Meninas não noivas

As meninas fotografadas não são noivas dos adultos, mas familiares que participam da cerimônia, como explicou a AFP na legenda da foto de uma destas festas, realizada em julho de 2008. Recentemente, li um artigo assim intitulado “Meninas-noivas. O Brasil é o quarto país com maior número de casamentos infantis”, em revista de circulação nacional. A referida reportagem não é inédita, mas apenas a reprodução de outras, já publicadas anteriormente, tratando do mesmo assunto. Recentemente, li um artigo assim intitulado “Meninas-noivas. O Brasil é o quarto país com maior número de casamentos infantis”, em revista de circulação nacional. A referida reportagem não é inédita, mas apenas a reprodução de outras, já publicadas anteriormente, tratando do mesmo assunto. Recentemente, li um artigo assim intitulado “Meninas-noivas. O Brasil é o quarto país com maior número de casamentos infantis”, em revista de circulação nacional. A referida reportagem não é inédita, mas apenas a reprodução de outras, já publicadas anteriormente, tratando do mesmo assunto. Por isso, não me causou surpresa que meninas de 11, 12, 13 […] A sina das meninas noivas Eriane casou-se aos 12 anos. Márcia, com um filho no colo, aos 13. Ana Paula, aos 14. O Brasil é o país com o quarto maior número de “casamentos infantis” Noivas meninas: o casamento precoce é mais comum do que você imagina Hoje, 554 mil garotas de 10 a 17 anos já são casadas. Estamos falando do Brasil, não do Oriente Médio ou da África. Download do Post! Recentemente, li um artigo assim intitulado “Meninas-noivas. O Brasil é o quarto país com maior número de casamentos infantis”, em revista de circulação nacional. A referida reportagem não é inédita, mas apenas a reprodução de outras, já publicadas anteriormente, tratando do mesmo assunto. Por isso, não me causou surpresa que meninas […] São crianças quando se casam e tornam-se mulheres cedo demais. Um terço de todas as meninas noivas que se encontram no mundo vive na Índia, um dos países onde o casamento infantil é mais comum. Na verdade, as meninas não são as noivas. Elas, as meninas, participam da festa da mesma forma que meninos e meninas brasileiros levam as alianças até o altar nos casamentos realizados nas igrejas católicas. Os noivos mostrados nas fotos levam as meninas pelas mãos, o que não significa que elas passarão a noite e o resto da vida com eles. As meninas que ficam noivas ainda bebês 13 novembro 2018 Pela tradição dos oromas, povo nômade que habita o sul da Etiópia e o nordeste do Quênia, as meninas ficam noivas logo quando nascem.

Descriptografando a Carta Rosa

2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.08.13 04:44 honey_green sou babaca por contar pra minha mãe que minha irmã estava traindo o namorado dela?

oi lubisco, turma, editores, gatas e possível web-convidado. aqui vai um pouco de contexto: minha irmã é 16 anos mais velha que eu, se casou pela primeira vez e saiu de casa com 20 anos e se separou 1 ano depois, ela começou a morar na casa da minha avó depois disso.
tudo começou quando eu tinha 8 anos e minha irmã começou a namorar o primo de uma amiga dela, vamos chamá-lo de "evan". ela costumava visitá-lo quase todo dia depois do trabalho e me levava junto para eu brincar com as sobrinhas de evan. a meninas eram bem legais, evan gostava muito de mim e a gente sempre tomava sorvete todos juntos. 2 anos se passaram e eles terminaram durante o são joão (até hoje não sei o motivo).
minha irmã então começou a namorar um outro cara completamente diferente de evan, tanto em questões financeiras, físicas e intelectuais. vamos chamá-lo de "naldo". naldo era apaixonado pela minha irmã de uma forma absurda, ele arrumou um apartamento pra ela sair da casa da minha avó e pagou os primeiros meses, comprou o ar-condicionado, tv e outros móveis pra ela. além de ter ajudado ela a conseguir a transferência dela para um hospital. ( ela é técnica de enfermagem e até então trabalhava em um posto perto da casa da minha avó). eu até gostava de naldo, por tratar minha irmã e respeitar ela mas ao mesmo tempo achava ele muito "estranho". sempre que eu mostrava algum desenho que eu havia feito, ele dizia que aquilo não daria futuro, além de caçoar das minhas primas por terem o sonho de serem bailarinas.
mas enfim, minha irmã gostava dele e isso bastava para minha família. no meu aniversário de 12 anos, reparei que minha irmã estava agindo de maneira estranha, sempre que falávamos sobre naldo, ela mudava de assunto, estava sempre escondedo seu celular e evitando usá-lo na nossa frente. mas eu resolvi ignorar, pois podia ser um assunto extremamente privado dela. pouquíssimos meses depois, ela começou a fazer comentários sarcásticos sobre naldo e dizendo que até teria um filho com por causa de suas boas condições financeiras, mas que jamais faria isso já que ele era "feio demais". ela também estava frequentando a praia quase todo dia e não queria quem ninguém fosse junto com ela.
não demorou muito para minha mãe ligar os pontos e entender o que estava acontecendo (evan era surfista, aliás). depois de algum tempo, ela disse que eu iria junto com minha irmã, somente para certificar de que ela não estivesse fazendo nada errado. descuti aqui, descuti ali, minha irmã disse que eu podia ir junto.
fomos a praia e no começo estava tudo normal, me divertir bastante, comemos bastante camarão e bebemos muita água de coco. na hora de ir embora, eu estava bem cansado e mal estava conseguindo me manter em pé, acabei pegando no sono dentro do carro. não sei por quanto tempo dormir mas quando acordei minha irmã não estava dentro do carro e estava tudo escuro, fiquei assutado e olhei pela janela para tentar identificar o local. talvez chocando 0 pessoas, vi minha irmã em um canto beijando alguém.
eu conhecia aquela silhueta, era evan. me abaixei com medo que me vissem e olhando o outro lado, vi que estávamos em um posto de gasolina. deitei de novo para pensar no o que fazer. foi quando eu escutei o carro destravar e no susto me encolhi. escutei o seguinte diálogo
— tem certeza de que ele não viu nada? —eu já te disse, coloquei uma coisinha na água de coco dele enquanto a gente tava na praia.
passei o caminho todo fingindo que estava dormindo e quando cheguei em casa continuava chocado.
meses foram se passando e quando percebi já havia passado 1 ano desde o ocorrido. e aquilo estava me consumindo. minha mãe reparou o meu comportamento e ficava me perguntando qual era o problema e eu sempre respondendo que era nada. até que eu não aguentei mais e acabei desabando de chorar no colo da minha minha mãe e contando tudo ( menos a parte da "coisinha" na minha água de coco).
minha mãe conversou com minha irmã e depois disso ela terminou com o naldo. atualmente tenho 14 anos e ela está noiva do evan. foi isso, beijocas e xauzinho✌️😗
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2020.08.12 15:44 sairennorebi Fui a babaca por contar a história de como eu e meu marido nos conhecemos? #Turmafeira

Oi Luba, editores, possível convidado virtual, gatas, papelões sobreviventes e turma que está a ver, quero muito participar por que preciso saber se eu fui a babaca na história.
Bom Luba, eu tinha uns 18 anos na época e minha amiga a mesma idade que eu, vamos chama-la de Karla para não expor. Nós éramos melhores amigas desde crianças. Somos da mesma igreja e, após eu ter um término com meu ex namorado entrei pra um dos grupos que tinha na minha igreja que ela participava. Assim que eu entrei reparei em um rapaz que também fazia parte e logo eu dei uma desculpa para pegar o número dele e começamos a conversar cada vez mais, vamos chamar ele de Carlos. Um tempo depois que estávamos conversando comecei a gostar dele e como eu e a Karla éramos melhores amigas eu fui contar pra ela. Quando contei ela disse que também gostava dele mas que não tinha tido coragem de chegar nele. A questão é que a Karla realmente é mais tímida que eu, mas ela conhecia ele antes de mim e não tinha me falado nada. O clima ficou meio tenso por um tempo e eu até pensei em me afastar do Carlos, afinal não queria perder a amizade dela, mas um tempo depois, quando as coisas estavam começando a ficar mais normais, Calos veio me falar que o melhor amigo dele estava gostando da Karla, vamos chama-lo de Tiago e que queria saber como chegar nela. (Ps. Carlos descobriu que eu e a Karla estávamos gostando dele pela mãe do Tiago, ela era líder desse grupo da igreja que participávamos.) Tiago também era muito tímido então não tinha muita coragem de chegar na Karla mas com algumas dicas ele conseguiu e os dois se aproximaram. Eu e o Carlos começamos a namorar e pouco tempo depois a Karla e o Tiago também, o que era bem legal por que saíamos juntos e éramos um grupo de melhores amigos. Tenho que deixar claro também que Tiago, com o passar do tempo começou a dar sinais de ser meio babaca com a Karla, como fazer ela sair de um emprego que ela estava ganhando muito bem pra ir pra outro que ela ganharia salário mínimo só porque no primeiro ela tinha que ir super arrumada pro trabalho (era corretora de imóveis), isso por que ela ainda está não era formada e tinha que pagar sua própria faculdade por que os pais dela não tinha condição, enquanto ele era formado e não trabalhava e ficava o dia todo em casa jogando.
Passaram-se anos nesse meio termo e Carlos e eu começamos um relacionamento a distância por que ele foi estudar medicina em outro país, e mesmo assim continuávamos juntos e com uma relação muito boa. No último ano, eu já tinha 22 anos, estava nas férias e Carlos estava comigo e fomos no aniversário da irmã de Tiago (ela era muito minha amiga e do Carlos também) e tinha outra amiga nossa lá, vamos chama-la de Larissa, ela veio me contar que tinha começado um relacionamento e que tinha começado meio errado e que tinha sido muito complicado e que estava com medo de por ter começado errado dar tudo errado (detalhe eu estava noiva do Carlos nesse dia e já estávamos próximo do casamento). Com ela me contando isso resolvi contar pra ela como foi o começo do meu relacionamento com o Carlos e como foi difícil porque eu tinha uma amiga que gostava dele, mas eu troquei todos os nomes e não expus ninguém, para mostrar pra ela que as vezes começa difícil como forma de provação pra ver o quanto as pessoas se gostam mesmo, mas que no final podia dar certo. O problema foi que a Karla e o Tiago estava perto e eu não vi, ela escutou tudo e ficou muito puta comigo. Fiquei sabendo depois que o Tiago tinha brigado muito com ela, falando que ele tinha sido o resto, que na verdade ela queria ter ficado com o Carlos (eles já tinham mais de 3 anos de namoro), sendo que ele sempre soube do começo da história, até por que foi a mãe dele que contou tudo pro Carlos. Resumindo ela ficou muito brava comigo e hoje não olha nem na minha cara, detalhe, eles eram nossos padrinhos de casamento e depois disso tivemos que achar outro casal às pressas por que estava perto do casamento. Durante a briga eu disse pra ela que ela estava deixando o Tiago decidir tudo da vida dela inclusive quem ela seria amiga e por isso ela estaria se afastando de mim, mas ela diz que eu inventei toda aquela história e que ela nunca tinha gostado do Carlos, sendo que tem outros amigos nossos que viveram esse momento conosco e sabem que é tudo verdade.
Atualmente estou casada com o Carlos e estamos vivendo muito feliz com ele no Peru (onde ele faz medicina). Ela continua o relacionamento com o Tiago e até onde eu sei ele está morando em outra cidade mas ainda controla cada movimento dela, não deixando ela ter amigos que ele não queira e nem fazer nada que ele não deixe. A mãe dela (muito amiga da minha mãe) detesta o Tiago e tudo que ele tem feito com a filha dela, que antes era uma menina feliz e alegre, agora vivia triste e chorando.
Então, eu fui a babaca por ter contado a história de como eu e meu marido nos conhecemos para uma amiga?
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2020.07.20 20:04 choco-menta Desilusão amorosa, primeira e única

