escrito para que a leitura fique agradável.
Tive uma história muito linda de relacionamento, namoramos por quase 7 anos e infelizmente terminamos em Maio do ano passado, eu quem terminei. Nós não chegamos a ficar brigados, mas nos machucamos muito. Hoje tenho 23 anos, ela tem 21. Deixamos de nos falar em agosto do ano passado. Cada um passou a viver sua vida, ficar com outras pessoas e etc.
Acontece que semana passada, mandei uma mensagem pra ela dizendo que ela tinha sumido, não tinha dado mais notícias e etc, ela visualizou e não respondeu. Bem.. achei que nesse momento ela não falaria mais comigo, até que no outro dia ela me liga. Ela diz que sumiu porque preferia assim, disse que não era bom estarmos nos falando, nem trocando mensagens, mas começou a perguntar de mim, se eu estava bem, por onde eu andava, o que fazia, até que me perguntou se eu ainda gostava dela e eu disse que a amava, ela respira fundo, eu de fato compreendi que ela gostou da notícia, que gostou de saber que eu ainda sinto algo por ela, perguntei se ela gostava de mim ainda, ela fez um monte de arrudeios e não respondeu minha pergunta, disse que precisava desligar o telefone e que não era pra eu falar mais com ela. Falei que tudo bem, mas que eu queria ver-la como amigo, que queria sentar um tempo, rir, conta histórias da minha vida e etc. Ela desligou.
Na sexta feira da semana passada, aparece uma notificação no meu snapchat que ela estava digitando algo para mandar pra mim, sendo que não recebi nenhuma mensagem. Na terça e na quarta feira dessa semana aconteceu a mesma coisa, ambos os dias aparece uma notificação de que ela estava escrevendo algo, mas nenhuma mensagem chegou. Então, ontem (quinta-feira) ela posta uma foto no snap (claramente para eu ver, porque ninguém usa mais snapchat e ela NUNCA posta algo lá, faz anos que ela n posta foto nesse AP) , eu respondi dizendo que ela estava muito linda, falei mais umas coisinhas nesse sentido e disse que precisava falar com ela novamente, então ela me ligou.
Nessa segunda ligação perguntei de cara se ela estava namorando, ela respondeu que não importa se está ou não, que não ia me responder nada nesse sentido. Conversamos 1h e 10 minutos no telefone. Falei o quanto amadureci durante esse tempo separados, que cresci como pessoa, como profissional, mas que há um lado em mim que gosta muito dela, falei que desde que nos separamos não tem um único dia que deixei de pensar nela, que nada do que fiz (indo à festa, outros relacionamentos) me preenchia, que eu de alguma forma estava bem ligado a ela ainda, mesmo há 8 meses separados. Ela me responde dizendo que entende, que infelizmente nos separamos, que as coisas não deveriam ter sido da forma que foi, que tínhamos tudo para dar certo, mas infelizmente as coisas aconteceram. Ela é bem religiosa, disse que Deus estava no comando de tudo, que orou diversas vezes entregando a vida dela a Deus e que a vontade dele sempre vai se realizar. Ela viu minhas fotos no instagram com uma amiga de outra cidade, perguntou se namorávamos, insistiu dizendo que a guria era minha namorada, mesmo eu dizendo que não, ficou fazendo uma certa birra. Ela perguntou muito sobre mim ainda, acredito que de fato ela sente algo por mim, foram 7 anos.
Vamos ao finalmente... Eu não posso namorar com ela agora por uma série de motivos que envolve o lado financeiro, pessoal, profissional e religioso. Creio que pra ela seria o mesmo desgaste. Ela entende isso, tenho certeza.
Eu falei para ela que em Outubro, que é quando eu vou ter sanado todos esses problemas, irei procurar-la, irei querer namorar com ela e que dessa vez não vou passar mais que 1 ano namorando, iria querer casar, até mesmo porque vou ter dinheiro para bancar tudo, se assim Deus permitir.