Olá Lucas, gatas, editores e turma/chat que está a ver. Essa é a história de como o amor me fez de trouxa pela primeira e, até agora, única vez.
Obs.: Todos os nomes que eu cito na história já foram censurados.
O começo dessa história data de junho de 2011. Era o dia da festa junina do meu colégio e eu ainda estava no terceiro ano do fundamental. Os alunos do primeiro até o quinto ano eram convidados a participar das apresentações de quadrilha a troco de um pequeno bônus na nota e uma boa humilhação pública. Para aquele ano, nossa turma ia apresentar aquela clássica performance do casamento e, pra não ser injusta com nenhum par, todos nós que resolvemos participar íamos nos casar. Sendo assim todas as meninas estavam vestidas à caráter, como pequenas noivas — eu inclusa. — e os meninos com um traje estereotipado caipira: calça jeans, camisa xadrez e chapéu de palha.
Antes dos ensaios eu nunca tinha tido muito contato com o meu "noivo", vou chama-lo de João, e o conhecia apenas de vista. No entanto, a dança nos aproximou e ficamos bastante amigos. No final das aulas, enquanto esperávamos que nossos pais fossem nos buscar tínhamos conversas até que produtivas para crianças de apenas oito anos.
Ele foi o primeiro menino que eu cheguei a considerar meu amigo e não demorou muito para que minhas irmãs fanfiqueiras enchessem o meu saco dizendo que aquilo era mais que uma amizade. Se não fosse por elas, minha cabecinha inocente não teria visto nada de errado em casar com o garoto por um dia apenas, mas após as insinuações delas eu passei a enxergar o que tínhamos por outro ângulo e não gostei muito do que vi.
Meu pai sempre foi do tipo protetor, daqueles que diz que namoro é coisa para depois da faculdade e na época eu fiquei apavorada pensando que estava o desobocendo só por ser gentil com o garoto. Foi aí e por conta disso que me decidi: após o casamento, eu ia querer o divórcio.
Na noite da festa eu me concentrei em me divertir e na dança. Mas, mesmo me divertindo à beça, eu ainda sentia que estava fazendo algo de errado e segui firme naquela ideia.
Ficamos cinco anos sem nos falar. O fato de que nunca mais caímos na mesma turma ajudou. Também não tínhamos um amigo sequer em comum. Na real, um dos amigos dele era o Miguel, um menino que praticava bullying comigo e com praticamente a escola inteira. Na época eu considerava bullying porque ele dizia em forma pejorativa, mas hoje em dia se me chamarem de "Lady Gaga" de novo eu irei aceitar como elogio. E não precisa cancelar ele, o Miguel é importante para a história e só estava por um período de auto-aceitação (na verdade ele é little monster).
Além disso, muita coisa mudou em cinco anos. Em 2012, por exemplo, foi o fim do meu mundo. Não que seja importante pra história, mas ninguém morreu, além do amor entre o meu pai e a minha mãe.
Indo para 2015, eu e Miguel fomos colocados na mesma turma. Eu pensava que seria um inferno, mas o excesso de convivência — seis horas por dia, cinco dias da semana. — fez com que virássemos amigos. E, sendo amigos, eu passei a andar com os amigos dele e ele com os meus.
E dentre os amigos dele estava o João, meu ex-marido. E, com quatorze anos, o tempo foi esclarencendo para mim o que eu sentia por ele. Tivemos conversas ainda mais interessantes, trocávamos indicações de livros, séries e músicas. Ficava cada vez mais claro para mim que aquela era uma amizade que eu não iria querer desperdiçar ao fazer a burrada de me declarar. Na minha cabeça, fazia muito sentido que eu deixasse tudo como estava: e se ele não sentisse o mesmo? E se não durar? Meu pai nunca que iria deixar mesmo.
No Ensino Médio, cada um seguiu seu caminho e foi para uma escola diferente. Em estados diferentes, inclusive. Mas, no fundo, eu acho que sempre haverá uma parte de mim esperando pelo universo fazer uma forcinha e nos coloquar frente à frente mais uma vez, ainda que para trocar mais indicações de cantores e seriados. E depois da faculdade, de preferência.
Soquinho no cotovelo e <3
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2020.07.14 16:30 galoccego Relato de um ex-barman

ESSE RELATO NÃO É MEU, ENCONTREI NO FACE E COMO ACHEI MUITO INTERESSANTE DECIDI TRAZER PARA O REDDIT.
Relato da internet: Parte 1 Já trabalhei como barman e observando bastante a vida dos que estavam do outro lado do balcão, tudo o que já falaram é verdade.
Entradas para as mulheres são sempre cortesias. Os homens pagam caro. E não se enganem achando que as mulheres não pagam a entrada, quem paga são os homens. Se a entrada na noite custa R$ 30,00 pra um homem, a verdade é que é R$ 15,00 masc(a dele). e R$ 15,00 femin(de alguma menina que entrou "free"). Os donos de bares jamais levam prejuízos e nada é de graça. No bar que eu trabalhava, o dono fazia "descontos" para os amigos, e usava esse argumento.
Nos bares sempre tem as bebidas originais bem guardadas, que são destinadas aos Vips. Geralmente, os alfa$. Os ricos chegam, as bebidas de qualidade vão todos para eles, e pegam mulher com o rodo. Já os pobres coitados que não são ricos, consomem bebidas falsificadas e não pegam ninguém.
Nesses lugares, o que mais vi mandar em tudo é o dinheiro. Quanto mais rico o cara for, mais mulher ele consegue. E nunca vi um alfa físico sair ganhando de um rico. A ordem de prevalências pelo que já constatei é:
  1. Ricos.
  2. Caras que tem o shape massa.
O resto nem entra, porque gordos, magrelos, baixos, pobres, etc, só levam prejuízo na balada. Prejuízo financeiro e EMOCIONAL. Quando conseguem alguma coisa, é no final da noite com alguma feínha que foi rejeitada pelos alfas. Quando a balada está terminando, e aquelas meninas que foram rejeitadas pelos alfas estão voltando para casa chateadas com a vida, é onde os zé ninguéns conseguem alguém. A única chance para o cara mediano na balada conseguir alguma coisa, é no fim dela. Pois mesmo uma vilena numa balada se sente uma rainha, e despreza todo mundo, com um ego gigantesco. Elas fazem isso porque se acham dignas apenas dos alfas. Mas quando os alfas as dispensam e a rejeitam porque acharam outra mulher mais atraente, é um tiro bem no meio do ego dela, pois ela passou a festa inteira dispensando os medianos porque se achava digna apenas do alfa, e agora no final ela vai embora sozinha sem ninguém? Aqui é onde o emocional está fragilizado e onde o homem mediano terá mais chances de conseguir alguma coisa com uma menina mediana ou feia. As bonitas, esqueçam. Não tem nem como se você não for alfa.
Se a intenção é pegar mulher, se for ao puteiro gastará bem menos financeiramente, não terá desgaste emocional, e o risco de pegar DST é o mesmo da mulher baladeira. Se brincar, é até menor. Se não for rico, beberá bebidas falsas, terá prejuízo, e saíra com o emocional destruído de lá, achando que o problema do mundo não te aceitar e te enxergar é seu.
Já vi muitos clientes homens medianos, indo pagar sua conta cabisbaixo, sem graças, com dois ou três amigos tudo desanimado porque vão embora sozinhos dentro um carro. E outros fingindo que só foram na balada pra curtir, que embora não tenham pegado ninguém, se divertiram e etc. O que é mito.
E tem um monte de mulher que paga de santinha falando que vai só pra curtir e ver o Dj, ou porque gosta de tal banda e etc, mas vai só pra dar toco. Não gostam de transar, não gostam de beber, não gostam de nada, só de se sentirem poderosas. Até os alfas penam nas mãos dessas mulheres em baladas.
Em baladas, o único que ganha realmente é o dono da boate. Pois ele ganhou um lucro exorbitante nas bebidas que vendeu(porque TODAS as bebidas são compradas a preço de banana, se você paga R$ 250,00 numa garrafa de whisky, pode ter certeza que ela foi comprada por R$60,00 no máximo, e se for falso, R$ 20,00 ou 30,00). Para constatar isso do preço, é bem simples, vá um supermercado e olhe o preço da garrafa. Depois divida ele por 2. E compare com o preço que você pagou na boate. No bar que trabalhei, compravam latinhas de Antartica por R$ 1,45 no próprio supermercado, e revendiam a R$ 5,50. Quando compravamos direto da Ambev, havia longneck que pagamos 0,90c a unidade, e revendiamos a R$ 6,00 ou R$ 7,00. O dono sempre tem mulher no pé dele, e mulher top. Ele nunca fica "desamparado sexualmente". O status do cara de ser dono de uma boate, desbanca todos os alfas.
Na minha opinião boate é um prejuízo de todas as formas possíveis, exceto para o dono. Mesmo para os alfas e ricos, é um prejuízo tanto financeiro como emocional. Pois você continua pagando pra comer a menina e se desgatando emocional fingindo interesse, competindo com outros machos e etc., mas eles não ligam, né?
Parte 2 Baladas é tanto o puteiro para mulheres, como disseram, como também é armadilha para bobos. É bom mostrar os outros aspectos que prejudica o homem, não sendo só as mulheres, para que possam ficar alertas. Todos os panfletos, as propagandas, as pulseiras de camarote, os copos e bonés e outros brindes... Tudo isso é friamente pensado pelos organizadores da festa para vender uma ilusão enorme, de tal forma que faça o nerd jogador de minecraft sentir vontade de sair de casa e ir lá e gastar seu dinheiro achando que vai se dar bem, de fazer a mais alta piranha sonhar que vai encontrar o Eike Batista dela lá dentro. Observem bem na cidade de vocês como são as propagandas, se você esquecer seu bom senso um pouquinho, você vai cair no conto de que balada é o melhor lugar para ir e ser feliz.
Por trás dos autofalantes, dos graves, do neon, daquelas pessoas fingindo ser felizes, está um máquina pronta pra sugar seu dinheiro. A intenção é sempre pegar o dinheiro do homem. É por isso que eles também lotam de mulheres, quanto mais cheio de mulher um lugar estiver, mais homem disposto a perder tudo o que tem. Mulheres são as iscas, a massa de manobra, para juntar homens fracos emocionalmente e sugarem seu dinheiro. Em uma análise bronca, pode-se dizer que boate é uma das coisas mais anti-homem já criadas. Porque ela nunca prejudica as mulheres de fato, somente homens. Pois mesmo as mulheres sendo apenas iscas, elas ganham emocionalmente e ganham a chance de encontrar um bobo para ser provedor (e acreditem, tem muito playboy que assume uma bomba dessa).
E depois que o camarada entra lá dentro, ele vai ser vampirizado financeiramente o quando puder. A vampirização emocional é só a consequência de ser bobo. Eu mesmo comprava maços de Carlton por R$ 6,50, e vendia cada cigarro picado por R$ 2,00. Eu ganhava em torno de R$ 30,00 por maço, pois na boate não era permitido vender e fumar, mas o cigarro é um símbolo de status que todo mundo lá dentro quer, até quem não fuma quer fumar pra poder ser notado, e quem se aproveitar disso... Será que é errado? Não sei. Eu fazia. Sei que quando meus maços acabavam, os caras ficavam tão fissurados que saíam da boate, iam até os postos de combustíveis, compram cigarro e voltavam. Só pra poder senta na mesa fumando. E a mesma lógica vale também as drogas ilicitas (que eu não vendia, mas quem vendia ganhava uma puta grana).
O ambiente geralmente é tão baixo, que as pessoas que estão no camarote, com pulserinha e copo estilizados por exemplo, esnobam as pessoas que estão na pista. Mulher então? Elas faziam questão de mostrar que são apenas para os vips lá de cima. As mulheres quando sobem para os andares superiores, elas se sentem como verdadeiras deusas. E falo isso porque, eu trabalhei no bar de camarote, e minha função era apenas preparar coqueteis e servir bebidas, nada mais e também não abria nenhuma exceção pra favorzinho. E ouvia muitos sapos de mulheres dizendo que estudam medicina ou direito, que estavam acompanhadas de fulano de tal, que eu tinha que fazer o que eles mandavam... E eu nunca fazia. Só me restringia ao bar. Já tive que chamar segurança pra me defender porque os ricões, além de bobos, ainda queriam pagar de machões e iam lá tirar satisfação do porque não levei algo para a mesa deles etc, sendo que tinha garçom pra isso. Alias, os garçons... Pobres coitados! Eram o que mais sofriam. Raramente eu trabalhei com o mesmo garçom por mais de dois meses, eles não aguentam. Eles chegam na mesa e são ridicularizados, pelos homens que querem bancar os machoes e pelas mulheres que sentem poderosas. É realmente um trabalho de cão. A maioria dos garçons(e barmans) eram estudantes, caras feios, magros, precisavam de um dinheiro extra, e faziam esses bicos. E quando topavam de servir uma mesa cheio de caras ricos, mulheres bonitas e etc... Puts. Dava dó. Eram motivo de piadas. Você via nitidamente o emocional dos caras destruídos. Tinha que ter um emocional muito forte pra aguentar aquilo sem esmorecer. As mulheres sentiam um prazer enorme em ver outros caras pisando no pobre coitado que estava servindo elas, elas se sentiam, de verdade, deusas. Eu aposto que elas gozavam quando debochavam dos outros.
E, também, boate é um ambiente muito inseguro. Além das brigas constantes que sempre acontecem, quase dono nenhum gasta dinheiro investindo na segurança da infraestrutura, porque eles pensam que nunca vai acontecer nada na boate deles.
Parte3
Sobre DSTs, era prache eu ouvir comentários de fulanas e ciclanas que tinham herpes na xota. Com tempo você vai pegando amizade com alguns caras, seguranças, e as fofocas correm. Mulheres bonitas, que só frequentam camarote e só andam com os ricões e esnobavam todo mundo, tinham histórias muito cabulosas. Tinha menina que eles falavam pra não deixar ela nem fazer boquete porque senão o pau pegava carie. Meninas que todo matrixiano JAMAIS pensaria que fosse tão nojenta. E são essas meninas que vão se casar aos 30 anos com um bobo matrixiano que jamais vai saber do passado negro dela. Já vi alguns casais por aqui, um cara gente fina, que mal saia de casa, junto com uma menina que era verdadeiro carrapato de boate. E quando elas reconhecem a gente na rua, abaixam os olhos, ficam com medo da gente ser amigo do namorado dela e contar as coisas que viamos.
Mals o textão. Mas pra quem teve saco e quis ler, fica o relato. Se eu contar todas as histórias escabrosas que já vi e ouvi, do que a gente faz nas boates com as bebidas, enfim, é de doer os olhos. Mas tem gente que apanha e apanha e continua indo. Tenho amigos que diz que exagero muito, que eu sou revoltado e etc. Mas, as pessoas são como animais criados pro abate, são influenciados pela propaganda, sempre vão, se dão mal, passam mal, mas acordam no outro dia crente que o próximo final de semana será diferente. Enquanto isso vão só perdendo dinheiro e tempo.
Eu não recomendo o cara nem ir a um pub bem light. Embora não sejam um ambiente tão fútil e banal como é a boate, acontecem as mesmas coisas, mas apenas em menor escala e mais discretamente. Se a intenção é beber com os amigos, descontrair e relaxar, é melhor queimar uma carne em casa e comprar bebidas por conta, por exemplo. Pelo menos é minha opinião. Para conhecer mulheres: não faça isso, meu amigo. É tiro no pé.
Talvez alguém pense que essas coisas são exageros, mas é a minha conclusão da minha experiência pessoal enquanto fiz bicos de barman. E quando falo barman, esqueçam aquele esteriotipo de cara fortão, bonito que usa uma gravata borboleta no pescoço, na maioria dos casos é só gente normal fazendo bico. Esses "showmans" são outra parte da história que tem bastante privilégios por serem alfas. Eu não fazia parte dessa categoria. Pra eles as boates devem ser boas. Não era para mim porque eu sou um cara normal, e talvez por isso até pareça um butthurt. Mas é só um relato que espero que sirva de alerta. Hehe
Parte 4 Obrigado pelas boas vindas, pessoal!
Então... Sobre as histórias cabulosas, vou começar contando as profissionais. Claro que existe boates exceções assim como mulheres (será? ), mas... Enfim. Eu também não trabalhei em clubes de tão alto padrão assim, quando eu falo que era clubes pra quem tinha dinheiro, é porque as coisas eram muito caras. Mas, não é nada comparado a uma boate grande e famosa. hehe
Começando pelas bebidas, coisas que barmans geralmente são obrigados a fazer:
- A maioria das pessoas não bebem as cervejas completamente, pois elas esquentam rápido na mão, e sempre volta pro bar ou fica espalhado pelo lugar longnecks pela metade. No final da festa, alguns barmans despejam toda essa sobra de cerveja num balde, enfileira as longnecks e coloca funis nos gargalos, e sai enchendo elas tudo novamente. Depois colocam a tampinha e botam pra gelar. As cervejas, lógicamente, vão ficar chocas. Por isso só devem começar a servidas após 2h da manhã, por exemplo. Onde a maioria já se encontra bêbada e qualquer coisa que consumir está gostoso. Como os barmans, por cortesia, sempre abrem as longnecks para os clientes, eles nunca desconfiam das tampas frouxas. Não fiz muito isso, mas já trabalhei em um local e uma festa ao ar livre que fez. Não era prática diária comigo.
- Os sucos naturais, não são naturais. Muita gente pagava o preço por um coquetel feito com o suco da laranja exprimida na hora, mas tudo era somente suco de saquinho(tang ou o mais barato que tiver) batido no liquidificador. Ele fica consistente e espumoso como um suco da fruta. Restaurantes também fazem essa jogada. Um copo de suco "natural" de 200ml era R$ 4,50, por exemplo. O saquinho tang que fazia 1l no liquidificador era 1 e pouco.
- As tequilas sempre saíam em dose, e as garrafas sempre ficam com o barman. Reaproveitamos sempre a mesma garrafa, enchíamos ela um pouco menos da metade de whisky vagabundo ou falsificado, e completávamos com pinga vagabunda. Sacudiamos e vu a la! Tinhamos uma tequila ouro José Cuervo. Como a maioria das pessoas não conhece gosto de nada, pagam R$ 15,00 numa dose de 50ml que custou apenas, no máximo, R$ 5,00 pra fazer. E pior: muitos ainda elogiavam. xD
- Tinhamos um tónel, que se dizia vender cachaça artesanal. Cada dose de 50ml era R$ 6,00. Mas sabe o que tinha lá dentro? Pinga barata de R$ 3,00 o litro. Aquelas 51, 21, 31...
- Os whiskys que servíamos no bar, sempre eram tretas. Muitas vezes a gente fazia aquele lance de encher a garrafa de coca-cola com whisky barato e acoplar ela na boca de uma garrafa de Red Label e mandar o o whisky vagabundo pra lá. Essas geralmente são as que ficam penduradas no dosador de garrafa invertido. Numa festa com umas 3 ou 4 caixas de whisky, tinha no máximo 3 ou 4 garrafas realmente originais, guardadas para os magnatas.
- Quase sempre a gente recebia ordens pra marcar coisa a mais na comada do cliente, se ele parecesse que estivesse muito bêbado. Quando eles iam pagar, sempre ficavam muito putos com as meninas que trabalhavam no caixa, mas, então o gerente jogava aquela onda de que ele emprestou a comanda pra alguma mulher, que ele não lembra, se a coisa aperta muito já vinhas os seguranças intimidar, no final o cara sempre pagava. Não tinha jeito.
- As porções nunca jogavam fora. Já vi cozinheira tirando cinzas de cigarro de um resto de porção de batata e guardando as batatas pra usar com outra pessoa que comprava porção.
Tomem bastante cuidado, porque vocês nunca vão saber o que realmente estão consumindo. Isso não vale só pra boate, vale pra restaurante, lanchonete, casa da vó etc.
Também existia alguns esquemas de lavagem de dinheiro, eu não sabia muito sobre isso, só ouvia a respeito. Mas alguns eventos em fazendas particulares, reunia bastante magnata e alguns amigos afirmavam que rolava um esquema de lavar dinheiro tenebroso. E que muitas boates são usadas pra isso. Sobre isso não posso afirmar com certeza, isso foi só um boato que eu ouvia e acreditava, por tudo o que eu já presenciei lá.
Para atrair homens para festa, o promoter dava brindes, cortesias e até dinheiro pra algum grupo de meninas fazer volume na porta da boate. Já dava as instruções para elas irem super maquiadas, roupas curtas e ficarem bem visíveis. A panfletagem nas ruas e nas faculdades, era sempre feito por meninas bonitas e com roupas curtas. O próprio promoter que cuidava da casa, fazia uma propaganda ferrenha no Facebook. Pra cada 5 mulheres que ele marcava no post, ele marcava 1 homem, por exemplo. E pedia pras meninas confirmarem presença no evento divulgado no Facebook. Tudo isso pra dar a impressão que naquela festa tem mais mulher do que homem.
Parte 5 Então, o homem escravogina, solitário e carente, via aquele harém pela baguetala de R$ 30,00 o ingresso... Era casa cheia na certa. Uma vez lá dentro, o cara até parcela a consumação no cartão de crédito. A maior dificuldade é sempre fazer o homem entrar na boate, porque depois que está lá dentro, já era.
Um pouco do lado obscuro:
As mulheres nunca me cantaram no balcão com um real interesse em mim. Geralmente, aparecia uma mediana que estava de favor na festa, jogar um charme pra tentar descolar um drink de graça. Como eu não dava, saíam nervosas e davam chiliques. Mas alguns colegas davam, e só ganhavam um sorrisinho de volta e a menina nem voltava mais no bar, senão pra tentar pegar outro drink na faixa. Mas para meus colegas, aquele sorrisinho era sinônimo de um casamento. kkkkk
Elas sempre pediam para o acompanhante delas levantar e buscar bebida no bar, jamais ela ia sozinha ou ia junto com ele. E nesses momentos, esses prazos de 5 e 10 min, é onde ela flertava com muitos outros homens. O cara saia da mesa para buscar mais bebida para ela, e ela levava aquelas bulinadas do cafa de leve, pra elas era como se estivessem numa sauna greco-romana.
Banheiro de deficiente físico sempre foi usado como quarto de sexo. Isso era unânime em todas casas que trabalhei e eventos que fiz, era só jogar um "café" na mão do segurança, que o próprio segurança vigiava a porta pra não deixar ninguém interromper a trepada. Aqui era onde muito cara com físico bom e pouca grana, algumas vezes ganhava a noite. Ele não precisava de carro, nem de levar no motel, nem nada, torava a menina na lá no banheiro e só dava uma gorjeta pro segurança. Havia vezes que garotas de programas trabalhavam discretamente nos eventos, em parceria com os seguranças. Elas davam uma grana pra eles, e ela fazia o trabalho. A mesma menina, que nem parecia puta, ás vezes transava com 3 ou 4 cara na mesma noite, sem ninguém nem desconfiar que rolava uma fita dessa lá dentro. Mas como nada fica discreto pra sempre, começou querer haver CONCORRÊNCIA, outras meninas também queriam, e aí começou virar bagunça até que o dono deu um jeito de cortar ameaçando os seguranças de demissão.
Muita gente FINGIA ficar bêbada pra ter desculpas para fazer merda. Isso eu via muito, e a maioria sempre era mulheres. Elas subiam na mesa, faziam danças sensuais, ligavam para ex, pegava no pinto do caras, traiam os namorados, enfim, fingindo completamente que estavam bêbadas. Eu sabia que era fingimento, porque eu tinha um certo controle de quem bebia no bar, dava pra saber o quanto a pessoa consumiu e tinha menina que tomava duas cervejas e começava a fazer merdas, só pra ter um monte de cara endeusando elas e poder fazer uma putaria "sem culpa". E quem fica bêbado com duas cervejas? Mas tinha muito idiota que caía.
Certa vez, trabalhei em um evento que veio uma Dj que era da Espanha, senão me engano. Não lembro o nome, mas era uma menina baixinha com trejeitos de sapatão, cabelos raspados do lado e tranças onde tinha cabelo. Quem é mais ligado em música eletrônica deve saber o nome, eu não lembro. (Ela é aquele tipo de dj desconhecido no país onde mora, mas quando vem pro Brasil, faz sucesso, porque brasileiro é lambe-saco de gringo.) Eu sei que foi um evento que todo mundo quis ir, mas o lugar estava lotado, ingressos caros e etc. Havia uma menina que estava lá dentro, mas queria passar mais cinco amigas pra dentro da festa na faixa. O segurança não deixava. Até que uma delas ofereceu um boquete pra ele. Não foi nem o cara que pediu. A própria menina ofereceu. Obviamente, ele não recusou. Deram um jeito de ir pro estacionamento da fazenda e mandou ver. Entrou as cincos. Depois vi essa mesma menina beijando um playboy na mesma festa, o que me embrulhou o estômago. E com o tempo, ela foi ganhando fama de boqueteira entre os seguranças, então toda festa grande, os caras quase saiam no tapa pra decidir quem ia ficar na portaria, porque já sabiam que ela ia aparecer por ali. Afinal, ela não tinha grana e não tinha jeito de entrar, mas queria estar no meio dos playboys. E ela virou figurinha marcada mas depois sumiu. Um belo dia, num pubzinho, eu tava na porta conversando com os seguranças, ela me desce do carro de mãos dadas com um playboy. O segurança cumprimentou ela, e ela fingiu que não conhecia(sendo que ela tinha um passado negro com ele). Cumprimentou apenas o dono do pub e falou que agora estava noiva do fulano de tal. O cara tinha grana, a julgar pelo carro que ele tinha na época. E depois nunca mais víamos ela nas festa, e quando ia, ia acompanhada dele.
Que fique claro que não estou querendo criar ódio por boates, é só um relato do que vivenciei. O cara que quiser ir, não se prenda no que eu falo não, só fique atento. Hehe
Parte 6 Fico feliz em saber que tem alguma utilidade minhas observações. É impressionante o que você enxerga por trás das coisas somente observando. Nem precisa ser clarividente. hehe
Com o decorrer do tempo vou dando um up aqui com as histórias banais.
Mas acho que o mais importante que eu queria ter compartilhado com vocês a respeito das boates, era a questão de como fraudávamos bebidas. Porque isso é algo que prejudica a saúde dos consumidores a longo prazo, e além de pagar caro por algo que você nem sabe o que é. É algo que me arrependo de ter feito, embora fosse meu trabalho, então eu sempre tento alertar as pessoas que vão em boates para ficar espertas nesse sentido.
As histórias das perícias femininas são coisas bem baixas, praticamente histórias de filmes pornôs. Mas nada diferente do que acontece fora da boate, também.
Eu achava mais interessante o comportamento masculino do que o feminino, e aprendi muito observando caras que estavam caídos, usando a tal lógica reversa. Por exemplo, nas festas acontecem muitas frustrações, e na minha condição de barman, muitas vezes acabávamos fazendo um papel de ouvinte e psicólogo. Muitos homens bebem para amenizar as dores, e quando encontram alguém para ouvir os problemas deles, os caras desabam. Geralmente, esse alguém é o barman, o garçom... Ninguém do outro lado do balcão, nem os próprios amigos do cara, o acolhem nesse momento. E aqui vivenciei muitas situações constrangedoras, de caras enormes de tamanho, chorando feitos beberrões na minha frente. Era engraçado, porque eu sou um cara pequeno e mais duro emocionalmente do que eles(que em teoria, pareciam ser os caras mais frios do mundo) . hehe
Eu não podia fazer muita coisa a não ser ouvir e guardar aquelas histórias como experiências. Eu praticamente nunca consegui ajudar nenhum cliente. Todos eles queriam ouvir que a esposa era exceção, que mesmo traídos deveriam dar segunda chance, que ele era o errado da história, etc. Nenhum aceitava qualquer ponto de vista diferente em que a sua companheira fosse uma pessoa ruim. E ás vezes, discutiam comigo defendendo a esposa após eu aplicar pequenas injeções de real. Mas com tempo percebi que era inútil tentar salvar alguém, porque existe homens que se acomodaram a viver numa lama emocional que tem até medo de sair dali. Eu no máximo consegui algumas amizades, que me ajudaram depois a arranjar outro emprego melhor, mas, os caras infelizmente vivem a mesma vida que levavam, com migalhas emocionais, dores profundas e um depressão que eles tentam abafar com bebida, gerando lucro pra alguém que se aproveita da fraqueza emocional desses mesmo caras.
Acho que se o cara assimilou bem a real, é esperto, tem uma grana pra gastar que não vai fazer falta, tem problema nenhuma ir em boate. O único problema que vi mesmo é o cara pobre que se endivida achando que vai ter sexo fácil ou o ingenuo que vai achando que vai encontrara mulher da vida dele lá.
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2020.07.03 04:53 rhaissabaruc O DIA QUE A NAMORADA DO MEU IRMÃO ME FEZ ENTRAR EM TRABALHO DE PARTO ANTECIPADO DE RAIVA!!!!!!A história é longa mas vale muito a pena.