Ela não acreditou muito no que eu disse (eu acho), falou que daqui pra lá vou ter oficializado meu namoro com a guria da outra cidade, falou que vou ter outra pessoa na minha vida, que o sentimento por ela não seria mais o mesmo.
Avisei que ela receberia sim essa ligação, se atendesse que saiba que vai ser nesse sentido.
Perguntei novamente a ela se ela ainda gostava de mim, ela disse que precisava desligar, na mesma hora perguntei de novo... ela respondeu que precisava muito desligar. Ela me desejou boa noite, que eu me cuidasse e pediu para não nos falar mais.
Depois desse longo texto, o que fazer? Tocar minha vida daqui para outubro e ver no que dá? Vocês acham que com base no que relatei ela ainda deve gostar de mim? Você passaria 1h 10 min numa ligação com seu/sua ex, sabendo que ele gosta de você sem você gostar dele?
Alguém leu até aqui? Se sim obrigado.
DrDova
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.07.09 12:18 lipherus Íbis — Capítulo I

Bom dia, é a primeira vez que escrevo em primeira pessoa e gostaria de opiniões. =)
“A voz dos deuses e escolhida de Thot. No começo, era apenas uma Oráculo. Depois, uma bruxa queimada na fogueira do deus pagão. Espírito vagante sem salvação. E agora, protegida pelo crepúsculo Retorna aos braços d’Aquele que sempre a amou. Sob as asas d’Ele, ela se abrigou. E descansou.”
O pequeno e singelo poema cortou o silêncio do salão. Eu estava trêmula e ofegante, pois estava atrapalhando a palestra do meu professor e a grande oportunidade de sua carreira. Os estudiosos olhavam para Heru e depois para mim, à espera de alguma cena dramática que não aconteceu. Ele apenas desceu do palanque e me alcançou, sorrindo e igualmente trêmulo ao tomar o papel de minhas mãos. Murmurou agradecimentos e disse estar surpreso com a tradução, porque aquelas palavras deixavam explícitas que os antigos egípcios eram capazes de prever o futuro. Prometeu uma conversa sobre o papiro depois e pediu que eu me retirasse, mas não sem antes me agradecer de novo. Ao fechar a porta, explodo em lágrimas emocionadas e cansadas. Traduzir o poema foi um trabalho árduo de quase quatro anos, para no final descobrir que Thot havia se apaixonado por uma mortal e enterrou seu corpo em uma tumba sem glamour. Ele queria que sua amada permanecesse anônima, mas que ainda soubessem a quem pertencia. Ela não tinha um nome e sequer corpo, todavia sua existência estava cravada nas paredes de pedra do sarcófago. Levanto-me orgulhosa e volto para o laboratório, à procura de mais pistas sobre os amantes. Havia algo que ainda não tinha visto nas marcas e, mexendo em alguns pertences, um pingente em forma de meia lua cai no chão. Não sou perita em metais preciosos, mas sei que seguro algumas boas gramas de ouro puro. Procuro por escritos no verso da peça, e nada encontro, salvo os hieróglifos que remetiam a Osíris e Thot. Um presente para o deus do submundo? Depois de catalogar o colar, volto minha atenção aos textos até sentir dor de cabeça e sentar na cadeira. — Nailah, o professor Heru te chama no salão de convenção. Engulo em seco e vou até ele, esperando uma bronca por ter interrompido a palestra. Porém, ao entrar, fui recebida por salvas de palmas fervorosas. Ele me abraça e pede que explique aos demais sobre a descoberta, já que o mérito da tradução é todo meu. Sinto um misto de vergonha e emoção, porque Heru não tomou os créditos para si e deixou que eu, uma mera assistente, falasse aos melhores profissionais do mundo por horas a fio. Ele ficou ao meu lado para explicar alguns termos que não conheço, simplificar perguntas e traduzir algum outro idioma que não entendo. Ao terminar, pude respirar. Estou tão cansada que é difícil manter os olhos