É o seguinte turma, só para contextualizar, meu irmão mais velho namorava essa menina a uns 6 anos na época. Eu e ela nunca nos demos bem pelo motivo de ela ser uma namorada completamente manipuladora e toxica no sentido físico, psicológico e financeiro, uma parasita em níveis que o próprio Alien teria inveja. Meu irmão é um técnico de enfermagem muito doce e inteligente, o que piora tudo pois eu sei o potencial que ele tem, e essa garota o esta empacando na vida, pois ele tem sérios problemas de autoestima e acha que se largar ela, ele não vai mais arranjar ninguém.
Pois bem, eu estava noiva (tinha 24 anos na época, sim tem tempo) e planejando o casamento, o que aconteceu foi que eu descobri que estava gravida (em um carnaval bem louco mais essa é outra história), então eu decidi adiar a cerimônia do casamento pois não queria casar com a barriga grande, então adiamos um ano a data do casamento, a bendita ceifadora de vidas estava convidada até aquele momento, mesmo não gostando dela eu suportava porque meu irmão tinha 28 anos e eu deveria respeitar a decisão dele. Ela morava longe, por isso sempre ia almoçar na nossa casa, que era relativamente próximo da faculdade dela. Neste fatídico dia em questão que ficaram conhecidos na minha família como o dia que a “Pôia” (forma carinhosa que eu a chamava) surtou pela primeira vez, chegou em nossa casa e eu estava com 8 meses de gestação, era uma segunda feira e eu estava fazendo um bolo de chocolate para o meu irmão mais novo. Pois bem, ela chegou, almoçou e perguntou para o meu irmão (seu namorado) se não íamos cortar o bolo. Eu ouvi e disse: - “O bolo é para o “Pedro”. Na hora eu vi que ela não gostou, mas não me importei e continuei a fazer o que eu estava. Depois de alguns minutos eu ouço o peixe-bolha das profundezas do tártaro gritando com o meu irmão mais velho, eu vou até a sala e eu digo: “ Olha aqui garota, o bolo é meu, se eu quiser eu taco ele na parede e não te dou”. Volto para o meu quarto, e ouço ela berrar e sair cantando pneu pela rua. O que eu só fui saber mais tarde foi que, ela e meu irmão mais velho foram buscar a senhora diva da casa, minha mãe e essa garota fez um drama enorme para minha mãe ao ponto de chorar e dizer que eu a humilhei e ameacei tacar o bolo na cara dela. Quando minha mãe chega em casa, vem falar comigo e é aí que o bicho pegou, pois seria algo fácil de ser resolver certo? Mas eu estava gravida. Com os hormônios frenéticos em cada célula do meu lindo corpo de gestante. Resultado? Eu briguei com o meu irmão, que brigou comigo, que fez minha mãe brigar com nos dois e meu pai chegou e brigou com nós 3. Quase não dormi aquela noite e tanta raiva, minha bolsa estourou no dia seguinte pela manhã, entrei em trabalho de parto 15 dias antes e segundo a minha médica, sim foi o estresse pois a minha pressão estava muito alta. No dia que eu voltei para a casa do hospital com minha filha recém-nascida, esse filhote de cruz credo com rato-toupeira-pelado teve a audácia de entrar no meu quarto com a mãe dela, sem bater em quanto eu amamentava. Eu fui logo levantando e mandando aos berros que ela saísse, no final eu entreguei minha filha para o meu agora marido e expulsei ela e a mãe dela do quarto pelo braço, falei tudo o que estava instalado, inclusive das vezes que ela bateu no meu irmão, fez chantagem emocional para ele comprar coisas para ela, fez ele fazer trabalhos da faculdade dela, maltratou minha mãe e o melhor falei de todas as traições dela. Ela ficou roxa de tanta vergonha por eu expor ela na frente da mãe dela e do meus pais e a cereja do bolo de merda foi ela peidar, sim ela liberou gases pelo seu orifício anal, na frente de todo mundo na bela sala de estar da minha mãe. E não foi um peido simples e discreto, foi daqueles graves e molhados. A situação foi tão bizarra que ninguém riu, só ficamos lá olhando para ela até que a mãe dela disse: “ (falou o nome da cara da forma de fazer o capeta), você quer ir no banheiro?”. Minha mãe já emendou falando que ela e a mãe deveriam ir embora. Eu me casei alguns meses depois ao ocorrido e meu irmão só foi para a cerimônia, não foi para a festa. Infelizmente meu irmão ainda está com esse elefante-marinho do Sul até hoje, mas eu nunca mais a vi, já que ela está banida da casa dos meus pais. Fim!
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2020.06.23 01:31 AdaoOPaiDaHumanidade SOU BABACA POR NÃO CONSIDERAR MAIS MEU IRMÃO COMO MINHA FAMÍLIA?

Olá lubixco, editores, falecidos papelões (E PEKEANU REEVES <3), Jean (possivelmente) e turma que está a ver. Bem, a história é realmente muito longa já aviso, então já vai pegando aquela água para se manter hidratado.
Sou irmão mais novo de uma família de dois irmãos, meu pai morreu quando eu tinha dois anos e meu irmão mais velho foi criado pelo meu avô, o que fez eu ter crescido boa parte da minha infância com minha mãe, ela sempre foi uma pessoa difícil de se lidar (essa explicação longa vai ajudar para contextualizar a história), talvez em parte pela morte do meu pai, ela constantemente gritava comigo e brigava comigo por querer atenção, dizendo que era uma criança irritante e algumas vezes me agredindo fisicamente por incomodar ela quando ela estava querendo ver televisão, minha mãe nunca deu muito certo com trabalho, o que levou meu avô a sustenta-la a maior parte da vida dela já que ele era funcionário público e ganhava muito bem mesmo depois de aposentado, aos meus oito anos eu, minha mãe, meu irmão e meu avô passamos a morar juntos no mesmo apartamento por conta de meu avô começar a desenvolver Alzheimer e Parkinson, o que fazia do mesmo precisar de cuidados especiais. Devido a isso todos nós precisávamos cuidar dele, e com todos quero dizer meu irmão e eu, já que minha mãe sofria de obesidade, hipertensão e diabetes. Meu irmão é sete anos mais velho que eu, logo ele tinha 15 anos na época. Foi um período difícil para todos nós até meu irmão se formar no ensino médio com dificuldade por precisar a cuidar do meu avô.
Após ele se formar, minha mãe que já era um tanto abusiva, gritando e batendo em nós, até mesmo nos chamando de inúteis e dizendo que se arrependia de nos ter feito, se tornou ainda mais controladora, não permitindo que ele fizesse faculdade porque precisava que todos cuidassem de nosso avô, apesar de termos dinheiro suficiente para fazer tudo isso e ainda contratar alguém para cuidar dele.
Os anos foram passando, e eu me tornei um adolescente recluso que não tinha muitos amigos, apenas alguns poucos amigos virtuais que eu fiz através de jogos, comecei a desenvolver ansiedade e depressão por conta doa convivência com minha mãe, fora o estresse de cuidar de meu avô junto de meu irmão, sem falar que minha convivência com meu irmão era um tanto superficial.
Um dia eu recebi a noticia que um dos meus amigos que fiz virtualmente, a quem eu contava tudo que acontecia comigo, havia cometido suicídio por conta depressão, isso me marcou muito, e fez eu ficar semanas sem conseguir me alimentar, não contei para a minha mãe por ela sempre ter ridicularizado tudo que eu sentia e nunca ter sequer me deixado ter um tempo para sair de casa e ter amigos ou me divertir, minha vida sempre se resumindo a escola e casa, acabou que o único espaço de felicidade que eu encontrei foi nos jogos e nas pessoas que conhecia neles, e agora naquele momento a primeira pessoa que pareceu se importar em como eu me sentia de verdade tinha morrido, me senti sem chão, e não tinha ninguém para quem falar aquilo, apesar da convivência rasa com meu irmão, que basicamente era conversar sobre jogos e animes, e muito raramente eu falava como me sentia, eu tentei dar uma chance e falar para ele o ocorrido, ele sabia das minhas amizades virtuais. Ele ficou surpreso na hora, mas então ele falou algo que de certa forma me machucou bastante 'O que você quer que eu faça?" aquilo me entristeceu de verdade, sei que ele não fez por mal e talvez ele só não soubesse como lidar com isso na hora, mas isso só fez eu me fechar mais e mais. No ano de 2015, minha mãe morreu de um ataque cardíaco, isso foi um momento bem preocupante na vida minha e do meu irmão, pois agora eu com 19 anos e meu irmão com 26 anos estávamos por conta própria para cuidar do nosso avô e tomar todas as decisões das nossas vidas, por um lado era bom, mas por outro estavamos assustados por não termos nenhuma base ou ajuda para como seguir com nossas vidas. Só que havia outro fator, nossa mãe era a curadora do nosso avô, em termos simples, ela era a responsável legal por usar o dinheiro dele em função de fornecer os melhores cuidados que ele pudesse, porém ela tinha uma irmã, nossa tia, as duas nunca se deram bem e nunca tivemos contato com nossa tia, e agora com a morte de minha mãe tinhamos que contatar ela, e nossa mãe sempre falou muito mal dela, porém devido a personalidade que minha mãe tinha e seu transtorno de bipolaridade (sim, ela tinha problemas de comportamento graves) nós não sabíamos o que esperar dela.
A principio a convivência com ela foi boa, ela parecia ser uma pessoa legal e simpática, eu comecei a fazer faculdade e meu irmão também, tudo parecia correr bem, só que em Fevereiro de 2016 meu avô faleceu, e como ele era o provedor de tudo em casa, estavamos preocupados quanto ao dinheiro, só que muitos anos atrás antes de ficar doente, ele havia me perfilhado para caso ele morresse eu recebesse uma pensão através dele até meus 24 anos. Problema de dinheiro resolvido, porém aos poucos minha tia se mostrou ser abusiva e controladora, não, ela não batia em nenhum de nós, mas controlava nosso uso da internet e reclamava de nos ver jogando ou vendo animes, para ela a nossa vida deveria se resumir a estudar, estudar e estudar, quando saíamos de casa para fazer algo, era sempre aos lugares que ELA queria, na época eu queria acreditar que ela estava apenas preocupada com nosso bem, até aquilo se tornar muito sufocante para mim, acabei por conhecer uma garota gaúcha através da internet, enquanto eu era do Rio de Janeiro, eu gostava muito dela, porém o namorado dela era abusivo e isso acabou nos afastando porque ela não enxergava isso e se achava a errada da história por conversar comigo.
A faculdade também acabou sendo horrível e eu queria mudar de curso, porém não me foi permitido porque tudo que eu sentia vontade de fazer me era recusado por "não dar dinheiro". Eu acabei me afundando mais ainda numa profunda tristeza e frustração constante, até que no ano de 2019, sentindo constantes pensamentos suicidas, acabei voltando a falar com alguns amigos da época de ensino médio, e junto deles com a menina gaúcha que eu conheci, ela havia terminado com o namorado e voltamos a conversar, acabou que nos reaproximamos bastante e ela começou a me ajudar bastante, ela também admitiu gostar de mim e disse que queria ter algo comigo, porém havia um amigo meu do ensino médio que também gostava dela e eu não queria magoar ele, só que ela mesma havia dito que já havia rejeitado ele por diversas vezes. Então acabamos por começar a namorar a distância, estava até com planos de me mudar para lá e começarmos uma vida juntos, porém quando minha tia descobriu, ela surtou dizendo que a menina só queria arrancar meu dinheiro e mais nada e me proibiu de continuar falando com ela, mais uma vez tudo que eu queria estava me sendo tirado, por fim eu decidi confronta-la e isso resultou em ela confiscar meus celulares, cartões de banco ao qual me dava acesso a conta que minha pensão era depositada, me ameaçando até mesmo de cárcere privado.
E só consegui me livrar daquilo porque meu tio ajudou, me levou para a casa dele, conversou comigo e com ajuda dele, recuperei minhas coisas, me mudei para o Rio Grande do Sul e estou morando com minha ATUAL NOIVA agora e construindo minha família. Porém eu me importava ainda com meu irmão, apesar dele nunca ter sido tão próximo emocionalmente de mim, então dividi todo o dinheiro que havia ganhado na metade e depositei metade do dinheiro na conta dele, para assim ele poder terminar a faculdade, ainda hoje ajudo a pagar o plano de saúde da minha tia que é muito caro, apesar dela nunca ter usado ele para nada. Faço isso por acreditar que meu avô iria querer que esse dinheiro ajudasse a todos da família. Porém até hoje sou visto como errado, aquele que abandonou a família, e nenhum deles se preocupa comigo, quando falam comigo é somente para falar de dinheiro e nunca sobre mim. Nem mesmo meu irmão demonstrou alguma simpatia ou preocupação quando eu mandei uma mensagem para ele, dizendo tudo que eu sentia sobre tudo que aconteceu. Ele nem se importou. E ainda por cima, quando conseguiram meu contato foi apenas para dizer o quão eu sair de casa estava prejudicando a vida e futuro do meu irmão, que ele estava com depressão por tudo isso e que eu era egoísta que tirei o dinheiro que deveria ser deles, mesmo que eu tenha deixado 50% de tudo o que tenho para ele apenas por consideração, sendo que a pensão é só minha. Estou mandando esse texto porque não sei se sou o errado ou não, já que é o que eles fazem parecer ser e eu me sinto machucado por realmente não poder esperar nada de bom emocionalmente falando vindo deles.
Segue o link dos prints da "conversa" (E sobre o meu tio no print, descobri que era mentira sobre meu irmão querer falar comigo, meu tio fez isso para tentar nos reaproximar).
https://imgur.com/a/gXsvNps
Então, sou babaca por não conseguir sentir mais nada de afetivo pela minha família?
PS: Quando eu tiver saco vou falar sobre conversas que eu e minha noiva tivemos com aquele meu "amigo" que estava afim (AINDA) da minha namorada durante toda essa situação frustrante e da briga que isso deu, porque minha desgraça não para por ai :"v
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2020.06.16 16:45 AnaAlkalinne "SEUS PEITOS SÃO MAIS BONITOS QUE OS PEITOS DA MINHA ATUAL" -traição-

ALERTA DE HISTÓRIA LONGA
Olá turma, Luba(se ele ler), editores (se eles lerem também), gatas, etc.
Então, tenho 19 anos e 11 namoros na história, então história de chifre é o que não falta tanto de mulher quanto de homem KKKKKKK(so sad na galhada). Enfim, a história é do meu ex n° 9 que foi no final de 2017. Eu tinha uma "colega"(vamos chamar de Carls) que a gente só se abraçava, nunca conversamos tanto, mas a gente ficava de amorzinho e brincando de que eramos "crushs de amizade" uma da outra (bem falsa). A Carls era da sala de uma garota(Farls) que depois descobri que ela era ex do 9 e de outro ex meu, mas ela nao era muito amigável comigo. A Carls foi uma das meninas que o 9 traiu a Farls, e a ela descobriu(as duas eram muito amigas).Depois de um tempo eu e a Carls afastamos e logo depois conheci o 9. Foi um relacionamento terrível, ele era muito tóxico, controlador, me humilhava e me diminuia sempre, era extremamente ciumento e me diminuia pela aparência, mas eu continuava com ele pq achava que era minha culpa(olha o nível de lavagem cerebral). Ele falava que meus amigos nao gostavam de mim de verdade e que só estavam comigo por causa do meu corpo(por que a maioria dos meus amigos são homens), entre outras coisas, ele nao gostava que eu trabalhava(na época era borracheira) por que eu chamava atenção demais, queria que eu dependesse dele 100%, coisa que eu nao queria(sempre quis ser independente e estou na luta pra isso) Depois de um tempo eu e o 9 viajamos pra praia, e nesse período que desconfiei que ele me traía. Na época meu celular tinha quebrado, então quando eu queria tirar foto eu pedia o dele e sempre que pedia ele arquivava algumas mensagens, mas não quis mexer pra nao invadir a privacidade. Depois de um mês que ele fazia isso eu nao me aguentei, um dia que ele estava na minha casa dormindo, eu peguei o celular dele(nós sabíamos a senha um do outro) e entrei, quando achei as conversas, tinha conversas recentes com a Farls(ela dando fora nele) e com a Carls onde ela mandava fotos dos peitos dela pra ele e ele falava mal de mim pra ela, coisas do tipo "nossa, que belos peitos" "quem me dera se a minha namorada fosse gostosa assim" "seus peitos são muito mais bonitos que a da minha namorada". Nessa hora eu comecei a me tremer de raiva e a chorar, quando ele acordou levantou correndo pra tirar o celular da minha mão e me xingou falando que não deveria fazer aquilo, perguntou o que eu estava vendo e eu disse "nada não, só um belo par de peitos". Depois disso eu dei uns belos tapas de luva na cara dele e expulsei da minha casa e da minha vida. Depois de tudo isso, ele contou a Carls que eu tinha visto a conversa dos dois e ela passou a me ignorar mais ainda e a me olhar torto e eu nao sou nem um pouco putassa da vida toda vez que ela me olhava assim eu gritava "que foi? Vai mandar foto dos seus peitos pra mim também?" na frente de todo mundo.
É isso, uma das minhas histórias com o 9 e/ou que envolve ele, talvez eu poste mais uma história com esse estrume.
Pelo meu lado, tudo depois desse cara melhorou, tive mais dois relacionamentos e hoje estou no 11° e noiva de um homem maravilhoso que está na caminhada do meu lado, que me ajudou a reconstruir minha autoestima e me fortaleceu.
Espero que tenham gostado :)
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2020.06.15 04:52 altovaliriano Shae (Parte 3)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
Martin começa a trajetória de Tyrion em A Tormenta de Espadas já estabelecendo o destino de Shae. Tywin e Tyrion estão discutindo sobre a sucessão de Rochedo Casterly quando entram no assunto sobre Alayaya, Tysha e Shae. Curiosamente a pergunta parte do próprio Tywin:
E aquela seguidora de acampamentos no Ramo Verde?
Que importa? – perguntou, sem querer nem mesmo proferir o nome de Shae em sua presença.
Não importa. Não mais do que me importa que elas vivam ou morram.
(ASOS, Tyrion I)
Como sabemos pelo último capítulo, Tywin se importa, sim. Shae aparece no julgamento testemunhando contra Tyrion e falando de estar com ele desde Ramo Verde, um detalhe que dificilmente escaparia a Tywin. Além disso, nesta primeira conversa, o pai de Tyrion completa com uma sentença interessante:
E não tenha ilusões: esta foi a última vez que tolerei que trouxesse vergonha à Casa Lannister. Acabaram-se as putas. A próxima que encontrar em sua cama, vou enforcar.
(ASOS, Tyrion I)
E interessante que Tywin tenha ameado enforcar Shae se a encontra-se na cama de Tyrion, pois, como o verbete sobre Shae na Wiki Gelo e Fogo sinaliza, Tyrion fez exatamente isso com Shae quando a encontra na cama do pai em seu último capítulo do livro.
A primeira vez que vimos Shae foi em um encontro no quarto de Varys, à pedido (e insistência) de Tyrion. O anão havia determinado que usaria este encontro para dar um fim na relação com Shae, em decorrência das ameaças do pai, especialmente depois que Tywin citou explicitamente a “seguidora de acampamentos no Ramo Verde” logo no capítulo anterior.
O encontro parece ser um encontro típico entre os dois, exceto que há nas duas partes desejos ocultos. Tyrion quer tirar Shae da corte e Shae deseja exatamente o contrário. Quando Tyrion aborda o assunto de maneira direta, a garota troca imediatamente de assunto, procurando massagear o ego do anão:
Shae – disse –, querida, esta tem de ser a última vez que ficamos juntos. O perigo é grande demais. Se o senhor meu pai encontrá-la...
Gosto da sua cicatriz. – A moça percorreu-a com um dedo. – Faz com que pareça muito feroz e forte. [...] O senhor nunca será feio aos meus olhos. – Ela beijou a escara que cobria os restos destroçados do seu nariz.
(ASOS, Tyrion II)
Shae insiste em não dar ouvidos a Tyrion durante toda a conversa, se limitando a tentar manipulá-lo a deixar ficar na capital. Toda aquela compaixão pelo novo ferimento adquirido de Tyrion não contém qualquer coerência, porque a garota continua tão inescrupulosa e insensível quanto era em A Fúria dos Reis. Sua maior preocupação ainda são bens materiais e sua falta de empatia por Lollys Stokeworth ainda é gritante:
[…] O senhor vai me devolver agora as joias e as sedas? Perguntei a Varys se ele podia me dá-las quando você foi ferido na batalha, mas ele não quis. Que teria acontecido com elas se tivesse morrido? [...]
Posso ir ao banquete de casamento do rei? A Lollys não quer ir. Disse-lhe que ninguém deverá estuprá-la na sala do trono do rei, mas ela é tão burra.
(ASOS, Tyrion II)
Entretanto, nem tudo é repetição nessas frases arrogantes de Shae. No meio de tudo, há uma pequeno trecho de diálogo de importância futura. Quando Tyrion tenta fazer com que a prostituta compreenda o perigo que Tywin oferece à vida dela, a garota apenas responde “Ele não me assusta”.
Esta simples sentença revela que GRRM estava sutilmente costurando elementos nesta primeira conversa que seriam trazidos de volta novamente na última cena de Tyrion e Shae juntos. Quando a garota o vê nos aposentos do pai, ela se assusta e começa a disparar justificativas. Entre estas justificativas, ela justamente se contradiz dizendo “Por favor. Seu pai assusta-me tanto” (ASOS, Tyrion XI).
Naquele primeiro diálogo, Shae sabia que Tyrion havia perdido seu cargo e, com isso, até mesmo sua permanência como aia de Lollys dependia inteiramente de ela manter seu disfarce. Àquela altura, o anão não tinha mais poderes de lhe arranjar uma nova colocação para ela, e por essa razão a garota sabia que tinha que tentar extrair de Tyrion o máximo que conseguisse.
Com isto em mente, fica claro que GRRM faz da cobrança de promessas antigas uma metáfora visual para Shae tentando segurar Tyrion via dominação sexual. Segundo o próprio Tyrion (ASOS, Tyrion VII), seu pênis era o orgão responsável por fazê-lo agir tolamente frente a manipulação da garota. E é justamente por aí que Shae o está segurando na cena, literalmente:
Não quero sair. O senhor me prometeu que eu voltaria a me mudar para uma mansão depois da batalha. – A boceta dela deu-lhe um pequeno apertão, e ele começou a enrijecer de novo, dentro dela. – Um Lannister sempre paga as suas dívidas, você disse.
(ASOS, Tyrion II)
Ao perceber que não vai conseguir nada por esta via, Shae passa a falar sobre o casamento de Joffrey e elabora um plano para que Tyrion a leve consigo, em troca de favores sexuais durante a festa. Aqui a garota não está mais se valendo da dominância, mas tentando persuadir o anão. Por isso, Shae passa a afagar o órgão sexual ao invés de prendê-lo:
– […] Eu encontraria um lugar em algum canto escuro abaixo do sal, mas sempre que se levantasse para ir à latrina, eu poderia escapulir e ir encontrá-lo. – Envolveu a pica dele nas mãos e afagou-a com suavidade. – Não levaria roupas de baixo sob o vestido, para que o senhor nem precisasse me desatar. – Os dedos dela brincaram com ele, para cima e para baixo. – Ou, se quisesse, podia fazer-lhe isto. – Enfiou-o na boca.
(ASOS, Tyrion II)
Quando Tyrion mostra que está veementemente decidido a que ela não deixá-la ir, Shae se retrai para a cortesia fria. Tyrion está pensando em como concederia facilmente o desejo de Shae, caso o pai não tivesse ameaçado enforcá-la, contrariando o que ele disse em A Fúria dos Reis, sobre o amor por Shae envergonhá-lo:
Se a escolha fosse sua, ela poderia sentar-se a seu lado no banquete de casamento de Joffrey, e dançaria com todos os ursos que quisesse.
(ASOS, Tyrion II)
Eu atribuo essa mudança de postura (de amor proibido envergonhado para amor proibido cauteloso) ao momento de Tyrion, em que ele perdeu todo o prestígio e está tentando se agarrar na única coisa de seu momento glorioso que ainda tem: Shae.
Em verdade, o comportamento de Shae espelha o de Tyrion. Ambos estão tentando arranjar um jeito de manter seu status. O anão também está tentando voltar ao poder pelas vantagens terrenas que ele oferece e não mais para “fazer justiça”. Naquele momento, Tyrion estava sendo a Shae de Tywin, pois está a todo custo tentando reivindicar direitos e reconhecimentos de seu pai.
O surpreendente é que após toda a teimosia de Tyrion, Shae finalmente cede a seu instinto de autopreservação e dá a Tyrion um parágrafo inteiro de resignação e obediência, ao fim do qual Shae apela para o cavalheirismo de Tyrion e lhe arranca uma promessa:
[...] Gostaria de ser a sua senhora, mas não posso. Se fosse, você iria me levar ao banquete. Não importa. Gosto de ser rameira para o senhor, Tyrion. Basta que me mantenha, meu leão, e que me mantenha a salvo.
Manterei – prometeu ele. Tolo, tolo, gritou a sua voz interior. Por que disse isso? Veio aqui para mandá-la embora! Em vez disso, voltou a beijá-la.
(ASOS, Tyrion II)
A prostituta parece entender que o novo momento de Tyrion exige dela uma abordagem diferente. Em suas palavras, de um homem poderoso que poderia desafiar o mundo por ela, ele agora era um cavaleiro que a protegia e resgatava do perigo:
Pensava que o senhor tinha se esquecido de mim. – O vestido dela encontrava-se pendurado em um dente negro quase tão alto quanto ela, e a moça estava em pé dentro das mandíbulas do dragão, nua. […] – O senhor vai me arrancar de dentro das mandíbulas do dragão, eu sei. [...]
Meu gigante – ela ofegou quando a penetrou. – Meu gigante veio me salvar.
(ASOS, Tyrion VII)
Shae veste tão bem a fantasia de donzela que chega a declarar seu amor a Tyrion e Tyrion responde em pensamento. Porém, por alguma ironia do destino, a prostituta estava querendo lhe fazer pensar que ele era um cavaleiro, enquanto o próprio Tyrion queria lhe casar com um cavaleiro de verdade para se ver livre dela:
E eu também a amo, querida. Podia ser uma prostituta, mas merecia mais do que o que ele tinha para dar. Vou casá-la com Sor Tallad. Ele parece ser um homem decente. E alto…
(ASOS, Tyrion VII)
É curioso como este é o único efeito colateral do novo estratagema de Shae. Tyrion fica tão embrigado pela ideia de ser o cavaleiro salvador da garota, que ele tem um momento de desencanto quando a prostituta sequer teme perdê-lo ao saber de seu casamento com Sansa Stark:
[…] Não me importa. Ela é só uma garotinha. Vai deixá-la comuma barrigona e voltar para mim.
Uma parte dele tinha esperado menos indiferença. Tinha esperado, escarneceu amargamente, mas agora sabe como é, anão. Shae é todo o amor que provavelmente terá.
(ASOS, Tyrion IV)
Eu penso que a indiferença de Shae se fundava em ela saber que somente corria perigo se Tyrion arranjasse outra prostituta como amante. Ela estava ciente do quão sexualmente indesejável ele era para a maioria da população de westeros e como ele era complexado com sua aparência e traumatizado com relações amorosas. Portanto, um casamento arranjado com uma jovem nobre donzela realmente não lhe representava perigo algum. Ela até mesmo tenta pedir na frente de Tyrion que Sansa a leve ao casamento de Joffrey, demonstrando que seu objetivo de participar da boa é sua real prioridade.
Porém, não há que se dizer que Shae é uma pessoa desprovidade de sonhos e fantasias. O fato é que esta fantasias não são românticas, mas delírios com mudanças de status social, luxos e riquezas. Quando Sansa a chama para ver uma nuvem no céu que parece um castelo:
É feito de ouro. – Shae tinha cabelos escuros e curtos e olhos ousados. Fazia tudo o que lhe era pedido, mas às vezes dirigia a Sansa os mais insolentes dos olhares. – Um castelo todo feito de ouro, aí está uma coisa que eu gostaria de ver.
(ASOS, Sansa IV)
Ou quando conversava com Sansa sobre Ellaria Sand e a garota apresenta sua versão dos fatos em que Ellaria seria uma espécie de Shae que “deu certo” em razão do relacionamento com Oberyn:
Era quase uma prostituta quando ele a encontrou, senhora – confidenciara a aia – e agora é quase uma princesa.
(ASOS, Sansa IV)
E são suas fantasias por status e luxo que a levam a testemunhar contra Tyrion a pedido de Cersei. O depoimento de Shae acontece logo antes de o anão pedir o julgamento por combate. Dessa forma, tudo o que a garota diz se torna juridicamente irrelevante de uma hora para outra. Essa manobra de Tyrion acaba por fazer com que Cersei se livrasse da obrigação de cumprir sua parte do acordo:
Shae, o nome dela era Shae. A última vez que tinham conversado fora na noite anterior ao julgamento por combate do anão, depois de aquele dornês sorridente ter se oferecido como seu campeão. Shae inquirira acerca de umas joias que Tyrion lhe oferecera, e de certas promessas que Cersei poderia ter feito, uma mansão na cidade e um cavaleiro que a desposasse. A rainha deixara claro que a prostituta não obteria nada até que lhes dissesse para onde fora Sansa Stark.
(AFF, Cersei I)
Interessante notar que o acordo feito por Shae consiste apenas no que Tyrion já tinha em mente em lhe dar.
O depoimento de Shae é uma peça que me chama bastante a atenção. A garota não só conta como Tyrion supostamente teria lhe tomado como amante à força e confidenciado os planos de matar Joffrey durante sua última noite juntos. Shae revela ali, perante Tywin, que era seguidora de acampamento do Ramo Verde:
Nunca quis ser uma prostituta, senhores. Estava noiva. Ele era um escudeiro, um rapaz bom e corajoso, de bom nascimento. Mas o Duende viu-me no Ramo Verde e pôs o rapaz com que meu queria casar na primeira fila da vanguarda, e depois de ele ser morto ordenou aos selvagens que me levassem à sua tenda. Shagga, o grande, e Timett, como olho queimado. Ele disse que se não lhe desse prazer, me entregava a eles, e portanto eu dei. Depois trouxe-me pra cidade, pra ficar por perto quando ele me quisesse. Obrigou-me a fazer coisas tão vergonhosas […]. Ele usou-me de todas as maneiras que há e… costumava me obrigar a dizer como ele era grande. O meu gigante, eu tinha de lhe chamar, o meu gigante de Lannister.
(ASOS, Tyrion X)
Como esta parte do depoimento era completamente desnecessária, eu fico me perguntando se ela foi bolada pela própria Shae, Varys ou Cersei. Sabemos que a garota é capaz de mentir, mas não vimos coisas com este tipo de elaboração. Como Varys é quem estava administrando o disfarce de Shae, fornecendo -lhe até histórias falsas sobre seu passado para que contasse à Tanda Stokeworth, acredito que tenha sido ele quem a orientou a assim depor.
Porém, qualquer seria o objetivo disto? Apenas para ele próprio se safar da acusação de que estava trazendo informações erradas a Cersei, algo que já lhe preocupava (ASOS, Tyrion VII)? Ou Varys queria que o depoimento de Shae chamasse a atenção de Tywin?
De fato, em uma entrevista em 16 de junho de 2014 à Entertainment Weekly, afirmou que a questão entre Varys, Shae, Tyrion e Tywin é algo que ele fará revelações nos próximos livros:
EW: Certo, e há também a questão da surpresa da hipocrisia de Tywin quando ele [Tyrion] a encontra na cama dele. Tywin sabia que ela era uma prostituta [na versão do livro isso não fica claro]? Ou ele simplesmente não ligava?
GRRM: Ah, eu acho que Tywin sabia sobre Shae. Ele provavelmente adivinhou que ela era a seguidora de acampamento que ela havia expressamente dito “você não levará aquela puta para corte”, mas que Tyrion o havia desafiado e levado "aquela puta" à corte. Quanto ao que exatamente ocorreu aqui, é algo sobre o qual não quero falar, porque há aspectos disso que eu não revelei e que serão revelados nos próximos livros. Mas o papel de Varys em tudo isso é algo para se levar em consideração.
Esta entrevista deu fundamentos para que os leitores passassem a acreditar que Varys teria influenciado Tyrion a matar Tywin. Mas, para fins desta análise, nos cabe apenas ver a situação da ótica do que aconteceu com Shae, quem até mesmo pela teoria acima seria um alvo secundário.
Assumindo que Varys tenha orientado Shae a dar este depoimento para chamar a atenção de Tywin, como é que isso a colocaria na Torre da Mão na noite anterior à execução de Tyrion? Sabemos que Cersei mandou Shae embora ás lágrimas na noite entre o depoimento de Shae e o julgamento por combate entre Gregor e Oberyn, então somente depois desta noite é que Shae provavelmente estaria suporte. Caso ela já estivesse sendo sondada por Tywin, dificilmente sairia chorando...
Eu alimento uma teoria que o ponto que fez Tywin se interessar pela garota foi a bajulação que ela confessou fazer a Tyrion. “Meu gigante de Lannister” parece ser o tipo de frase que agradaria um homem como Tywin debaixo dos lençóis. A partir daí, bastaria que Varys fizesse uma sugestão aqui, outra acolá e de repente Tywin já estava pedindo a alguém que enfiasse a menina em seus aposentos na noite seguinte.