abertos e pensar, mas eu ainda preciso falar com ele. Despeço dos outros por alguns minutos e Heru me abraça de novo, sugerindo um jantar antes de irmos para casa e dormir. Aceito e nós fechamos o laboratório depois de pegar algumas coisas. "Sob as asas d’Ele, ela se abrigou.” É engraçado como essa frase ecoa na minha cabeça quando estou andando lado a lado com Heru. Eu o conheço há quase dez anos e nunca deixei de me sentir protegida e iluminada por sua presença. Ele é alto e imponente, com a pele tão preta que é quase avermelhada, e olhos espertos e pretos. Mas, basicamente, Heru Monterrey é um cachorro grande e bonachão que ladra e não morde. É muito fácil deixá-lo magoado e à beira de lágrimas, se quer saber. E eu amo ver esse lado sensível e frágil do meu professor, pois o torna humano e acessível. Ninguém imagina que um pesquisador de renome como ele é coração mole. — Eu encontrei isso. — entrego o colar em suas mãos. — Estava perdido no meio dos papéis. Parece que é uma oferenda a Osíris e Thot. — Ou uma oferenda de Thot para Osíris? Coço a cabeça e suspiro. — Não tinha pensado nisso. — confesso. — Nailah, você está esgotada e eu acho que deva tirar umas férias. — ele toca no meu rosto. — Eu estou pensando em dar um tempo também, podemos viajar juntos. — Quem convida é quem paga, viu? — empurro ele com meu ombro e sorrio. — Seria uma bênção poder dormir até tarde. — Pode ficar com a lua. Pego o colar e olho pra ele, chocada. Sabe-se lá de quando é a oferenda e Heru estava entregando casualmente pra mim, como um pingente comprado numa loja qualquer. Abro a boca inúmeras vezes, mas nenhuma palavra decente sai dela e só me limito a levantar as tranças pra facilitar o trabalho dele. Heru me julga por um tempo, ajeita e mexe no colar até deixá-lo bem em cima do meu coração e ficar satisfeito. — Tem certeza? — murmuro. — Isso é da sacerdotisa e não quero que Thot venha me assombrar. — Se Ele deu pra amada d’Ele, acho que não ficará bravo se eu der pra minha, não acha? Abaixo os olhos, subitamente tímida. Nós sempre brincamos com nossos colegas, que consideravam-nos namorados, mas ele nunca falou tão sério quanto aquele momento. Mordo meus lábios e seguro sua mão, sem dar resposta, mas deixando claro que se aquele é o sentimento dele, então é recíproco. Às vezes palavras não ditas fazem mais efeito do que aquelas expressadas aos quatro ventos. — Comida japonesa? — Heru pergunta para quebrar o gelo. — Depois umas doses de anti-histamínico pra não morrer de alergia? — Combinado. Saber que ele é apaixonado por mim tanto quanto sou por ele fez um bem danado pra minha auto-estima. Se antes e em algum momento da minha vida achei que não era bonita ou capaz, estava completamente enganada. Ouvir dos lábios dele que minha inteligência e devoção foram fatores cruciais para que ele se interessasse, tornou-me tão inchada quanto um balão. Depois, Heru começou a enumerar minhas qualidades físicas e só parou quando eu estava com a cara quente e prestes a surtar. Eu sou brasileira e me orgulho disso. Meu país tem os problemas dele, assim como os Estados Unidos também têm, mas nunca pensei que estudar na Unesp ia me levar até onde estou. Lembrei das noites acordada estudando infindáveis textos, das vezes que quis desistir e da minha felicidade por ter sido aprovada na faculdade que ele dá aula. E passei a amar meu corpo em forma de pera, os cabelos trançados e coloridos e, acima de tudo, a cor da minha pele. Antes tinha um grande tabu comigo mesma, por ser preta e ter uma posição de destaque, mas conforme fui aprendendo na faculdade e com a vida, percebi que estar ali é um mérito do meu esforço triplicado. No final da noite, eu e Heru transamos e dormimos juntos. Foi o momento em que eu o vi mais vulnerável, conheci cada cicatriz de seu corpo, os problemas que tinha, as marcas... Tudo. Ele se entregou completamente e assim também fiz, mostrando-lhe as feridas que tenho da época em que me afundei em depressão e cortei meus braços e pernas. — Bom dia. — ouço seu preguiçoso resmungo enquanto ele aperta minha barriga. — Agora posso morrer em paz. — Quer parar com isso? — começo a rir e abro meus olhos. — Bom dia. — Eu sempre quis apertar sua, como é que você chama? Pança. — seu português falho é particularmente adorável. — Eu amo essas dobras, sabia? — Heru! Para, sua mão tá gelada! — Tá bom, tá bom. Permissão pro abraço? — Concedida, senhor Monterrey. Enquanto ele toma banho, vou preparando o café da manhã. É inconsciente, mas eu checo minha barriga e conto as dobrinhas, três no total, pensando em como Heru pode achar aquilo interessante. Ouço seus passos ecoando pelo corredor e me viro para olhá-lo, namorando a cena do homem enrolado na toalha e molhado ainda. Ele se aproxima e ajeita a lua, jogando as tranças sobre meus peitos para tapá-los e evitar que eu pegue mais friagem. Seguro sua mão em meu rosto e fecho os olhos, sorrindo como a trouxa que sou. — Vai querer viajar? — Onde pretende ir? — roubo um selinho dele antes de servir a mesa. — Não vai entregar o artigo científico sobre a tradução? — Não está escrito em lugar algum que sou obrigado a trabalhar durante minhas férias. — ele dispara. — Pensei em alguma praia, sei lá. — Negão desaforado. — acerto a colher de pau na cabeça dele. — Praia é muito clichê e eu não sou muito fã do frio. — Patroa difícil de agradar, viu? Sento ao seu lado e começo a rir. Ele está tão à vontade que até parecemos casados há eras, e eu só sinto que vou desmanchar de felicidade. Nós conversamos um pouco mais sobre a tradução e Heru corrige o inglês, reclamando do quanto sou ruim para escrever. Tal afirmação me ofendeu um pouco, já que escrevo fanfics durante minhas folgas e nem formado nisso ele é. Começo a julgá-lo em silêncio e ele percebeu que tinha me magoado, em seguida pediu desculpas atrapalhadas e disse que ama minha escrita. — Como você imagina Thot de personalidade, Nailah? — Meio parecido com você, mas muito mais apaixonado pelo trabalho. Ele foi um carinha muito ocupado, até ajudar Osíris no submundo ajudou. — acendo meu baseado e deito no sofá enquanto Heru escreve no computador. — Curou o olho de Hórus quando Seth arrancou, depois ensinou magia para Ísis poder reviver o marido, luta contra Apófis quando Amon-Rá traz o sol... Tudo isso e ele ainda fez o calendário e desenvolveu os hieróglifos. — Você tem uma admiração enorme pelos deuses, hum? — A mitologia egípcia é linda, se me permite dizer. Tudo é tão conectado e diferente ao mesmo tempo... A gente não sabe nem um terço do que eles acreditavam e criavam. — E a sacerdotisa? — Não tenho uma imagem dela. — ofereço o cigarro pra ele. — Mas deve ser alguém de personalidade parecida com a de Thot, porque ela pegou o cara pelo colarinho mesmo. Uma pena que não seu nome em lugar nenhum, ia ser muito interessante conhecê-la melhor para entender como funciona esse lance de deuses e amores mortais. — Você viu isso? Sento no colo dele para ler o artigo de um colega nosso, o qual afirmava que Sekhmet e Anúbis tinha um relacionamento secreto. Para mim e meu conhecimento, a afirmação é errada pois eles eram deuses sem sintonia alguma. Ela é a deusa da guerra, tão furiosa que Rá precisou enganá-la com vinho para acalmar seu frenesi sangrento. Já ele parece ser mais pacato e melancólico, servindo fielmente ao propósito do julgamento da pena e à proteção da mumificação. Parecia impossível imaginá-los juntos. Ao terminar de