Declarações de GRRM sobre Shae

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2020.06.15 01:44 ACLullaby Esqueceram a Criança no casamento

Olá Luba, Editores, papelões, Gatas, plantas e seres vivos deste planeta - não, pera quadroa errado. Oi pros fantasmas do apartamento e possível convidado #Fora6ºAndar

Fiz uma conta só pra fuçar o nhaa e postar fanart do RPG, mas já que me falaram pra colocar essa história desde contei uma vez nos comentários de um vídeo, então aproveitar né. (btw, spu menina paulista, então vai que tua lubão)
"A Criança esquecida no Casamento"
Então, alguns anos trás, minha tia mais nova a Varls (haha) se casou. Essa tia tem uma diferença de idade grande entre minha mãe e tia mais velha, então eu e meus primos já tinhamos por volta dos 20 anos (saltando um ou dois anos cada).
Enfim, esse casamento teve MUITA coisa tanto antes como depois, mas a mais marcante aconteceu durante/final da festa.
Eu já tinha ido embora porque estava com meus pais (e meu irmão e namorada que também tinham ido também não quiseram ficar até o fim), mas no dia seguinte minha tia Varls passou em casa para deixar o vestido de noiva (a gente mora a 20 minutos do aeroporto e minha mãe se ofereceu para devolver o vestido já que ela ia pra lua-de-mel no dia seguinte, então ela parou no caminho pra tomar café-da-manhã com a gente e deixar o vestido) e então ela contou do que houve no fim da festa.
Tanto minha tia como recém-tio tinham muitos amigos que moravam longe, então combinaram entre si uma caravana pro casamento.
eis que as caravanas foram embora, minha tia e tio tiravam as ultimas fotos para irem embora, minha outra tia, a Darls (a mais velha) estava com meus primos e minha avó verificando qualquer coisa que tivesse ficado para trás e fechando o salão, e então apareceu uma menina chorando.
Nem minha tia, nem minha vó, nem meus primos conheciam a guria, e a menina não parava de chorar. Pelo jeito que ela tava vestida era claramente filha de algum convidado, o problema era que aquele ponto, já tinha ido todo mundo embora.
Uma das minhas primas correu chamar minha tia para ver se ela conhecia a menina e por sorte minha tia ainda tava lá, e então ela foi até lá. A menina se acalmou assim que viu minha tia e correu pra ela, que por sorte conhecia realmente a menina. Uns minutos acalmando a coitada (que devia ter uns 5 anos pelo o que ela disse) a menina contou que estava brincando pelo salão e não achava os pais.
Minha tia Varls conseguiu ligar para eles, que já estavam a caminho de buscá-la, mas como o salão precisava fechar e era BEM longe de onde moravam, minha tia Darls ofereceu para levar ela, já que a casa ficava no meio do caminho entre o salão e a casa da menina, fora que minhas primas iam estar lá pra ajudar a olhar a menina enquanto os pais não chegavam. Então a tia Varls passou o endereço e telefone da Darls e foi pra noite de núpcias e a tia Darls foi pra casa com a menina.
Chegando na casa da Darls a menina começou a ficar nervosa de novo (claro era uma casa de estranhos), então minhas primas pegaram as pelúcias que guardam da infância e colocaram na cama pra menina brincar, meu primo também se juntou e trouxe as duas cachorras (ambas Lhasa apso, então pareciam mais dois ursinhos) e com a comoção os dois gatos também foram ver o que tava acontecendo (e sim, minha tia tem uma mini-fazenda haha, na época ela também tinha uma calopsita, mas ela não ficava solta). Enfim, todo mundo brincando com ela com os bichinhos até que ela começou a se divertir.
Poucos minutos depois os pais da menina chegaram super nervosos e pedindo desculpas. O que aconteceu era que foram a avó, a mãe, pai e a menina pra o casamento. Uma das caravanas saiu mais cedo porque tinha gente cansada (minha tia casou numa sexta então muita gente tinha trabalhado e foi depois pro casamento) e nisso a avó e a mãe foram nessa caravana, como a mãe não achou a menina e pensou que ela estivesse com o pai e então foi embora; Mais tarde o pai tava indo embora dando carona pra mais alguns amigos e quando não achou a menina (que estava brincando) achou que ela tinha ido embora com a mãe. Quando eles se encontraram em casa e perceberam que nenhum dos dois tinham a menina sairam correndo pra buscar ela (que foi quando minha tia Varls ligou)
A melhor parte, no entanto, depois deles terem certeza que ela tava bem, que meus tios também tinham aceitados as desculpas, foi quando falaram pra ela ir embora. Minha prima disse que a mãe cehgou no quarto e falou
"Filha, vamo pra casa?"
A menina olhou em volta, cheia dos bichinhos, depois pra mãe e respondeu "Não precisa mais não." e continuou brincando.
Como a casa da tia Darls tem espaço, ela até ofereceu para eles ficarem e irem embora no dia seguinte já que tava tarde, mas eles não quiseram abusar da boa vontade e foram embora (pro desgosto da menina). No dia seguinte a tia Varls ligou pra minha vó pra saber se tava tudo bem e foi quando contou tudo.
A gente ri até hoje disso e quando tem qualquer festa com as minhas tias e alguém tá indo embora a gente vira e pergunta "Tem certeza que tá tudo mundo aí?"
Enfim, é isso Lubão. Desculpa o texto enorme. Na próxima conto sobre a maquiagem de esmalte. Beijos!
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2020.06.09 17:47 Rors__chach Estou sendo proibido de ver minha filha, o que devo fazer? (Medida protetiva) (alienação parental)