ler, porém, comecei a ter minhas dúvidas sobre o que conhecia até então. — Será que existe algum documento que prova essa teoria? — Antes de Osíris ser quem é, Anúbis tinha o mesmo papel que ele. — Heru contestou ao soprar a fumaça na minha nuca. — Se Sekhmet matou os homens através de sua ira, é bem provável que tenha o encontrado durante a caminhada. — Mas tem uma teoria que diz que Sekhmet é uma face de Hathor e Bastet... Será? — Em Mênfis, ela foi esposa de Ptah e mãe de Nefertun até Mut e sua Tríade tomar lugar e ela passar a considerada como a própria Mut. Nossas informações são bem escassas e temos várias ideias do que pode ou não ser. Cada região tinha seu próprio mito, quem sabe o Richard esteja certo e apenas olhando para outro lugar que não vemos? Deixamos a discussão pra lá quando pegamos fogo levados pela maconha. Quando paro pra pensar nisso, me sinto um pouco culpada por levá-lo ao mau caminho, apesar dele ser bem mais velho que eu. Mas a erva funciona como uma válvula de escape para nós e não é algo que fazemos sempre, resumindo nossas brisas às escavações e trabalho. Pela primeira vez desde que fazemos isso, é que nos preocupamos em elevar a coisa para um nível mais pessoal e físico. Eu namoro o rosto distraído dele e lembro de tratar os arranhões que deixei em suas costas, ouvindo-o dizer coisas em árabe que não fazia nem questão de traduzir. Heru levanta-se num supetão e vira o meu colar, anotando os hieróglifos em um papel improvisado e resmunga ao voltar a deitar. Já sei que tenta entender a oferenda e pronuncia as palavras em sequências variadas, até fazer sentido. Toco em seu lábio para fazê-lo se calar e me aninho em seu abraço. Só hoje, querido, não falemos em trabalho. Roço meu nariz por seu rosto quadrado e reclamo da barba áspera, mas sinto-me protegida por seus braços e mãos sempre geladas. Heru beija a minha testa e desenha com os dedos na minha bunda, me fazendo rir. Ele se lembra de me agradecer pela tradução de novo e mais outras vezes, reforçando o quão honrado se sentiu por me ter como sua assistente, amiga e agora parceira. Confessa que estava a um passo de desistir do texto e eu, novamente, rogo-lhe que não falemos de trabalho. Mas meu amado professor não está contente e me implora para que façamos um artigo sobre Thot e sua amante ao voltarmos de férias.
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2019.06.17 03:57 lucius1309 LUGAR AMALDIÇOADO

Antes de começar, dá um play nos discos que ouvi pra escrever esse texto.

ALICE IN CHAINS - SAP (1992)
https://www.youtube.com/watch?v=wQUlXOJqi5M
ALICE IN CHAINS - JAR OF FLIES (1994)
https://www.youtube.com/watch?v=6zurnifn-Y0

Gosto de forçar minha tristeza às vezes. Não sempre. Mas eventualmente gosto de saber que ainda sinto alguma coisa. No geral, é tudo apatia. Vontade de não levantar da cama e nem de ver ninguém nos olhos. Falar com pessoas é algo que acaba comigo, e várias vezes tive que ficar minutos (que pareciam dias) no telefone falando com pessoas que, honestamente, eu não dou a mínima.
Na real, eu não dou a mínima pra ninguém.
Ou quase ninguém, eu acho.
Não que eu não me importe com as pessoas, eu simplesmente não tenho interesse algum nelas, e por mim, viveria sempre no meu bom e velho casulo ouvindo discos, batendo textos e fazendo comidinhas gostosas. Sim, agora não existe a garrafa, não há muito a se fazer além disso.
"Então o que você me diz do seu trabalho atual, em que você ajuda pessoas a saírem do buraco que um dia você esteve?" o leitor pode questionar. E a resposta é simples. Eu faço tudo isso porque me faz bem, não porque faz bem pros outros. Fazer bem pros outros é mera consequência, mas se não fizesse, eu continuaria fazendo do mesmo jeito.
Certo.
Voltando uns doze anos atrás, eu estava começando a beber todos os dias, escutava Metallica, Megadeth, Anthrax, Iron Maiden e Slayer todos os dias, usava camisetas pretas e calças jeans desbotadas, havia raspado a minha cabeça com a maquininha 1, pesava sessenta quilos com um metro e oitenta de altura, odiava a faculdade e todos que estavam lá, meu namoro não ia bem e eu estava sendo traído (coisa que só vim a descobrir depois de um tempo), não acreditava em Deus e nem no Diabo, eu só queria me esconder e ler um pouco de Nietzsche. Acabei lendo dez livros dele, fora Schopp, Kierkgaard, Spinosa, Rimbaud, Heidegger, Camus, Baudelaire e outros imbecis, não sei onde eu li, só sei que li sobre o egoísmo do altruísmo, e sobre como pensar no próximo era sim o maior ato de pensar em si mesmo. Se fazer bem pra alguém te faz bem, você faz, mas se não faz, você deixa de fazer. É aquele velho ditado, todo mundo torce pelo sucesso do outro, desde que não interfira no sucesso de si mesmo. Logo eu, uma das pessoas mais covardes que conheci, lendo isso com meros dezessete anos, sem saber porra nenhuma da vida e achando que o problema estava todo no mundo lá fora, e nunca dentro de mim.
Afinal, não havia nada de errado em pensar em suicídio todos os dias, beber e ouvir música pesada. E depois disso tudo, as coisas só vieram a piorar.
Tenho certeza que moro num lugar amaldiçoado. Meus dois vizinhos usam drogas de forma violenta, desde que estão aqui eles usam, até hoje não conseguiram parar. Um deles eu sei que está jurado de morte pelo líder de algumas bocas de fumo da região, inclusive uma vez ele quase morreu por causa de uma dívida de trinta reais, mas eu fui na biqueira e paguei essa dívida. Claro que depois disso ele contraiu dívidas novas, e novas, e hoje devem estar em números exorbitantes.
Dentro da minha casa eu já usei muita droga, assim como meu pai e minha mãe, meu irmão começou a usar drogas aqui dentro também. Um ex namorado da minha mãe morreu de cirrose na sala de estar, ela chegou do trabalho e encontrou ele todo ensanguentado, pedaços do rim e do fígado espalhados pelo sofá, uma cena digna de um seriado policial. Eu mesmo já tentei me matar seis vezes aqui dentro, sendo dois enforcamentos, três tentativas de overdose (uma delas com medicamentos, duas com outras drogas) e uma vez com uma arma contra a minha cabeça. A casa já foi invadida duas vezes, furto, onde nada de mal aconteceu além da perda material. Já coloquei aqui dentro traficantes, putas, usuários de drogas, bicheiros, assassinos, trombadinhas, moradores de rua e toda classe de degenerados.
Hoje moro sozinho nessa casa, estou pensando em sair fora, pagar um aluguel em algum lugar e passar essa casa pra frente (venda ou locação), pra ver se consigo me sentir melhor. Os sábados geralmente são piores, mas todos os dias são complicados, o espiritual daqui é carregado, é como se alguma alma ainda andasse aqui dentro, quem sabe a alma do ex-namorado da minha mãe, que morreu aqui dentro. Minha mãe está numa depressão forte há quase dois anos, não consegue reagir de maneira nenhuma, envelheceu uns 20 anos desse tempo pra cá, chora o tempo todo e não quer sair do sofá. Assiste as novelas mexicanas e às vezes passa dias sem tomar banho. Come eventualmente e toma medicamentos fortes demais.
Eu tenho certeza que ela vai melhorar se sair daqui. Deve ter um sapo enterrado em algum lugar, que já estava enterrado desde antes de mudarmos pra cá. Fomos os primeiros donos, essa casa é nossa há quase 25 anos, e desde que meus pais vieram pra cá, comigo e meu irmão, tudo só piorou pra eles. Inevitavelmente veio o divórcio, e meu pai está bem melhor desde então.