Longo desabafo..
Meu primeiro post no sub, e gostaria de fazer um desabafo de uma situação que está me matando por dentro.
Conheci a mãe da minha filha no tinder, notei que era ex do primo do meu melhor amigo, ninguém tão próximo a mim, então resolvi investir. Papo ótimo, resolvemos nos conhecer e foi muito bom, adoramos. Então fiquei curioso e resolvi perguntar pro meu melhor amigo a respeito dela que até então não estava sabendo de nada. Ele disse mais ou menos assim: “cara pula fora que é roubada, parece que se separaram porque ela traiu ele e tals.” Daí fiquei meio assim, mas resolvi pensar que podia ser diferente (porque estava bom demais pra ser verdade). Então fiquei com o pé atrás, questionei ela sobre, se realmente estava tudo superado e ela poderia seguir em frente e ela disse que sim. Acontece que eu sempre notava uma indiferença, um tal afastamento, tímida demais, isso foi com o desenrolar de umas 3 semanas ficando. Daí quando começamos a namorar, (detalhe, eu morava numa cidade e ela em outra e nos víamos seguidamente na semana, mas tinha 62km que nos mantinham longe) ela logava muito no google dela no meu pc e numa dessas quando fui sair, notei na pagina principal de privacidade do google que ela tinha pesquisado “como voltar com o ex?” “Nao aguento mais quero voltar com o ex”, logo em baixo tinha “pinto pequeno”, “pinto fino”. Já associei que poderia ser eu que ela estaria se referindo e fiquei magoadíssismo. Acabei o namoro, ela correu atrás de mim veio pra cidade que estava morando tentando explicar que nao era isso que ela estava confusa em relação a isso e que nao estava conseguindo me explicar que gostava muito de mim e do nosso sexo e que o lance do penis ela não sabe porque pesquisou porque acha meu pau maravilhoso e inclusive goza cmg e tal q nao era nada disso...
Eu acreditei, voltamos a namorar e adivinhem.. ELA FICOU GRÁVIDA! Sim, e como ela passou uma semana inteira na cidade onde eu estava, contando com o tempo do sexo, o tempo do feto, o mes do atraso, da certinho na semana que ela estava la, e sempre transamos sem camisinha porque ela falou que tinha um cisto e era impossível engravidar. Eu segui complexado, fazendo técnicas e exercícios jelqi, bomba, e essas paradas de aumento. Nós não tínhamos um certo grau de amizade, eu era meio desconfiado. E o pior aconteceu, ela começou a me tratar super mal e ficar emotiva demais e viver me correndo e me tratando feito lixo, (li que era por culpa dos hormônios e resolvi insistir), só que então nós brigavamos muito por essas histórias de ex e ela era muito atacada sempre, mudou demais. Más sempre transávamos parecia que tínhamos obsessão nesse assunto, e ate inclusive hj sei que fiz ela muito feliz na cama e meio que curei esse trauma, mas ainda existe. Enfim, um dia estávamos tão afastados tão com nojo de tudo que tava rolando, dai eu ia na casa de amigos e tal (mas sempre participando da gravidez, enxoval e essas coisas), e o meu melhor amigo me disse que tinha uma coisa pra me contar, era que o primo dele tinha recebido um sms de feliz aniversário DELA dizendo “saudades (coração vermelho)” Eu acabei com ela pela segunda vez. Sai pra festa comi gente, me enlouqueci porque sempre quis ser pai e ter um relacionamento estável, antes disso fui noivo, e nao deu certo também. Ela entrou muitas vezes em contato, nunca assumindo o erro. Ate que um dia ela veio aqui em casa chorando se explicou toda e eu? Eu voltei. Mas fiz ela prometer que nunca mais essa história de ex de novo. E enquanto isso por eu fazer tal cobranças, ela começou a me taxar de controlador e que eu estava pensando demais nessa história “abusivo”. As amigas delas todas são do movimento eu respeito e tudo bem, mas não sou assim. E começaram as brigas de novo (e eu querendo evitar por ela estar grávida). Até que um dia brigamos feio e ela me empurrou e me deu vários socos de raiva e confesso que peguei os braços dela e encostei ela na parede pra ela parar. Ela saiu chorando, colocou medida protetiva e me vendeu por ai como violentador doméstico. Nunca nem morarmos juntos. Enquanto isso, eu provei todos os sentimentos de culpa possíveis no meu sofá, entrando num estado de coma profundo com hábitos erradíssimos, como fumar muita maconha e ficar vendo serie o dia inteiro, fiquei desenpregado e pagava alimentos gravídicos pra ela, vendi meu pc pra pagar um dos meses. Então começamos a nos falar de novo, ficamos de novo, transamos de novo, até brigar por um pedido de guarda dela que ela fez enquanto estava “bem” comigo. Fiquei puto e separei de novo. Fiquei com as meninas da minha faculdade e tals trabalhava, levantei da depre, consegui respirar sem ela. E varias brigas na justiça, até que o amor da minha vida nasceu. Desde o hospital ate quando eu podia eu estava vendo a minha filha, comprava as coisinhas pra ela e ela foi crescendo. E uma vez elas brigaram comigo porque eu estava vendo demais a criança e elas tinham intimidade também (ela e a mãe dela). Falei que era presente e ia respeitar mas eu so vi dois dias naquela semana e rapidamente entao nao sabia q estaria atrapalhando. Brigaram comigo eu tbm briguei e fiquei puto e foram na casa da minha mae onde deu maior briga e adivinhem?? “Medida protetiva” de novo! Ficamos em media um mes sem ver a minha filha porque ela era de colo e nao podia chegar perto. Duas semanas após a audiência, começamos a nos falar de novo, eu participei mais, nao ia so aos domingos, ela me pedia coisas grandes do tipo, cadeirinha e bebe conforto. Eu fui me aproximando de novo e mais uma vez ficamos de novo, mas so que vivemos uns 3 meses sem brigar como se fôssemos familia mesmo eu ate dormia la todos os dias. Mas o passado nao parava de assombrar ela e ela vivia dizendo que eu abandonei ela gravida e ficava me botando pra baixo e um dia brigamos serio de discutir de novo, dessa vez nao me aguentei, xinguei ela como ela me xinga no whats, criei prova contra mim mesmo, mandando ela longe no máximo, mas enfim, ela conseguiu desenhar em mim um “agressor” pra sociedade, na última audiência o juiz chamou ela de mimada. A minha mae detesta ela e acha ela futil e interesseira, sem contar que vive nesse mundo de “de ferias com ex” que so se fala em relacionamento como se fosse o centro do mundo. Tive apego fdp por ela, hoje tem uma mistura de nojo de decepção e o afastamento entre eu e minha filha e completamente nocivo pra minha filha ela precisa do pai dela e é apegada em mim. Nao posso negar que fiquei decepcionado com ela, mas o sentimento maior e do apego pela criança, ela é exatamente igual a eu quando era pequeno, é parte da gente. Desculpem pelo logo desabafo, mas precisava soltar isso pra fora. Fica a pergunta, o que devo fazer daqui pra frente em termos legais, pessoais e psicológicos em relação a essa história que me consumiu por dois anos.
Obs1: Ela ja assumiu nas últimas transas que coloca medida como birra porque e o que ela tem pra me atingir. Sem contar que fica sempre me chamando de pai de merda, progenitor. E fica carregando a bandeira de mãe solo que a vida dela é sofrida, mas tem pensão tem renda externa a renda da mae e tudo que ela e minha filha precisar.
Obs2: tenho mãe, irmã, afilhada e sobrinha, filha, tive ex mulher e ex noiva, e essas são meu atestado de sanidade, as testemunhas que sou um ser humano que tem carinho e empatia.
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2020.06.06 03:16 Badutopia Leucementira

Olá Lubixco, editores, papelões, gatas maaaaravilhosas e turma que está a ver! Vim contar a melhor (ou pior) história de webnamoro que tive o desprazer de protagonizar.
Em meados de 2015/2016 conheci uma guria em certo jogo online, onde no início apenas fazia parte do mesmo círculo de amigos dentro do jogo. Essa mina tem um irmão mais velho, que também fazia parte da galera e interagia jogando o mesmo jogo. Após um tempo comecei a ter o famoso webnamoro com essa mina, aquela mesma história clichê de chamadas no Skype, ela me mandava nudes etc etc. Também falava bastante com o irmão dela que virou muito meu amigo. Porém essa guria sofria de uma doença em escala terminal de Leucemia, onde frequentemente tinha que ir consultar e o irmão mandava alguma foto dela descansando após essas consultas pra dizer que ela já estava melhor, e era total bad vibes pela constante preocupação com a saúde dela. Depois de meses nessa aparente luta dela contra essa doença, o irmão dela me mandou um áudio no WhatsApp chorando dizendo que ela havia falecido (vai vendo)
Neste dia eu estava no trabalho, e me retirei do setor muito mal, inclusive liguei para o meu chefe (ele ficava em um setor em uma cidade diferente) e pedi para me liberar pois uma pessoa importante tinha morrido. (Claro que não falei que era uma webnamorada que morava na puta que pariu do outro lado do país kkkk) Fui liberado e ganhei uns dias de folga. Após um luto de todo o pessoal que conhecia a menina, a vida seguiu e continuamos todos dando apoio e ajudando no que o irmão precisasse, afinal ele sempre estava junto com a irmã.
(Agora começam os plots Twist) Certo dia minha amiga, que fazia parte da galera, encontrou uma foto pelo Facebook, foto de antes da data dessa mina ter falecido, foto de casamento onde o irmão estava de terno e ela vestida de noiva.
O que passou na minha cabeça neste momento foi algo do tipo "ela conheceu alguém, e queria cortar contatos da internet, e forjou alguma desculpa junto com o irmão pra sumir" Porém fomos pesquisando mais, achamos até canal no YouTube dessa mina DEPOIS da data do falecimento Pedi ajuda há um amigo que entende mais de redes sociais e seria mais esperto do que eu pra encontrar mais sobre registros dessa mina na internet e sobre o irmão. Descobrimos o nome da mina (que era um nome diferente do que ela usava no perfil quando éramos webnamorados), descobrimos lugar onde trabalhava e, pasmem, ela era casada com esse cara que se dizia irmão dela.
O detalhe aqui é que, a mina nunca soube da existência dos nossos amigos e de mim, esse cara que se dizia irmão dela, na verdade era o esposo, e ele tinha um segundo perfil usando as fotos da esposa. O cara me mandava fotos da esposa nua pra me convencer que era tudo real, e usava fotos da esposa para convencer todo o círculo de amigos, tirava fotos junto com ela e depois nos mandava dizendo que estava passeando e blá blá blá,n as chamadas por Skype os dois tinham vozes diferentes, mas pra fazer a voz da mina ele usava algum Voice changer obviamente, mas ninguém nunca suspeitou de nada.
Conclusão, depois que descobrimos que o "irmão" na verdade era casado com a mina e usava as fotos dela pra enganar os outros com outro perfil, geral excluiu ele ok imediatamente do grupo de amigos, e ele ainda tentou se reconciliar dizendo coisas do tipo "mas isso não é bom? Quer dizer que aquela pessoa ainda está viva, que sou eu", mesmo depois de ter enganado todo mundo, e todo mundo falar da sua própria vida pessoal, ele considerava essa mentira uma coisa boa. Enfim, essa é minha história de webnamoro, onde namorei um cara casado que me mandava fotos nuas da esposa kkkk forte abraço e sucesso.
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2020.06.06 02:38 sunshine_sah Eu e minhas 3 amigas somos as babacas por cortar laços com uma "amiga" de 5/4 anos?

Olá Luba, editores, gatas, turma que está a lever e mortos e sobreviventes de papelão. Eu sou de bsb e, pra ajudar na voz, pode misturar as gírias kkkk. Bom a minha história começa em 2015, quando uma menin que irei chamar de Raquel mudou pra minha sala. Na época, eu estava no oitavo ano e meu grupinho de amigas era mais ou menos de 4 pessoas sem contar comigo e contando com essa Raquel. As meninas que faziam parte dele, além dela e eu, eram Luana, Rebeca e Camila (nomes fictícios). Enfim, quando o nono ano chegou, Luana e Rebeca saíram da minha escola e foram pra outra, deixando só eu, Camila e Raquel. Nesse ano, a dita cuja começou a me excluir do grupo com a desculpa que eu não fazia os trabalhos da escola sendo que ela não me dava espaço para falar ou dar alguma opinião. Além disso, ela tratava a Camila como posse dela. Um exemplo de como ela não me dava voz nos trabalhos é de um do ano anterior (oitavo ano): lembro que, nesse ano (2015), a gente tinha aula de teatro (na minha escola era assim: um ano música e o outro era teatro no ensino fundamental e no médio era um semestre música e o outro teatro) e o trabalho dessa matéria era você refazer uma cena de algum filme e o professor sugeriu alguns filmes, dentre eles, Procurando Nemo (nota: ele NÃO sugeriu A Noiva Cadáver). Então, como eu vi um dos meus filmes favoritos na lista, eu sugeri pro meu grupo (Raquel e Camila) fazer a cena do "Continue a nadar" e a Raquel respondeu que não gostava muito desse filme. Quando ela falou isso eu respeitei e fui pensar em outro filme até que a Raquel falou: "Gente, vamos fazer uma cena de A Noiva Cadáver!". Na época (e por causa desse acontecimento, até hoje), eu não gostava desse filme, e disse pra ela que não gostava e ela ficou insistindo e insistindo que queria esse filme até eu cansar e falar que podia ser esse filme. Ela até convenceu o professor a deixar o nosso grupo fazer A Noiva Cadáver. E um exemplo de como ela tratava a Camila como posse é de um teste em dupla do nono ano: lembro um dia que tinha um teste em dupla e nenhuma das duas tinha chegado ainda e o professor perguntou com quem eu ia fazer e eu respondi que ia fazer com a Camila (já que eu NUNCA desde que tinha conhecido ela, que foi em 2014, tinha feito um teste com ela). Aí a Raquel chegou e o professor perguntou pra ela com quem ela queria fazer o teste e ela respondeu o mesmo que eu Aí o professor disse: "A Sarah (no caso eu) já disse que vai fazer com ela". Ela olhou na minha cara com olhar mortal e disse num tom super grosseiro: "Não fala mais comigo". Enfim, eu comecei a reaproximar de uma amiga, que irei chamar de Fernanda, nesse ano por motivos óbvios (obs: a Fernanda não era da minha sala). Então chegou o primeiro ano do ensino médio. Eu andava muito com um menino da mesma sala que a Fernanda e, como andava com o pessoal desse sala, acabei conhecendo a Mariana (nome fictício). Comecei a me aproximar muito dela, ao ponto de não passar o intervalo na sala com a Raquel e a Camila como sempre fazia. Nesse ponto, a Raquel começou a perceber que tava me perdendo e correu atrás de mim. A Mariana, como quase não tinha amigos na sala dela, se mudou pra minha sala e eu e ela nos aproximamos mais da Camila. Enfim chegou o segundo ano. Um menino de outra sala que era novato começou a ficar amigo da gente e a Fernanda mudou pra nossa sala. Nesse meio tempo, esse nosso amigo, que irei chamar Rafael, ficou muito íntimo da Raquel e da gente. Entretanto, quando ele e a Raquel estavam conversando e eu e as meninas chegávamos para conversar, a Raquel dizia que era para a gente sair pois o assunto deles era "particular".Nesse ano, eu, Fernanda, Camila e Mariana começamos a perceber que a Raquel tratava a gente maneira super grosseira e quando ia falar com outras pessoas ela falava normalmente, principalmente com esse Rafael. Eu, Camila, Fernanda e Mariana sempre conversávamos com o Rafael sobre as coisas que a gente achava que estavam acontecendo entre nós e a Raquel, visto que a gente se aproximou MUITO, e como ela sempre fazia um teatrinho de "vítima" na frente dele, ele nunca acreditou direito na gente, sempre dizendo que "esse era o jeito dela", mas sempre tentava nos ajudar. Certo dia, Fernanda confrontou a Raquel sobre o motivo de ela estar sendo tão grossa com a gente e a dita cuja respondeu com "É coisa da sua cabeça". Além disso, quando eu falava dos crushs que tava tendo, ela sempre soltava um "Não se iluda" como se eu não tivesse chance com eles e sempre mudava o assunto pros crushs dela sem deixar eu falar de outra coisa que não seja ela. E assim foi o segundo ano: eu e as meninas tentando conversar com a Raquel e mostrar que ela tava sendo grossa com a gente e ela jogando a culpa pra cima da gente falando que a gente só falava de anime (o que não era verdade). Chegou o terceiro ano. Eu e as meninas não suportávamos mais a atitude da Raquel. Eu, Camila e Mariana resolvemos dar um ultimato nela: ou ela mudava ou a gente cortava relações, pois a gente sempre mudava pro gosto dela e ela nunca mudava e sempre tratava a gente de maneira grosseira. A Fernanda ainda dava mais chances pra ela e tals. Então, como a Raquel não mudou, eu, Camila e Mariana cortamos relações com ela. A Fernanda achou isso meio babaca e ainda tentou correr atrás por um tempo. Enfim, eu e minhas amigas que cortamos relações fomos babacas por isso e deveríamos ter tentando resolver na conversa por mais tempo? Beijos Luba, <3
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2019.12.13 18:11 pnmms E se eu tivesse ficado com ela?

2016.
Havia recém saído de um relacionamento e comecei a ir em baladas com alguns amigos e tal. Avistei uma bela mina e fui lá, né. Ficamos naquela noite, adicionei ela e começamos a sair esporadicamente. O problema é que ela dava perdido, visualizava e não respondia, depois voltava e fingia que nada acontecia.
Numa dessas sumidas, comecei a namorar de novo. Ela veio com um papo triste, falando que era apaixonada por mim e bliblibli... Me separei depois de uns 5 meses e saímos no mesmo dia. Voltou aquela rotina. Nos víamos, era maravilhoso, ela dizia que falava de mim para os pais dela, que eu era incrível em todos os aspectos. MAS SUMIA!
Parou de me responder.
Conheci uma pessoa em uma das semanas que ela sumiu...Acabei noivando com essa pessoa. A menina pirou e me deletou de todas as redes (até do LinkedIn).
O chato é que nos encontramos em quase todas as festas. Soube que ela tentou sair com outras pessoas mas faz mais de 1 ano que não se relaciona com ninguém. Sempre que nos vemos existe aquela tensão. Parece que ela também se pergunta "E se nós estivéssemos juntos?"
Apesar da minha vida estável, morando com minha noiva, com gatos, contas e etc... Quando vejo ela bate um negocinho.
Precisava desabafar.
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.09.10 05:48 rolinhoprimavera Gordo, sozinho, com dor, frustrado e triste.

Estou pesando quase 120kg. Talvez já esteja pesando mais, mas não tenho coragem de olhar pra balança.
A minha vida tá desmoronando e eu to só assistindo.
Tomei um pé da minha noiva e logo em seguida perdi o emprego e tive que voltar pra casa dos meus pais. Como se não fosse suficiente, sofri um acidente de carro extremamente violento. O carro deu perda total (meu seguro tinha vencido e eu nem tinha terminado de pagar o carro), arregacei minhas costas e fiquei seis meses sem andar. Todo fudido, descobri que nenhum dos meus amigos era de verdade já que sem dinheiro, sem carro e preso numa cama, todo mundo desapareceu. Pra não dizer que estou fazendo drama, ainda tive que ficar boa parte desses seis meses num sofá porque os meus pais não estavam esperando que eu voltasse a morar com eles e a casa estava em reforma estrutural.
Um mar de merda. As coisas começaram a melhorar quando conheci uma menina fantástica. Mas aí veio a depressão. O Facebook me lembrando que um ano atrás eu estava escalando no Chile e agora eu precisava de ajuda pra ir até o banheiro mijar. As contas chegando e os meus pais tendo que se virar pra pagar as deles e as minhas porque toda a minha grana se foi pra me manter vivo.
Eu não podia mais correr, não consegui voltar a nadar e academia não tinha a menor chance: engordei. Mas engordei muito. E com isso veio o julgamento. Meus irmãos acham que eu estou fazendo drama, que sou um encostado e que to aproveitando dos meus pais. Ah, eles também acham que a minha namorada me influenciou a engordar. Parei de conviver tanto com eles mas agora meus pais estão surtando já que o sonho deles é que fôssemos uma versão triste do Jackson 5.
Eu também sou o cara que fez o post sobre não terminar nada do que começa. Não terminei a faculdade, não sei fazer absolutamente nada. Nem sexo tem sido legal porque não sei se eu ainda gosto, se é a dor que não me deixa fazer nada ou se tem algo errado com o meu pau.
A minha vida tá numa maré de azar que nunca acaba. Eu to realmente considerando suicídio.
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2019.08.31 20:50 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Quadragésima Terceira Semana

Filhos. Somos criados e programados desde a nossa mais tenra infância para cumprirmos com o nosso dever biológico de perpetuar a espécie. Seja através de brinquedos ou brincadeiras que reforçam os papéis de gênero esperados de uma mulher como mãe e de um homem como provedor da família, seja por intermédio da culpa incutida pela religião, assumimos nossos papéis no plano divino. Devemos encontrar uma pessoa do sexo oposto, casar e ter filhos. Essa é a receita da felicidade que nos prometem. Sobretudo para as mulheres, elas serão completas, ditas mulheres de verdade, apenas depois de passarem pelas dores do parto. É um fardo. Nossos pais esperam tornar-se avós. Talvez, não ter filhos, por desejo, incapacidade, ou simplesmente por falta de oportunidade, seja essa uma das maiores rupturas no acordo social sancionado pela religião. Não me surpreende que seja esse um dos grandes argumentos contra a naturalidade da homossexualidade. O motivo de muitos pais ficarem decepcionados ao saber que seu filho, esperado provedor de netos, é gay. A frustração de terem seus sonhos, depositados em outrem, despedaçados fomenta um ódio que não é nosso para lidar.
Sempre gostei de crianças e a recíproca sempre me pareceu verdadeira. Porém, nunca desejei genuinamente ter filhos. Óbvio que em vários momentos da minha vida conjugal de já quase 15 anos, essa conversa veio à tona. Contudo, nunca de uma forma derradeira. Sempre, na elucubração de como seria legal se tivéssemos filhos, mas nunca sentamos para fazer um plano concreto para que isso acontecesse, a despeito dos inúmeros pedidos velados de que éramos um casal muito bonito e inteligente para não passarmos a diante nossos genes. Talvez tenha sido o nosso foco primário na carreira científica, ou que eu nunca tenha me sentido responsável o suficiente para trazer uma vida a esse mundo, de certo apenas que nunca me vi como pai. Tanto que a opção de não preservar meus gametas antes de começar a terapia hormonal sempre me foi óbvia. Claro que saber que minha esposa não considerava reprodução in vitro uma opção tirou muito do peso dessa decisão, que no fundo dizia muito mais sobre mim do que sobre ela.
O paradoxo aparente de gostar de crianças e não querer ser pai me manteve acordada por algumas noites nessa semana. Percebi que ao estar rodeada por crianças voltava à minha infância e podia agir sem o peso de uma máscara pregada à minha face por anos de sofrimento e inadequação. Voltava ao estado pré-púbere de uma adolescência ainda inacabada e podia me divertir sem ter medo de ser julgada. Despida das vergonhas e das meia verdades impostas pelo acordo social que as crianças ainda desprezam. E se brincava com meninas, podia enfim sentir o gostinho da infância que deveria ter tido. De uma certa forma, eu fui criança até outubro do ano passado, quando finalmente começou a minha verdadeira puberdade.
Por outro lado, por nunca ter sido homem a despeito do que tentaram a todo custo me fazer acreditar, nunca aspirei a papéis masculinos. Sempre de uma maneira velada os desprezei. Ora, era esse o motivo de me sentir extremamente desconfortável em casamentos. Não bastasse ter que restringir meus movimentos vestida de terno e gravata, o ápice da expressão da masculinidade, enojada, deparava-me com o inevitável destino de ser marido. Por mais que procrastinasse, em algum momento deveria me casar e ter filhos. Era isso que meus pais esperavam de mim, o primogênito da família, o filho ideal tornar-se-ia pai de família por sua vez. Essa inexorabilidade do destino me aterrorizava. Parecia não ter como fugir. Em algum momento, deveria me assumir como homem, marido e pai.
Contudo, essa não era a minha essência. Nasci mulher. Sempre quis ser daminha de honra e nunca entendi por que não podia entrar de vestidinho antes dos noivos. Perceber essa dissonância cognitiva gerada por me forçar a me imaginar em papéis que não os meus resolveu meu paradoxo. Não que não quisesse me casar, só não queria ser marido, mas sim esposa. Maravilhosamente vestida de noiva para me casar com a mulher da minha vida. Não que não quisesse ter filhos, só não queria ser pai, mas sim mãe. Passar por uma gravidez, gerar e nutrir uma vida. Parir e amamentar. Pena que diferentemente do casamento, esse sonho acho que não realizarei. Não transmitirei a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.
Uma excelente semana repleta de realizações a tod_s.
Beijocas!
Gabi
submitted by ankallima_ellen to transbr [link] [comments]


2019.01.11 23:43 TheMightyMegazord Girassol

Não sei se precisa dar contexto aqui nesse sub, mas...
Escrevi isso faz alguns anos, para uma menina que era noiva e quase largou tudo pra ficar comigo. Foi logo depois de ela marcar a data de casamento.
Girassol
Hoje, agora, meu mundo parou de me bastar. Parou de me caber e sinto que só mergulhando muito até perder o folego vou conseguir, depois, respirar.
Hoje eu tiro do escuro o girassol que plantei pra ver raiar. E risco, ou melhor arranco, de mim a palavra "mas" que deixei me engaiolar e que por muito tempo me impedia até de comprar um regador e de plantar as flores que eu sempre quis regar.
Hoje eu perco a fraqueza do apenas sonhar e ganho a força do dizer "que venham outras fraquezas para eu derrubar". Deixei de existir como pontual, reto, côncavo, convexo, previsível ou linear.
Hoje, agora, meu mundo parou de me bastar. E vou criar outro na esperança de que esse também não me caiba para que eu não perca o tino da mudança e da própria vontade de mudar. Hoje está aqui uma fome pra eu nunca saciar e de tudo comer, e de tudo beber e se for preciso as vezes vomitar.
Hoje que tomem por inteiro, que peguem tudo ou nada, que sejam quentes ou frios. Que se lembrem de mim sem presentes ou cartas recortadas e que me amem sem a desconfiança de quem mede tudo pelo perder e não pelo ganhar. Hoje eu vou rir, chorar, viver até onde der, correr até onde puder, comprar uma máquina para fotografar.
Hoje, agora, meu mundo parou de me bastar. E quem tiver medo de dar murro em ponta de faca que traga aqui para eu esmurrar porque ainda não conheci ninguém incólume, imaculado, sem os joelhos ralados com graça suficiente para me fazer gargalhar. E se quiserem que coloquem em mim um arcabouço, uma alcunha. Eu não me importo, nesse meu mundo não vai durar.
Hoje sai do piloto automático, hoje não fico mais esperando pra ver o que pode acontecer, esperando pra saber se agarro o que passar. Hoje, agora, meu mundo parou de me bastar.
submitted by TheMightyMegazord to rapidinhapoetica [link] [comments]


2018.09.12 04:17 betrabafeliz Relato para aqueles que tem dificuldade em falar com o/a crush (odeio essa palavra mas não achei uma melhor).

Turma, não sei se essa é a melhor flair, mas vamos lá. Sempre que vou para minha aula de música passo em frente a uma loja de roupa feminina. Lá trabalha uma menina que acho muito bonita, mas mesmo querendo muito, nunca tive coragem de falar com ela por causa da timidez e vergonha, não até hoje.
O que rolou foi que, já tive várias chances boas pra falar com ela e deixei elas passarem, mas consegui, enfim, criar coragem pra ir lá. Foi difícil. Antes de ir fiquei uns 15 minutos parado perto da loja, pensando no que eu ia dizer e pensando se eu realmente devia fazer aquilo.
Depois de tudo planejado, sem ter certeza de que eu iria entrar lá, eu só comecei a andar em direção a entrada da loja. Quando cheguei na porta, confesso que quis desistir da ideia e seguir meu caminho, mas eu entrei.
Fiquei tão nervoso e com tanta vergonha que tudo que eu planejei simplesmente evaporou da minha cabeça, aí, dando até umas gaguejadas, me apresentei, falei que sempre que passava alí reparava nela pois achava ela muito bonita, e perguntei se ela gostaria de sair pra fazer algo e pra gente se conhecer algum dia. Ela levou super na boa e me explicou que é noiva kkkk, e por isso, obviamente, falhei na missão.
Talvez isso não seja grande coisa pra alguns, mas pra mim significou muito o fato de ter conseguido superar todas aquelas barreiras psicológicas bestas que nós, que temos dificuldade em falar com "aquela pessoa", nos colocamos.
Fica aí meu relato. Espero que sirva de motivação ou inspiração para alguém que passa por alguma situação parecida. Grande abraço a todos vocês que puderam tirar um tempinho pra ler essa história.
submitted by betrabafeliz to brasil [link] [comments]


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