Já morei em outros lugares, mas por pouco tempo, e nesse pouco tempo fora, a vida pareceu melhor de alguma forma. Eu consegui progredir, evoluir. Mas sempre acabo voltando pra cá, quer eu queira, quer não. Fiz uns trabalhos espirituais, incensos, defumações, descarregos, mas por enquanto, tudo segue do mesmo jeito. Satanás, em todas as suas formas, é muito forte aqui. São anos e anos se abastecendo de tristeza, vontade de morrer, abuso de álcool e drogas e desmoronamento familiar.
Talvez a vida seja melhor fora daqui.
Talvez o problema esteja em mim.
Não sei, não pretendo saber.
Tudo o que eu quero é uma paz de espírito completa. Uma utópica forma de ver a vida de maneira positiva. Afinal de contas, os especialistas com seus diplomas pomposos pendurados na parede dizem que tudo depende só de nós mesmos, e afirmo, pra estes, que se depende de mim mesmo, e somente de mim mesmo, eu venho fazendo um péssimo trabalho. Falta talento. Falta paciência. Falta principalmente vontade, porque como eu disse acima, minha vontade é de ficar no meu casulo sem ter contato com pessoas, pois pra mim a vida das pessoas é tão importante quanto a teia de aranha que destruí hoje enquanto limpava a cozinha.
Trabalho com a minha ansiedade da mesma forma que trabalho com o meu alcoolismo, um dia de cada vez. Faço exercícios de respiração, tento ocupar minha cabeça, canalizo pra alguma atividade um pouco produtiva, leio, vejo memes e torço pro dia acabar logo. Dentro de mim ainda respira um ser conturbado e problemático, que já ameaçou pessoas com faca e se jogou na frente de carros. Escutem, eu não sou santo, nem sou um escritor genial, sou só um cara fudido tentando ser feliz. Como a maioria é também. A diferença é que eu enfrento essa realidade (mesmo contra a minha vontade) e tento fazer alguma coisa, enquanto os outros, no geral, estão vivendo vidas patéticas demais e recheando as redes sociais com sorrisos mentirosos e olhos sem brilho.
O mundo continua girando, e continuará girando sempre, comigo aqui ou comigo em outro plano.
Isso não quer dizer que eu queira me matar.
É uma ideia que existe, mas ela aparece uma vez por semana e dura de cinco a dez minutos, então eu penso em todo o trabalho que seria e acabo desistindo, até porque eu tentei me matar muitas vezes e não morri, não vai ser agora que vai dar certo.
Ou vai?
Chega, esse texto está muito carregado. Não vou falar sobre atentar contra a minha própria vida, vou falar de uma coisa legal.
Hoje eu saí cedo pra dar uma volta, me ajuda a lidar com a minha ansiedade, e vi umas crianças de uns sete ou oito anos de idade tocando as campainhas e saindo correndo depois, dando risada numa inocência sem precedentes. Aquilo me tirou um sorriso dos lábios, e vi alguma esperança nas próximas gerações. Não necessariamente que eles vão dar certo, afinal, a minha geração falhou miseravelmente. Mas me fez ver as coisas com outros olhos pela primeira vez em semanas.
Depois disso, andando pelas ruas e vendo as pessoas tranquilas me senti em paz, uma paz estranha, serena, como se não houvesse nada de errado no mundo, como se minha vida tivesse sido perfeita até ali, como se eu tivesse tido o amor do meu pai e da minha mãe, como se eu nunca tivesse tentado me auto destruir pelo simples fato de me odiar demais e achar que eu não mereço ser feliz. E aquela paz durou algumas horas, eu cantei algumas músicas alegres e ganhei a minha semana.
Talvez ainda resida um Deus dentro de mim que me indica os caminhos certos e me faça acertar de vez em quando. Enquanto eu não faço contato direto com ele, vou tocando os dias da melhor forma.
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